Cinemática ventilatória e ajustes cardiocirculatórios ao exercício, antes e após broncodilatação farmacológica, em pacientes com dpoc moderada a grave

Cinemática ventilatória e ajustes cardiocirculatórios ao exercício, antes e após broncodilatação farmacológica, em pacientes com dpoc moderada a grave

Author Cunha, Mhulio Marquez Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Serafini, Jose Alberto Neder Serafini Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Medicina (Pneumologia)
Abstract Introduction: The causes of exercise limitation in patients with COPD are multifactorial. It is known that one of the major pathophysiological consequences of COPD is the occurrence of dynamic hyperinflation (DH) during exercise which, besides causing limiting dyspnea, may negatively interfere with cardiac output. Recently, has been observed that there are several patterns of ventilatory behavior during exercise in COPD patients, and in some, the recruitment of the abdominal muscles, soften or even avoid the HD, could be deleterious and possibly cause impairment of hemodynamic adjustments. Considering that bronchodilators (BD) could interfere with the pattern and intensity of abdominal muscles recruitment, and variably influence in HD, it would be reasonable to suppose that such drugs could interfere in cardiovascular responses to exercise in these patients. Objectives: To investigate the effect of a single dose of shorting acting &#946;2-adrenergic BD, compared with placebo, the dynamic behavior of the chest wall volume and its operational compartments (ventilatory kinematics by optoelectronic plethysmography) and its possible consequences in cardiocirculatory adjustments and exercise tolerance in patients with moderate to severe COPD. Methods: We prospectively evaluated 28 patients with moderate to severe COPD. Patients underwent pulmonary function tests and two of cardiopulmonary exercise tests (CPET) on a cycle ergometer with constant workload until the time limit of tolerance, one after inhalation of placebo and another after inhalation of BD. The load used was 75% of the peak load achieved in an incremental CPET performed previously. Besides the conventional responses of CPET, were obtained the chest wall and the operational lung volumes, rib cage and abdomen, breath-by-breath by optoelectronic plethysmography, and cardiac output by transthoracic cardioimpedância. The patients were divided into "responders" and "non-responders" regarding the response to BD obtained by measuring inspiratory capacity (increase greater than 300ml in test after BD). Results: Administration of BD was associated with a variable "volume" response and a significantly increased on exercise capacity in the "responder" group (24 ± 37% vs. -3 ± 24% in "non-responders", p < 0.05) and led to a greater recruitment of expiratory abdominal muscles (- 0.18 ± 0.02L vs. - 0.01 ± 0.02L in the "nonresponders, p <0.05). There was a reduction of chest wall operational lung compartments volume after the use of BD analyzing the group as a whole. Dividing the patients into "responders" (N = 13) or "non-responders" (N = 15) we observed a decrease in the chest wall and operational thoracic compartments volumes only in the first group, and this reduction was mainly due to the rib cage compartment, which was responsible for 57% of the reduction in end-expiratory lung volume. Although indirect evidence that such effects have improved dynamic compliance and expiratory flow limitation, these were not associated with better hemodynamic adjustments to exercise (p> 0.05). Conclusion: Our findings indicate that the primary effect of BD resides, in patients with reduced operational lung volumes in improving lung hyperinflation (rib cage), with secondary effect of increased recruitment of abdominal expiratory muscles. These consequences are generally beneficial - but not required - to occur to patients who improves the tolerance to effort and not appear to modulate the hemodynamic responses to a constant load exercise in this subgroup of patients.

