Análise da mobilidade de língua e constrição faríngea pós acidente vascular encefálico

Análise da mobilidade de língua e constrição faríngea pós acidente vascular encefálico

Author Soares, Luciane Teixeira Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Goncalves, Maria Ines Rebelo Goncalves Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Distúrbios da Comunicação Humana (Fonoaudiologia)
Abstract Objectives: To analyze and to compare range of tongue motion and pharyngeal constriction in patients after stroke and in individuals with normal swallowing through videofuoroscopy swallowing study; and to correlate range of tongue motion and pharyngeal constriction with presence and/or dysphagia degree in stroke patients. Methods: It were selected 47 videofluoroscopic swallowing studies realized at the Imaging Diagnostic Department of the UNIFESP, being 28 stroke patients with age range between 27 and 86 years (mean of 63.3 years) and 19 individuals with normal swallowing to constitute the control group, with age range between 24 and 87 years (mean of 61.8 years). Imaging analysis was performed using the ImageJ software. The superposition of tongue tracing during the emission of vowels /a/, /i/ and /u/ was done to determine range of tongue motion considering the ration between common area and total area during the three vowels emission. Pharyngeal constriction was considered as the ratio between the area with presence of air and/or residues in maximum constriction during swallowing of 3 cc of thin liquid, related to the pharyngeal area in rest position. The Dysphagia Outcome Severity Scale was used to classify dysphagia degree in stroke patients, and they were grouped according airway protection efficiency mechanisms. Results: Regarding range of tongue motion, the vowels intersection ratio was higher in the stroke group (0.471) than the control group (0.437) but this difference was not significant. It was observed significant difference considering the total area of the vowels (0.224 for stroke patients and 0.266 for the control group). Regarding pharyngeal constriction it was observed significant difference between the two groups (0.098 for stroke and 0.026 for control). Correlation considering range of tongue motion and pharyngeal constriction with presence and/or dysphagia degree showed that the higher the dysphagia degree, the higher the ratio of pharyngeal constriction. Conclusions: It were observed significant differences regarding: total area of the vowels and pharyngeal constriction between the two groups, and dysphagia degree and pharyngeal constriction.

Objetivos: Analisar e comparar mobilidade de língua e constrição faríngea de pacientes pós-acidente vascular encefálico com indivíduos sem disfagia por meio da videofluoroscopia da deglutição, e correlacionar mobilidade de língua e constrição faríngea com presença e/ou grau de disfagia nos pacientes pós-AVE. Métodos: Foram selecionados 47 exames de videofluoroscopia realizados no Setor de Diagnóstico por Imagem da UNIFESP, sendo 28 de pacientes pós-AVE, entre 27 e 86 anos (média de 63,3 anos) e 19 de indivíduos sem disfagia para compor o grupo controle, entre 24 e 87 anos (média de 61,8 anos). Utilizando-se o programa de análise de imagens ImageJ, com a sobreposição dos traçados da língua na emissão das vogais /a/, /i/ e /u/, a medida da mobilidade de língua foi determinada pela área comum da língua em relação a área total abrangida na emissão das três vogais. A medida da constrição faríngea foi apresentada como a razão entre a área preenchida por ar e/ou resíduos alimentares, na constrição faríngea máxima durante a deglutição de 3 ml de líquido fino, em relação à área da faringe na posição de repouso. Para classificar a deglutição dos pacientes pós-AVE foi utilizada a escala Dysphagia Outcome Severity Scale, sendo os pacientes agrupados de acordo com a eficiência dos mecanismos de proteção das vias aéreas. Resultados: Com relação à mobilidade de língua, apesar da razão de intersecção das vogais ter sido maior no grupo AVE (0,471) do que no controle (0,437), não foi observada diferença significante entre os grupos. Porém, em relação à área total das vogais, foi encontrada diferença significante entre os dois grupos, com média de 0,224 para o grupo AVE e de 0,266 para o controle. Quanto à constrição faríngea, também encontramos diferenças significantes entre os grupos, 0,098 no AVE e 0,026 no controle. Ao correlacionar mobilidade de língua e constrição faríngea com a presença e/ou grau de disfagia nos pacientes pós-AVE, os resultados apontaram que quanto maior o grau de disfagia, maior a razão da constrição faríngea. Conclusões: Houve diferenças estatisticamente significantes quanto à área total das vogais e à constrição faríngea entre os grupos AVE e controle. Também houve diferença estatisticamente significante entre os níveis de disfagia e a constrição faríngea.
Keywords movimento da língua
constrição da faringe
acidente vascular cerebral
fluoroscopia
Language Portuguese
Date 2015-02-24
Published in SOARES, Luciane Teixeira. Análise da mobilidade de língua e constrição faríngea pós acidente vascular encefálico. 2015. 65 f. Tese (Doutorado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2015.
Research area Fonoaudiologia
Knowledge area Ciências da saúde
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 65 p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2433711
Access rights Closed access
Type Thesis
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48725

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