Realce tardio miocárdico por ressonância magnética cardíaca pode identificar risco para taquicardia ventricular na cardiopatia chagásica crônica

Realce tardio miocárdico por ressonância magnética cardíaca pode identificar risco para taquicardia ventricular na cardiopatia chagásica crônica

Autor Mello, Ronaldo Peixoto de Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Paola, Angelo Amato Vincenzo de Paola Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Medicina (Cardiologia)
Resumo Background: Invasive and non-invasive tests have been used to identify the risk of ventricular tachycardia in patients with Chagas? Cardiomyopathy. Cardiac Magnetic Resonance Imaging using the Delayed Enhancement technique can be useful to select patients with global or segmentary ventricular dysfunction, with high degree of fibrosis and at higher risk for clinical Ventricular Tachycardia. Objective: To improve the identification of predictors of Ventricular Tachycardia in patients with Chagas? Cardiomyopathy. Methods: This study assessed 41 patients with Chagas? Cardiomyopathy [30 (72%) males; mean age, 55.1 ± 11.9 years]. Twenty-six patients had history of Ventricular Tachycardia (VT group), and 15 had no Ventricular Tachycardia (non-VT group). All patients enrolled had Delayed Enhancement and segmentary ventricular dysfunction. In each case, the following variables were determined: left ventricular percentage of ventricular wall thickness impairment; percentage and Delayed Enhancement distribution in each segment. Results: No statistical difference regarding the Delayed Enhancement percentage between both groups was observed: VT group = 30.0 ± 16.2%; non-VT group = 21.7 ± 15.7%; p = 0.118. The presence of two or more contiguous transmural fibrosis segments was a predictor of Ventricular Thachycardia. Conclusion: The identification of two or more segments of transmural Delayed Enhancement by use of Cardiac Magnetic Resonance Imaging is associated with the occurrence of clinical Ventricular Tachycardia in patients with Chagas? Cardiomyopathy.

Fundamentos ? Testes invasivos e não invasivos têm sido usados para identificar risco para taquicardia ventricular em pacientes com cardiopatia chagásica crônica. Imagens da Ressonância Cardíaca pela técnica do Realce Tardio poderiam ser uteis para selecionar pacientes com disfunção ventricular, alto grau de fibrose e maior risco para apresentar taquicardia ventricular. Objetivos ? Estudas os elementos preditivos de taquicardia ventricular em pacientes com Cardiopatia Chagásica Crônica. Métodos - Quarenta e um pacientes com Cardiopatia Chagásica Crônica foram pesquisados, sendo trinta (72%) do sexo masculino, com média de idade de 55.1±11.9 anos. Vinte e seis pacientes apresentavam histórico de taquicardia ventricular (Grupo TV), e quinze não apresentavam taquicardia ventricular (Grupo não-TV). Todos os pacientes incluídos tinham Realce Tardio e disfunção segmentar ventricular. A porcentagem de comprometimento da espessura da parede ventricular em cada segmento miocárdico, o percentual e a distribuição do Realce Tardio foram determinados em cada caso. Resultados - Não houve diferença estatística em termos de percentual de Realce Tardio entre os dois grupos: Grupo TV=30.0±16.2%; Grupo não-TV=21.7±15.7%; p=0.118. A presença de dois ou mais segmentos miocárdicos contíguos de fibrose transmural foi um fator preditor de taquicardia ventricular (RR 4.1; p= 0.040). Conclusão ? A identificação de dois ou mais segmentos miocárdicos contíguos de Realce Tardio transmural por Imagens da Ressonância Cardíaca está associada com a ocorrência de taquicardia ventricular em pacientes com Cardiopatia Chagásica Crônica.
Assunto tachycardia ventricular
chagas
cardiomyopathy
cardiac magnetic resonance imaging
taquicardia ventricular
cardiopatia chagásica crônica
ressonância magnética cardíaca
Idioma Português
Data 2016-10-20
Publicado em MELLO, Ronaldo Peixoto de. Realce tardio miocárdico por ressonância magnética cardíaca pode identificar risco para taquicardia ventricular na cardiopatia chagásica crônica. 2016. 73 f. Tese (Doutorado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2016.
Linha de pesquisa Medicina
Área de concentração Ciências da saúde
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 73 p.
Fonte https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3762752
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47909

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