Papel da dnmt3a no fenótipo metastático do melanoma murino

Papel da dnmt3a no fenótipo metastático do melanoma murino

Autor Rivas, Maria Prates Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Leon, Miriam Galvonas Jasiulionis Leon Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Microbiologia e Imunologia
Resumo A epigenética engloba processos que atuam na ativação ou silenciamento gênico sem alterar a sequência do DNA. Nos últimos anos, foram descobertos mecanismos epigenéticos relacionados a fatores que conduzem ao câncer, de modo que a compreensão desta relação tornou-se tão importante quanto os eventos mutacionais para o desenvolvimento e progressão tumoral. O melanoma é um câncer ocasionado pela transformação maligna de melanócitos, cujo diagnóstico em estágio avançado da doença está relacionado a um prognóstico ruim. Trabalhos anteriores de nosso grupo evidenciaram alterações epigenéticas, especialmente no perfil de metilação do DNA, ao longo da progressão tumoral de melanócitos normais a melanócitos metastáticos. O processo de metilação do DNA está relacionado às enzimas DNA metiltransferases (DNMTs), responsáveis por catalisar a adição do grupo metila à citosina, sendo membros desta família DNMT1, DNMT2, DNMT3A, DNMT3B e DNMT3L. O presente trabalho analisou a relação da atividade da enzima DNMT3A na alteração do perfil de metilação em células de melanoma metastático. Utilizando linhagens celulares de melanoma metastático 4C11+ controle, knockdown para Dnmt3a e Dnmt3a/Tet2, foi possível avaliar o papel das enzimas DNMT3A e sua associação com TET2 no impacto da expressão gênica e no fenótipo do melanoma metastático. Foi observado que o silenciamento de DNMT3A na linhagem de melanoma metastático em nosso modelo resultou na exacerbação de algumas características tumorais malignas. Enquanto não houve alteração significativa na capacidade de formar clones independentemente do contato célula-célula, foi observado aumento na capacidade de proliferação, resistência ao quimioterápico Dacarbazina, e migração destas células, quando comparadas à linhagem controle. As células com duplo knockdown de Dnmt3a e Tet2 em células de melanoma metastático apresentaram maior capacidade proliferativa, maior resistência ao tratamento com quimioterápico, e menor capacidade de formar clones quando avaliadas em relação às células controle. Contudo ambas as células knockdown não apresentaram diferença significativa no perfil de metilação e hidroximentilação global, o que indica a atuação de um mecanismo de atividade compensatória para a manutenção do padrão de metilação no genoma nestas células.
Assunto dnmt1
dnmt2
dnmt3a
dnmt3b e dnmt3l
Idioma Português
Data 2016-01-02
Publicado em RIVAS, Maria Prates. Papel da dnmt3a no fenótipo metastático do melanoma murino. 2016. 70 f. Dissertação (Mestrado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2016.
Linha de pesquisa Microbiologia
Área de concentração Ciências biológicas
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 70 p.
Fonte https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2848675
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48355

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