Introdução: as causas da limitação ao exercício nos pacientes com DPOC são multifatorias. Sabe-se que uma das principais consequências fisiopatológicas da doença é a ocorrência da hiperinsuflação dinâmica (HD) durante o exercício que, além de ocasionar dispnéia limitante, pode interferir negativamente com o débito cardíaco. Recentemente, vem se observando que há vários padrões de comportamento ventilatório durante o exercício neste grupo de pacientes, sendo que, em alguns, o recrutamento da musculatura abdominal, ainda que amenize ou evite a HD, poderia ser deletério, com possível comprometimento dos ajustes hemodinâmicos. Considerando-se que os broncodilatadores (BD) poderiam interferir no padrão e na intensidade do recrutamento da musculatura abdominal, além de influenciar variavelmente na HD, seria lícito supor que tais medicamentos poderiam interferir variavelmente nas respostas cardiocirculatórias ao exercício nestes pacientes. Objetivos: investigar o efeito da administração de dose única, por dosímetro inalatório, de BD &#946;2- adrenérgico de curta duração, comparativamente ao uso de placebo, no comportamento dinâmico do volume torácico total e de seus compartimentos operacionais (cinemática ventilatória por pletismografia optoeletrônica), e suas possíveis consequências nos ajustes cardiocirculatórios e na tolerância ao exercício de pacientes com DPOC moderada à grave. Métodos: foram avaliados prospectivamente 28 pacientes portadores de DPOC moderado a grave. Os pacientes realizaram testes de função pulmonar e dois testes de exercício cardiopulmonares (TECP) em cicloergômetro com carga constante até o tempo limite de tolerância, um após inalação de placebo e outro após inalação de BD. A carga utilizada foi de 75% da carga pico atingida no TECP incremental realizado previamente. Além das respostas convencionais do TECP, eram obtidos o volume torácico total e o volume dos componentes operacionais pulmonares, da caixa torácica e do abdome, respiração-por-respiração, por pletismografia optoeletrônica e o débito cardíaco por cardioimpedância transtorácica. Os pacientes foram separados em “respondedores” e “não-respondedores” com relação à resposta ao BD obtida pela medida da capacidade inspiratória (aumento maior que 300ml no teste pós BD). Resultados: a administração de BD associou-se com uma resposta variável de “volume” e aumentou de forma significativa a capacidade de exercício no grupo “respondedor” (24 ± 37% vs. -3 ± 24% nos “não-respondedores”, p < 0,05), assim como levou a um maior recrutamento da musculatura expiratória abdominal (- 0.18 ± 0.02 vs. - 0.01 ± 0.002 nos “não-respondedores, p < 0,05). Houve redução do volume torácico total e dos compartimentos operacionais com o uso do BD analisando o grupo como um todo. Ao dividirmos os pacientes em “respondedores” (N = 13) ou “não-respondedores” (N = 15), observamos redução do volume torácico total e dos compartimentos operacionais apenas no primeiro grupo, sendo que tal redução deveu-se principalmente ao compartimento caixa torácica, que foi responsável por 57% da redução do volume expiratório final. Apesar de evidências indiretas de que tais efeitos tenham melhorado a complacência dinâmica e a limitação ao fluxo expiratório, estes não se associaram com melhores ajustes hemodinâmicos ao exercício (p > 0.05). Conclusão: nossos achados indicam que o efeito primário dos BD reside, nos pacientes com redução dos volumes pulmonares operacionais, na melhora da hiperinsuflação pulmonar (caixa torácica), com efeito secundário de maior recrutamento da musculatura abdominal expiratória. Tais consequências são geralmente benéficas – mas não necessárias – aos pacientes para ocorrer melhora da tolerância ao esforço e não parecem modular as respostas hemodinâmicas ao exercício de carga constante neste sub-grupo de pacientes.
Keywords dpoc
teste de exercício cardio-pulmonar
pletismografia optoeletrônica
interação cardio-pulmonar
hiperinsuflação dinâmica
Language Portuguese
Date 2013-03-27
Published in CUNHA, Mhulio Marquez. Cinemática ventilatória e ajustes cardiocirculatórios ao exercício, antes e após broncodilatação farmacológica, em pacientes com dpoc moderada a grave. 2013. 110 f. Tese (Doutorado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2013.
Research area Medicina
Knowledge area Ciências da saúde
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 110 p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=136084
Access rights Closed access
Type Thesis
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48384

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