Mutações genéticas por microarrays e quantificação de dna humano nas fezes de pacientes com pólipo ou câncer colorretal

Mutações genéticas por microarrays e quantificação de dna humano nas fezes de pacientes com pólipo ou câncer colorretal

Autor Lima, Jacqueline Miranda de Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Forones, Nora Manoukian Forones Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Gastroenterologia
Resumo Introdução: O câncer colorretal (CCR) representa a terceira causa de câncer no Brasil. O rastreamento tem por finalidade o diagnóstico precoce de câncer assim como de lesões pré-neoplásicas polipóides. Na carcinogênese colorretal ocorrem diversas alterações genéticas como mutação do gene APC, KRAS, BRAF, TP53 e PIKECA. Estas alterações podem também ser encontradas no DNA fecal após esfoliação de células tumorais. Objetivo: detectar mutações genéticas nas fezes de pacientes com CCR e pólipo e comparar com a presença dos mesmos ao tecido. Avaliar a capacidade diagnóstica de câncer ou pólipos colorretais pela quantidade de DNA humano nas fezes e métodos de microarray. Casuística e método: 154 pacientes com indicação de colonoscopia foram divididos em 3 grupos controle, câncer e pólipo. O DNA foi obtido de amostras de tecido e/ou fezes de todos os indivíduos. A quantificação de DNA humano foi realizada no DNA fecal. Foram utilizadas duas técnicas de microarray, RanplexCRC Array (28 mutações nos genes KRAS, BRAF, TP53 e APC) para DNA fecal e o KBP Array (20 mutações nos gene KRAS, BRAF e PIK3CA) para DNA tecidual e fecal. O sequenciamento foi realizado no DNA tecidual positivo para mutações pelo KBP. Resultados: A média de DNA humano foi de 15ng/ul nos pacientes com câncer e 0.46ng/ul no grupo controle (p=0,0001). Entre os pacientes com CCR, o método RanplexCRC detectou 61% de mutações, o KBP no tecido de 53,3% e nas fezes de 60,7%. No grupo controle, o percentual de genótipo selvagem no KBP tecidual e fecal foi de aproximadamente 95%. As mutações foram detectadas principalmente no códon 12 do gene KRAS. Observamos bom índice de correlação (64%) entre os dois métodos de detecção de mutação nas fezes nos pacientes com câncer e de 47% nos com pólipo. Conclusões: A quantificação de DNA humano nas fezes de pacientes com CCR pode ser um indicador de câncer colorretal. Excluídos os resultados inconclusivos, encontramos semelhança entre o percentual de pacientes com mutação tecidual e fecal pelo método KBP. O método KBP para tecido pode ser usado na detecção de mutações fecais em pacientes com câncer e pólipo. Palavras-chave: câncer colorretal, pólipo, APC, KRAS, BRAF, TP53, PIK3CA, microarray, DNA fecal

Introdução: O câncer colorretal (CCR) representa a terceira causa de câncer no Brasil. O rastreamento tem por finalidade o diagnóstico precoce de câncer assim como de lesões pré-neoplásicas polipóides. Na carcinogênese colorretal ocorrem diversas alterações genéticas como mutação do gene APC, KRAS, BRAF, TP53 e PIKECA. Estas alterações podem também ser encontradas no DNA fecal após esfoliação de células tumorais. Objetivo: detectar mutações genéticas nas fezes de pacientes com CCR e pólipo e comparar com a presença dos mesmos ao tecido. Avaliar a capacidade diagnóstica de câncer ou pólipos colorretais pela quantidade de DNA humano nas fezes e métodos de microarray. Casuística e método: 154 pacientes com indicação de colonoscopia foram divididos em 3 grupos controle, câncer e pólipo. O DNA foi obtido de amostras de tecido e/ou fezes de todos os indivíduos. A quantificação de DNA humano foi realizada no DNA fecal. Foram utilizadas duas técnicas de microarray, RanplexCRC Array (28 mutações nos genes KRAS, BRAF, TP53 e APC) para DNA fecal e o KBP Array (20 mutações nos gene KRAS, BRAF e PIK3CA) para DNA tecidual e fecal. O sequenciamento foi realizado no DNA tecidual positivo para mutações pelo KBP. Resultados: A média de DNA humano foi de 15ng/ul nos pacientes com câncer e 0.46ng/ul no grupo controle (p=0,0001). Entre os pacientes com CCR, o método RanplexCRC detectou 61% de mutações, o KBP no tecido de 53,3% e nas fezes de 60,7%. No grupo controle, o percentual de genótipo selvagem no KBP tecidual e fecal foi de aproximadamente 95%. As mutações foram detectadas principalmente no códon 12 do gene KRAS. Observamos bom índice de correlação (64%) entre os dois métodos de detecção de mutação nas fezes nos pacientes com câncer e de 47% nos com pólipo. Conclusões: A quantificação de DNA humano nas fezes de pacientes com CCR pode ser um indicador de câncer colorretal. Excluídos os resultados inconclusivos, encontramos semelhança entre o percentual de pacientes com mutação tecidual e fecal pelo método KBP. O método KBP para tecido pode ser usado na detecção de mutações fecais em pacientes com câncer e pólipo. Palavras-chave: câncer colorretal, pólipo, APC, KRAS, BRAF, TP53, PIK3CA, microarray, DNA fecal
Assunto câncer colorretal
pólipo
apc
kras
braf
tp53
pik3ca
microarray
dna fecal
câncer colorretal
pólipo
apc
kras
braf
tp53
pik3ca
microarray
dna fecal
Idioma Português
Data 1905-07-05
Publicado em LIMA, Jacqueline Miranda de. Mutações genéticas por microarrays e quantificação de dna humano nas fezes de pacientes com pólipo ou câncer colorretal. 2013. 71 f. Tese (Doutorado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2013.
Linha de pesquisa Medicina
Área de concentração Ciências da saúde
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 71 p.
Fonte https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=141831
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/46393

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