Estudo da modulação da atividade de células dendríticas após sinalização via receptor dopaminérgico

Estudo da modulação da atividade de células dendríticas após sinalização via receptor dopaminérgico

Autor Nascimento, Vanessa de Mendonca Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Basso, Alexandre Salgado Basso Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Microbiologia e Imunologia
Resumo Apesar de já bem estabelecido, o conceito de que os sistemas nervoso e imune interagem de maneira estreita ainda é pouco empregado quando são delineados estudos que buscam entender os eventos envolvidos na geração e regulação de respostas imunes adaptativas. Uma das vias de interação dos sistemas imune e nervoso é constituída pelo sistema nervoso simpático (SNS). Assim sendo, sabe-se que órgãos linfóides tais como timo, baço e linfonodos recebem intensa inervação simpática, ou seja, fibras nervosas que utilizam como principais mediadores de suas ações as catecolaminas (noradrenalina e dopamina). A anatomia da inervação simpática no baço e em linfonodos sugere que processos tais como apresentação antigênica, ativação e diferenciação de células T podem ser influenciados pelo SNS. Ademais, células dendríticas expressam receptores para catecolaminas o que as habilita a receber sinais oriundos do SNS. A influência exercida pelo SNS no desenvolvimento de respostas imunes adaptativas parece ter grande relevância biológica já que estudos realizados com células dendríticas tem demonstrado que a ativação de alguns receptores catecolaminérgicos é capaz de modular o perfil de citocinas secretadas por estas células mediante um estímulo antigênico, promovendo impacto na polarização das células T. Como as células dendríticas exercem papéis essenciais no processo de geração da resposta imune adaptativa, este trabalho teve como objetivo estudar os modos pelos quais a ativação via os receptores dopaminérgicos podem eventualmente modular a ativação de células dendríticas, com células dendríticas derivadas da medula óssea observamos que os receptores dopaminérgicos do tipo D1 estão expressos nas células dendríticas imaturas e maduras. Desse modo, verificamos que a ativação dos receptores dopaminérgicos D1 e D5 nas células dendríticas imaturas tanto pela dopamina quanto pelo uso do agonista seletivo, previamente a um estímulo antigênico pelos ligantes de receptores Toll (LPS+R848), dificultou o aumento da expressão das moléculas MHCII e CD86, em relação às DCs que foram estimuladas apenas com os mesmos ligantes de receptores Toll. Observamos que as células dendríticas tratadas com o agonista dos receptores dopaminérgicos D1 e D5 apresentaram um fenótipo aproximado às células dendríticas imaturas. Ademais, o prévio tratamento das iDCs com este mesmo agonista seletivo também reduziu a habilidade das mesmas em induzir a proliferação de células T naive antígeno específicas. Assim, nossos dados sugerem que a sinalização via os receptores dopaminérgicos nas células dendríticas promove um perfil “regulador” nestas células, uma vez que dificulta sua maturação e modula sua habilidade de ativar as células T não primadas.
Assunto célula dendrítica
sistema imune
Idioma Português
Data 2013-01-30
Publicado em NASCIMENTO, Vanessa de Mendonca. Estudo da modulação da atividade de células dendríticas após sinalização via receptor dopaminérgico. 2013. 101 f. Dissertação (Mestrado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2013.
Linha de pesquisa Microbiologia
Área de concentração Ciências biológicas
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 101 p.
Fonte https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=112940
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48233

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