Aplicação dos princípios do modelo de recovery nos serviços de residências terapêuticas para pessoas desinstitucionalizadas de hospitais psiquiátricos

Aplicação dos princípios do modelo de recovery nos serviços de residências terapêuticas para pessoas desinstitucionalizadas de hospitais psiquiátricos

Author Cardoso, Andrea Alves Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Razzouk, Denise Razzouk Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Psiquiatria e Psicologia Médica
Abstract Introduction: Planning and evaluating recovery oriented-services is still an open question in mental health policy. Objective: The aim of this study was to assess the clinical and psychosocial profile of deinstitutionalised people in residential facilities and to verify how mental health care were delivered in accordance with a recovery-approach. Methods: A cross-sectional study was conducted in 20 residential facilities in Sao Paulo; data were collected by interviewing residents and caregivers. Assessment tools included the MINI International Neuropsychiatric Interview, the Clinical Global Impression-Severity (CGI-S), the Independent Living Skills Survey (ILSS), the Social Behaviour Scale (SBS), the Quality of Life Scale (QLS) and the Client Socio-demographic and Service Receipt Inventory (CSSRI). Results: 147 subjects were included, with a mean age (SD) of 50.3 (13.2) years, average (SD) length of stay in psychiatric hospitals of 10 (9.4) years, predominance of non-affective psychosis (52.4% current and 72.1% lifetime); 65.3% had a CGI > 4. At least one severe social behaviour problem was present in 87% and 72% had significant impairment in autonomy. More than 90% reported impairment in most QLS items. Only 15% of the sample received any psychosocial intervention. Conclusion: There is a gap between services and mental health policies to promote recovery. After living an average of three years in residential facilities, strategies and interventions to achieve recovery were distant from their needs. Monitoring the quality of services and outcomes is fundamental to evaluate the mental health services and policies and to understand outstanding gaps which deserve attention. Our data suggest that the main components of recovery goals were not being addressed in accordance with residents' needs by community health services and by mental health policies.

Planejamento e avaliação de serviços orientados no modelo do recovery ainda é uma questão em aberto nas políticas de saúde mental. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar o perfil clínico e psicossocial de pessoas desinstitucionalizadas em serviços residenciais terapêuticos e verificar como os cuidados de saúde mental foram entregues de acordo com uma abordagem no modelo do recovery. Métodos: Foi realizado estudo transversal em 20 serviços residenciais em São Paulo; os dados foram coletados através de entrevistas com moradores e cuidadores. Os instrumentos de avaliação incluíram o Mini International Neuropsychiatric Interview, versão brasileira do Clinical Global Impression ? severity scale (CGI-S), o Inventário de Habilidades de vida Independente (ILSS-BR), Escala de Avaliação de Limitação do Comportamento Social (SBS), a versão brasileira da Quality of Life Scale (QLS) e o Inventário Sóciodemográfico de Utilização e Custos de Serviços (ISDUCS). Resultados: 147 indivíduos foram incluídos, com idade média de 50,3 anos, DP (13,2), duração média de permanência em hospitais psiquiátricos de 10 anos, DP (9,4), predomínio de psicose não-afetiva em 52,4% atual e 72,1 % ao longo da vida; 65,3% tiveram um índice maior que 4 na CGI (gravidade maior). Pelo menos um problema grave de comportamento social estava presente em 87% da amostra e 72% apresentou um comprometimento significante da autonomia. O comprometimento da qualidade de vida pela escala QLS foi encontrado em 90% da amostra. Apenas 15% da amostra recebeu qualquer intervenção psicossocial. Conclusão: Há uma lacuna entre as políticas de saúde mental e os serviços para promover o recovery. Depois de viver uma média de três anos em instalações residenciais, estratégias e intervenções para conseguir a inserção social se distanciam das suas necessidades. O monitoramento da qualidade dos serviços e dos resultados da implementação de políticas públicas é fundamental para avaliar se os serviços de saúde mental atendem às necessidades dos pacientes. Nossos dados sugerem que as ações necessárias nos SRTs e serviços comunitários de saúde mental para a inclusão social desta amostra, de acordo com os principais componentes do recovery, não foram implementadas de acordo com as necessidades e o perfil clínico e psicossocial dos indivíduos desta amostra.
Keywords mental health
recovery
residential facilities
serviços comunitários em saúde mental
políticas públicas em saúde mental
avaliação de qualidade de cuidados em saúde
avaliação de serviço
doença mental
Language Portuguese
Date 2016-03-28
Published in CARDOSO, Andrea Alves. Aplicação dos princípios do modelo de recovery nos serviços de residências terapêuticas para pessoas desinstitucionalizadas de hospitais psiquiátricos. 2016. Dissertação (Mestrado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2016.
Research area Medicina
Knowledge area Ciências da saúde
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3612535
Access rights Closed access
Type Dissertation
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47276

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