Avaliação do anticorpo monoclonal g12f2 para reação de imuno-histoquímica do melanoma murino b16f10

Avaliação do anticorpo monoclonal g12f2 para reação de imuno-histoquímica do melanoma murino b16f10

Author Grillo, Carlos Alberto Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Lopes, Jose Daniel Lopes Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Medicina (Hematologia)
Abstract In 2006, at the Department of Microbiology, Immunology and Parasitology of Federal University of São Paulo - UNIFESP, was developed a new monoclonal antibody (mAb), type IgM, designated G12F2, which recognized a single band of approximately 230 kDa in total protein extract of melanoma murine B16F10. Interactions between antigenantibody represent the reaction principle of immunohistochemistry (IHC) performed in the laboratory. Therefore, the capacity of monoclonal antibody G12F2 to recognize a molecule of murine melanoma B16F10 can help the study and diagnosis of murine melanoma by IHC reaction. Objectives: Evaluation of the efficiency of monoclonal antibody G12F2 in the IHC reaction to identify the melanoma murine B16F10. Materials and Methods: The monoclonal antibody G12F2 was studied by IHC reaction in 02 groups of female mice C57BL6. Initially, B16F10 cells were maintained in culture and used to induce the melanoma in vivo. A group of five mice received subcutaneous injection of B16F10 cells in the left flank, in order to induce subcutaneous nodule. Another group of five mice received intravenous injection of B16F10 cells in the tail, in order to induce pulmonary metastases. After 15 to 21 days, skin and pulmonary tissues containing tumor nodules, as well as lymph node with tumor cells were collected for IHC analysis. Samples were collected, fixed and forwarded to the pathology laboratory. Blocks of paraffin containing the samples were stained by hematoxylin and eosin (HE) and after evaluated by IHC. Immunohistochemical reactions were performed in accordance with procedures previously established at the Department of Pathology for use of the monoclonal antibody G12F2. Results: All mice (n = 10) developed melanoma after injection of B16F10 cells; which 5 mice developed subcutaneous nodule in the left flank and 5 mice developed pulmonary nodules. Also was collected a subcutaneous lymph node with metastasis. After the procedures of fixation, preparation of the paraffin block and stained with HE, slides containing samples of nodules were used in the IHC reaction using monoclonal antibody G12F2. Positive reaction was observed by brown staining in the cell membrane of tumor cells present in subcutaneous and pulmonary nodules and lymph node containing B16F10 cells. However, monoclonal antibody G12F2 also labeled other non-tumor tissues as: normal alveolar epithelium, subcutaneous and adipose tissues and the secretory portion of the sebaceous gland. There was no labeling in lymphoid tissue, blood vessels wall, bronchi, melanocytes or other components of the epidermis and basal membrane. This fact shows that the cell membrane protein recognized by the monoclonal antibody G12F2 in B16F10 cells, is also present on the cell membrane of non-tumor tissues. Conclusion: Due to the fact of monoclonal antibody G12F2 recognize an antigen present in the cell membrane not only of B16F10 murine melanoma cells, but also in pulmonary alveoli, adipocytes and sebaceous glands, it is possible to conclude that this antibody is not a melanoma specific marker and as recommended for using with other tumor markers, both positive labeling and morphological analysis are necessary to definitive diagnosis of melanoma

Em 2006, na Disciplina de Imunologia do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da Universidade Federal de São Paulo ? UNIFESP, foi desenvolvido novo anticorpo monoclonal (mAb), de classe IgM, designado G12F2, que reconheceu uma única banda de aproximadamente 230 kDa presente no extrato protéico total de células do melanoma murino B16F10. Interações antígeno-anticorpo representam o princípio da reação de imuno-histoquímica (IHQ) realizada em laboratório. Por isso, a capacidade do anticorpo monoclonal G12F2 em reconhecer de forma especifica antígenos presentes nas células do melanoma murino B16F10 pode auxiliar o estudo e diagnóstico do melanoma murino pela reação de IHQ. Objetivo: Avaliação da especificidade do anticorpo monoclonal G12F2 na reação de IHQ para identificação do melanoma murino B16F10. Materiais e Métodos: O anticorpo monoclonal G12F2 foi avaliado pela reação de IHQ em 02 grupos de camundongos fêmeas da linhagem C57BL6. Inicialmente, foi realizada cultura de células de melanoma B16F10. Um grupo de 5 camundongos recebeu injeção subcutânea de células B16F10 em flanco esquerdo, com o objetivo de induzir nódulo tumoral subcutâneo. Outro grupo de 5 camundongos recebeu injeção intravenosa na cauda de células B16F10, com o objetivo de induzir metástase pulmonar. Após 15 a 21 dias, tumores subcutâneos e pulmonares, além de tecidos incluindo pele, subcutâneo, alvéolos e linfonodos foram coletados para exame de IHQ. As amostras coletadas foram fixadas e encaminhadas para o laboratório de anatomia patológica para confecção dos blocos de parafina, coloração por hematoxilinaeosina (HE) e reação de IHQ. A reação de IHQ seguiu os procedimentos previamente estabelecidos pelo Departamento de Patologia. Resultados: Todos os camundongos (n=10) desenvolveram melanoma 15 a 21 dias após injeção de células B16F10; 5 camundongos desenvolveram nódulo no tecido subcutâneo e 5 camundongos desenvolveram tumores pulmonares. Também foi coletado um linfonodo subcutâneo com metástase. Após fixação, confecção do bloco de parafina e coloração por HE, lâminas contendo cortes dos tumores foram utilizadas na reação de IHQ com anticorpo monoclonal G12F2. A reação positiva foi observada por de coloração marrom no contorno celular dos tumores subcutâneos, tumores pulmonares e no linfonodo metastático. Entretanto, também foram observadas marcações em outros tecidos não tumorais como: epitélio alveolar normal, no tecido adiposo subcutâneo e porção secretora da glândula sebácea. Não houve marcação em tecido linfóide, parede de vasos, brônquios, melanócitos ou outros componentes da epiderme e membrana basal. Esse fato mostra que a proteína de membrana celular reconhecida pelo anticorpo G12F2 nas células do melanoma murino B16F10 também está presente na superfície celular de outras células não tumorais dos tecidos analisados. Conclusão: Pelo fato do anticorpo monoclonal G12F2 reconhecer antígeno de membrana plasmática presente não só nas células do melanoma murino B16F10, mas também em alvéolos pulmonares, adipócitos e glândulas sebáceas, pode-se concluir que este anticorpo não é um marcador específico de melanoma e como preconizado para o uso de outros marcadores tumorais, além da reação positiva se faz necessário à interpretação morfológica do tecido em estudo para o definitivo diagnóstico.
Keywords melanoma
monoclonal antibody
b16 cells
immunohistochemistry
melanoma
anticorpo monoclonal
células b16
imuno-histoquímica
Language Portuguese
Date 2015-02-25
Published in GRILLO, Carlos Alberto. Avaliação do anticorpo monoclonal g12f2 para reação de imuno-histoquímica do melanoma murino b16f10. 2015. 48 f. Dissertação (Mestrado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2015.
Research area Medicina
Knowledge area Ciências da saúde
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 48 p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2984239
Access rights Closed access
Type Dissertation
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47256

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