Perfil profissional, social e demográfico e análise da qualidade de vida do médico que trabalh no serviço de atendimento móvel de urgência (SAMU) no Brasil

Perfil profissional, social e demográfico e análise da qualidade de vida do médico que trabalh no serviço de atendimento móvel de urgência (SAMU) no Brasil

Author Tallo, Fernando Sabia Autor UNIFESP Google Scholar
Advisor Abib, Simone de Campos Vieira Abib Autor UNIFESP Google Scholar
Institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Graduate program Ciência Cirúrgica Interdisciplinar
Abstract Objective: To describe the social, demographic and professional profiles of physicians working for the Mobile Emergency Care Service (SAMU) in Brazil, assessing their quality of life. Methods: A semi-structured, anonymous questionnaire with 57 questions, and the quality of life assessment questionnaire Medical Outcomes Study 36-Item Short Form Health Survey (SF-36) were sent to the Centers of Study and Research (NEPs) of the centers for Mobile Emergency Care Service (SAMU) in all Brazilian capitals, the Federal District and towns in the states of Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Maranhão and Ceará. Results: Of the 902 physicians who answered the questionnaire, 71.4% were male, 54.0% were ≤35 years old, 63.4% worked in the state capitals, and 54.99% had graduated 5 years or less before. Only 43% were specialists certified by the Brazilian Medical Association (AMB), and 49.1% of the physicians had not had classes related to trauma and/or pre-hospital care during graduation, and 22% had no training course, and 90% had no specific training for working at SAMU. At the service, 56% had two functions, of interventionist and regulator, attending an average of 8.76 occurrences per 24 hours. These physicians’ average monthly income was R$2000.00 to 8000.00, with weekly working hours ranging from 24 to 48 hours. Job application was performed by means of a written test to 57.5%. Only 11.8% worked exclusively with pre-hospital medicine, and 27.1% were working for less than a year. Most of them (64.4%) declared themselves satisfied with the work at SAMU and, among those who were dissatisfied, the most common complaint was related to low wages. The main weaknesses identified in physicians’ self-assessment were: attending psychiatric (42.8%), surgical (57.9%) and pediatric emergencies – among the latter, traumas (48.9%) and medical emergencies (57.1%); 62.4% of physicians state some difficulty in performing pediatrics semiology. Regarding skills for urgency procedures, the main difficulties were: advanced support procedures in children (62.4%), surgical airway access (45.6%), pericardiocentesis (64.4%) and thoracentesis (29.9 %). As for equipment handling for emergency care, there was some difficulty with artificial ventilator (43.3%) and transcutaneous pacemaker (42.2%). In the results for the domains of quality of life scale, we observed that, on average, the area with the highest score was the Functional Capacity (average score of 87.5); the lowest score was the domain of Pain (average score of 27.8). Conclusion: There was a predominance of male, young physicians with no specific training for the work at SAMU. According to the self-assessment, deficiencies were also found in the emergency service, particularly in pediatrics and psychiatry care, as well as deficiencies regarding skills, procedures, and handling of equipment that is essential for proper care. Precarization of labor relations, particularly in inland cities, and great presence of newly graduated physicians with no medical specialty associated with urgencies and emergencies were observed. Regarding quality of life assessment, there was notable presence of the domain of pain of the SF-36 among physicians working at SAMU.

Objetivo: Traçar o perfil social, demográfico e profissional dos médicos que trabalham no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no Brasil, avaliando sua qualidade de vida. Métodos: Foram enviados um questionário semiestruturado, anônimo, contendo 57 perguntas, e o questionário Medical Outcomes Study 36-Item Short Form Health Survey (SF-36) de avaliação de qualidade de vida aos Núcleos de Estudo e Pesquisa (NEPs) das centrais do SAMU em todas as capitais brasileiras, Distrito Federal e cidades do interior dos Estados do Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Maranhão e Ceará. Resultados: Dentre os 902 médicos que responderam ao questionário, 71,4% eram do sexo masculino, 54,0% tinham faixa etária ≤35 anos, 63,4% trabalhavam nas capitais e 54,99% eram formados há 5 anos ou menos. Apenas 43% possuíam título de especialista reconhecido pela Associação Médica Brasileira (AMB) e 49,1% dos médicos não tiveram, na grade curricular de graduação, disciplinas relacionada a trauma e/ou pré-hospitalar, além de 22% não terem realizado nenhum curso de capacitação e 90% não terem realizado treinamentos específicos do SAMU. No serviço, 56% desempenhavam função dupla, sendo intervencionista e regulador, atendendo, em média, 8,76 ocorrências a cada 24 horas. A renda mensal média desses médicos era de R$2.000,00 a 8.000,00, com cargas horárias semanais entre 24 a 48 horas. O regime de trabalho foi de concurso público para 57,5%. Apenas 11,8% atuavam exclusivamente na medicina pré-hospitalar e 27,1% estavam há menos de 1 ano no serviço. A maioria (64,4%) declarou-se satisfeita por trabalhar no SAMU e, dentre os insatisfeitos, a maior queixa esteve relacionada à baixa remuneração. As principais deficiências apontadas na autoavaliação dos médicos foram: o atendimento as urgências psiquiátricas (42,8%), cirúrgicas (57,9%) e pediátricas − dentre essas últimas as traumáticas (48,9%) e clínicas (57,1%); 62,4% dos médicos declaram dificuldade para realização de em semiologia pediátrica. Nas habilidades para procedimentos de urgência, as principais dificuldades foram: procedimentos de suporte avançado em crianças (62,4%), acesso cirúrgico à via aérea (45,6%), pericardiocentese (64,4%) e toracocentese (29,9%). Quanto ao manuseio de equipamentos para o atendimento das urgências, houve dificuldade com o ventilador artificial (43,3%) e o marca-passo transcutâneo (42,2%). Nos resultados para os domínios da escala de qualidade de vida, observamos que, em média, o domínio com maior pontuação foi o de Capacidade Funcional (pontuação média de 87,5); já o com menor pontuação foi o domínio de Dor (pontuação média de 27,8). Conclusão: Observou-se um predomínio de médicos masculinos e jovens sem treinamento específico para o SAMU. Foram encontradas também deficiências, segundo autoavaliação, no atendimento às urgências, particularmente nas pediátricas e nas psiquiatria, além de deficiências em habilidades, em procedimentos e na manipulação de equipamentos essenciais para o adequado atendimento. Foram observadas a precarização dos vínculos de trabalho, particularmente no interior, e grande presença de recém-formados sem especialidades médicas associadas às urgências e às emergências. Em relação à avaliação da qualidade de vida, houve uma destacada presença no domínio de Dor do questionário SF-36 entre os médicos do SAMU.
Keywords emergency care pre-hospital
prehospital services
pre-hospital care
atendimento de emergência pré-hospitalar
serviços pré-hospitalares
assistência pré- hospitalar
Language Portuguese
Date 2014-08-27
Published in TALLO, Fernando Sabia. Perfil profissional, social e demográfico e análise da qualidade de vida do médico que trabalh no serviço de atendimento móvel de urgência (SAMU) no Brasil. 2014. 64 f. Dissertação (Mestrado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2014.
Research area Medicina
Knowledge area Ciências da saúde
Publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extent 64 p.
Origin https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1305692
Access rights Closed access
Type Dissertation
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/46721

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