A qualidade do cuidado pré-natal em um município da Amazônia Ocidental brasileira

A qualidade do cuidado pré-natal em um município da Amazônia Ocidental brasileira

Author Pinto, Claudia Machado Alves Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Barros, Sonia Maria Oliveira de Barros Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Enfermagem
Abstract To analyze the quality of care for pre-natal in the interior of the West Brazilian Amazon. Methods: Transversal study on quality of pre-natal, urban and rural in the Jordão municipality, Acre, which used secondary data. Samples are made up of 711 pregnancies by 510 mothers who were accompanied by the pre-natal services of the municipality. To evaluate the pre-natal quality, the Humanization Program of Pre-natal and Births (PHPN) were used. In the bi-variety analyses the T-student test was used for the quantitative varieties and the Qui- Square test for the qualitative. The variables which, in the uni-varied showed a p<0.10 value, were used in the logistic retracing analyses, identifying factors which influenced a better quality in assistance. The Stepwise Forward method was used, retaining only those with significant statistics (p<0.05) in the final model. Results: Pre-natal general coverage was 87.8% and 23.7% of pregnancies with six or more consults. In the interior, coverage was 84.2%, but only 11.2% had six or more consults. Regarding quality, 81.0% that were attended were classified as the worst pre-natal assistance, with an up to 90.2% among the pregnant women from the interior. Only 3.9% (n=28) of pregnancies were given access to the nine selected assisting procedures for this study and as declared by the PHPH. Causes to low the quality are non-conclusion of the six or more consults (76.3%), regular laboratory exams(72.3%), guidance on family planning (58.1%), maternal breast feeding guidance (43.9%) and folic acid supplement(42.7%). The worst assisting quality were performed by women ? indigenous ? (56.8%) who live with less than two minimum salaries (92.5%), which do not have any other financial means/actives our of home(80.7%) whose child?s father was the head of the home (80.6%) and who received a family stipend(56.3%), everyone with a significant statistic difference. In average, the mothers with the worst pre-natal assistance indicated less schooling (p<0,001). Regarding characteristics for obstetrics and reproductive, the variables that most contributed to worst pre-natal quality, in average, were the largest number of pregnancies, the youngest in age for first time pregnancy and with the most children (p<0,001). Factors associated to better quality to pre-natal assistance were: Better maternal schooling, age in first pregnancy n mother not being indigenous. Conclusions: The findings shows an important advance in pre-natal attention coverage, notwithstanding the geographic difficulties in accessing the area, diagnostic means and the educational and health development actions which hold commitment with the service rendered. These then, enhance the negative results on maternal-infantile health. Thus, women that retards the starting of reproductive life, who get better schooling and who are not subject to the same vulnerable conditions a the indigenous people, are able to meet a better pre-natal quality.

Analisar a qualidade do cuidado pré-natal em um município do interior da Amazônia Ocidental Brasileira. Métodos: Trata-se de um estudo transversal sobre a qualidade do pré-natal, no contexto urbano e rural no município de Jordão, Estado do Acre, que utilizou dados secundários. A amostra é composta por 711 gestações geradas por 510 mães que foram acompanhadas pelo serviço de pré-natal do município. Para a avaliação da qualidade do pré-natal foram utilizados os parâmetros do Programa de Humanização do Pré-natal e Nascimento (PHPN). Na analise bivariada foi utilizado o teste t-Student para as variáveis quantitativas e o teste de Qui-Quadrado para as qualitativas. As variáveis que na análise univariada apresentaram valor de p<0,10 foram utilizadas na análise de regressão logística, na identificação dos fatores que influenciaram uma melhor qualidade na assistência. O método utilizado foi o Stepwise Foward, permanecendo no modelo final somente aquelas com significância estatística (p<0,05). Resultados: A cobertura geral de pré-natal foi de 87,8% e 23,7% das gestações tiveram seis ou mais consultas. Na zona rural, a cobertura foi de 84,2%, mas somente 11,2% realizaram seis ou mais consultas. Em relação à qualidade, 81,0% dos atendimentos foram classificadas como pior assistência pré-natal, alcançando 90,2% entre as gestações das mulheres residentes na zona rural. Apenas 3,9% (n=28) das gestações tiveram acesso aos nove procedimentos assistenciais selecionados para esse estudo e preconizados pela PHPH. Contribuíram para essa baixa qualidade, a não realização de seis ou mais consultas (76,3%), de exames laboratoriais de rotina (72,3%), de orientação sobre planejamento familiar (58,1%), de orientação sobre aleitamento materno (43,9%) e de suplementação de ácido fólico (42,7%). Apresentaram pior qualidade da assistência, mulheres: indígenas (56,8%), que viviam com menos de dois salários mínimos (92,5%), que não desenvolviam nenhuma atividade remunerada fora do domicilio (80,7%), cujo pai da criança era o chefe do lar (80,6%) e que recebiam bolsa família (56,3%), todos com diferença estatisticamente significante. Em média, as mães com pior qualidade da assistência pré-natal apresentaram menor escolaridade (p<0,001). Com relação às características obstétricas e reprodutivas, as variáveis que mais contribuíram para a pior qualidade do pré-natal, em média, foram o maior número de gestações, a menor idade na primeira gestação e o maior número de filhos (p<0,001). Os fatores associados à melhor qualidade da assistência pré-natal foram: maior escolaridade materna, idade na primeira gravidez e a mãe não ser indígena. Conclusões: Os achados revelam um importante avanço na cobertura da atenção pré-natal, mesmo diante das dificuldades de acesso geográfico, de recursos diagnósticos e o desenvolvimento de ações de educação e saúde que comprometem a qualidade do serviço prestado. Esse cenário potencializa a ocorrência de desfechos negativos para a saúde materno-infantil. Assim, mulheres que retardam o início da vida reprodutiva, que alcançam maior escolarização e que não estão sujeitas as mesmas condições de vulnerabilidade dos povos indígenas conseguem ter acesso a um pré-natal de melhor qualidade
Keywords pre-natal/nursing care
assisting health quality/health evaluation
maternalinfantile health
cuidado pré-natal/enfermagem
qualidade da assistência à saúde/avaliação em saúde
saúde materno-infantil
Language Portuguese
Date 2014-09-24
Published in PINTO, Claudia Machado Alves. A qualidade do cuidado pré-natal em um município da Amazônia Ocidental brasileira. 2014. 72 f. Dissertação (Mestrado) - Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2014.
Research area Enfermagem
Knowledge area Ciências da saúde
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 72 p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2141871
Access rights Closed access
Type Dissertation
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47608

Show full item record




File

File Size Format View

There are no files associated with this item.

This item appears in the following Collection(s)

Search


Browse

Statistics

My Account