Doença de chagas e gravidez: análise da morbidade materna e fetal

Doença de chagas e gravidez: análise da morbidade materna e fetal

Author Lucena, Alexandre Jorge Gomes de Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Carvalho, Antonio Carlos de Camargo Carvalho Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Medicina (Cardiologia)
Abstract FUNDAMENTO: Pacientes portadoras de doença de Chagas (DC) podem desenvolver formas graves de cardiopatia durante a idade reprodutiva, e com isso maior risco de complicações maternas e fetais durante a gravidez. Objetivo: avaliar a influencia da doença de Chagas sobre a evolução materna e fetal durante a gestação e puerpério. METODOS: Analise retrospectiva de 164 gestações, em150 pacientes, através da analise do banco de dados do setor de cardiopatia e gravidez da UNIFESP. Avaliados três grupos de acordo com a forma de apresentação da DC (cardiomiopatia chagásica, com marcapasso cardíaco, e sem cardiopatia aparente) em relação a variáveis maternas e fetais. Resultados: Os grupos foram assim distribuídos: Cardiomiopatia chagásica com 77 (47%) das gestantes, BAV com marcapasso 35 (21,3%) e sem cardiopatia aparente 52 (31,7%). O grupo de gestantes com cardiomiopatia chagásica associou-se estatisticamente ao baixo peso ao nascer com incidência de 20 (26,7%) casos (P = 0,011; OR - 3,364; IC de 95% 1,380 - 8,200), com o maior uso de medicações cardiológicas maternas com incidência de 32 (41,6%) casos (P = 0,041; OR - 2,101; IC de 95% 1,083 - 4,076), e com maior número de complicações cardiológicas maternas com incidência de 32 (41,6%) casos (p = 0,001; OR - 3,708; IC de 95% 1,787 - 7,692), enquanto na prematuridade e nos fetos pequenos para idade gestacional não houve associação estatística. Já as gestantes com sorologia positiva para DC mas sem cardiopatia aparente e as portadoras de marcapasso definitivo não tiveram aumento significante da morbidade materno e fetal para nenhuma das variáveis analisadas. As gestantes com classe funcional (CF) III e IV no 3º trimestre, independente da forma de apresentação da DC, tiveram maior numero de complicações maternas com incidência de 10 (90,9%) casos (p = 0,000; RR - 15 ), prematuridade com incidência de 9 (42,9%) casos (p = 0,000; RR - 4,57), e de baixo peso ao nascer com incidência de 8 (38,1%) casos (p = 0,012; RR - 2,98). Conclusão: As gestantes com cardiomiopatia chagásica, principalmente as com classe funcional III e IV, tiveram aumento da morbidade materno-fetal, enquanto que as gestantes sem cardiopatia aparente e as portadoras de marcapasso definitivo não tiveram aumento de morbidade durante a gestação.
Keywords gravidez
cardiopatia
doença de chagas
complicações
Language Portuguese
Date 2013-09-25
Published in LUCENA, Alexandre Jorge Gomes de. Doença de chagas e gravidez: análise da morbidade materna e fetal. 2013. 67 f. Dissertação (Mestrado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2013.
Research area Medicina
Knowledge area Ciências da saúde
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 67 p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=141815
Access rights Closed access
Type Dissertation
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48536

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