Hiperintensidade vascular no flair em pacientes com ataque isquêmico transitório

Hiperintensidade vascular no flair em pacientes com ataque isquêmico transitório

Author Figueiredo, Marcelo Marinho de Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Silva, Gisele Sampaio Silva Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Neurologia - Neurociências
Abstract Objetives: Our objectives were to evaluate the neuroimaging characteristics of patients with transient ischemic attack who had undergone magnetic resonance imaging with focus on the presence of distal hyperintense vessels and to correlate the findings with clinical characteristics and the presence large artery stenoses or occlusion. Methods: We evaluated a database of consecutive patients admitted with transient ischemic attack from February 2009 to April 2013 who had undergone magnetic resonance imaging within 30 h of symptoms onset and intracranial and extracranialvascular imaging. We evaluated the relationship between distal hyperintense vessels, clinical presentation, vascular risk factors, neuroimaging characteristics and the presence of large artery stenosis or occlusion. Distal hyperintense vessels signals were defined on FLAIR images as focal, linear or serpentine, hyperintense signals relative to gray matter. Two neuroradiologists blinded to clinical information reached consensus regarding the presence of distal hyperintense vessels. Results: Seventy-two TIA patients were enrolled. The median time from symptoms onset to magnetic resonance imaging was 8:39 h IQ [4:21, 14:13]. Distal hyperintense vessels signals on FLAIR images were present in 12 (16.7 %) patients. The overall agreement between examiners was good (k 0.67). Patients with distal hyperintense vessels had more atrial fibrillation than those without (41.7% versus 21.7%, p=0.05) and a trend towards more congestive heart failure (8.3% versus 1.7%, p=0.2) and diabetes (41.7% versus 21.7%, p=0.1). There were no differences in the frequency of intracranial or cervical arterial stenoses, cerebral microbleeds and white matter abnormalities in patients with and without distal hyperintense vessels. In a multivariate logistic regression analysis, only atrial fibrillation had a trend to be a predictor of distal hyperintense vessels (OR=4.24, p=0.1). The statistical model to predict distal hyperintense vessels including atrial fibrillation, diabetes and congestive heart failure had a moderate fit in terms of discrimination (c statistic=0.62). Conclusion: distal hyperintense vessels signals on FLAIR images occur in patients with transient ischemic attack and might correlate with clinical variables like atrial fibrillation and not only with large vessel occlusion as previously described. The presence of distal hyperintense vessels in patients with transient ischemic attack and atrial fibrillation might be a surrogate marker for a previous large vessel occlusion spontaneously recanalized.

Objetivos: Descrever os achados de neuroimagem de uma série de pacientes com ataque isquêmico transitório avaliados por ressonância magnética, com foco no achado de hiperintensidade vascular na sequência FLAIR (HVF) e correlacionar tais achados com características clínicas e de neuroimagem vascular. Métodos: Avaliamos um banco de dados de pacientes consecutivos com diagnóstico de ataque isquêmico transitório, admitidos no período de fevereiro de 2009 a abril de 2013 em um serviço terciário, avaliados por ressonância magnética nas primeiras 30 horas de início dos sintomas. Analisamos a relação entre a presença de hiperintensidade vascular no FLAIR, apresentação clínica, fatores de risco vascular, outras características da neuroimagem e presença de estenose significativa de vasos cervicais ou cerebrais. A hiperintensidade vascular no FLAIR foi definida como uma imagem de hipersinal na sequência FLAIR, com localização focal, formato tubular ou serpentiforme na região correspondente ao trajeto típico de um vaso sanguíneo. Dois neuroradiologistas cegos às informações clínicas dos pacientes chegaram a um consenso sobre a presença da hiperintensidade vascular no FLAIR. Resultados: Foram incluídos 72 pacientes. O tempo médio entre início dos sintomas e realização da ressonância magnética foi 8:39 horas intervalo interquartil (IQ) [4:21, 14:13]. A HVF esteve presente em 12 (16.7 %) pacientes. O nível de concordância entre os dois examinadores foi bom (k 0.67). Pacientes com hiperintensidade vascular no FLAIR apresentaram maior frequência de fibrilação atrial que aqueles sem (41.7% x 21.7%, p=0.05) e um tendência a maior frequência de insuficiência cardíaca congestiva (8.3% x 1.7%, p=0.2) e diabetes (41.7% x 21.7%, p=0.1). Não houve diferença quanto à presença ou não de estenose vascular cervical ou cerebral, presença de microhemorragias (microbleeds) ou alteraçãoes de substância branca em pacientes com ou sem HVF. Na análise de regressão logística multivariada, apenas a fibrilação atrial teve tendência a ser um preditor de hiperintensidade vascular no FLAIR (OR=4.24, p=0.1). O modelo estatístico para predizer presença de HVF incluindo fibrilação atrial, diabetes e insuficiência cardíaca teve poder discriminatório moderado (c=0.62) Conclusão: A HVF ocorre em mais de 10% dos pacientes com ataque isquêmico transitório, podendo se correlacionar com variáveis clínicas como a fibrilação atrial e não somente com estenose de grandes vasos como previamente descrito. A presença da HVF em pacientes com ataque isquêmico transitório pode um marcador de uma oclusão vascular prévia com recanalização espontânea.
Keywords transitory acute ischemia
spectroscopy magnetic resonance image
stroke
neuroimage
ischemia
ataque isquêmico transitório
espectroscopia de ressonância magnética
acidente vascular cerebral
neuroimagem
isquemia
Language Portuguese
Date 2016-01-27
Published in FIGUEIREDO, Marcelo Marinho de. Hiperintensidade vascular no flair em pacientes com ataque isquêmico transitório. 2016. 100 f. Dissertação (Mestrado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2016.
Research area Medicina
Knowledge area Ciências da saúde
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 100 p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3616377
Access rights Closed access
Type Dissertation
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47980

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