Qualidade de vida e condições de trabalho dos profissionais do sexo da região central de São Paulo

Qualidade de vida e condições de trabalho dos profissionais do sexo da região central de São Paulo

Título alternativo Working conditions and quality of life perceptions of sex workers of the central region of São Paulo
Autor Luvizutto, Lisie Tocci Justo Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Vianna, Lucila Amaral Carneiro Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Enfermagem – EPE
Resumo Estudo epidemiológico com desenho transversal e objetivo de analisar as associações da situação sociodemográficas e condições de trabalho dos profissionais do sexo (PS) e a sua percepção da qualidade de vida, na região central do Município de São Paulo. A amostra foi de 96 indivíduos que se auto identificaram como mulheres, homens ou travestis. Instrumentos: questionário sóciodemográfico e de condições de trabalho e o WHOQOL-Bref. Resultados: os PS tinham em média 31 anos (±7,3); maior parte do Estado e Município de São Paulo; maioria do sexo masculino, heterossexual, branco, solteiro, não possuía filhos e tinha ensino médio incompleto. Proporcionalmente, os homens praticavam mais atividade física regularmente e fumavam mais; enquanto as mulheres consumiam mais álcool e os travestis mais drogas. A maioria procurou os serviços públicos de saúde e apresentou problemas de saúde nos últimos 5 anos. Os travestis foram os que mais procuraram os serviços de saúde e no setor público. A maioria dos motivos que levaram os PS a procurar esses serviços foram os exames de rotina e aqueles para DST/HIV. A média de horas trabalhadas por dia foi de 7,8h (±3,8) e o atendimento foi de 6 (±4,1) clientes por dia. As mulheres atendiam mais clientes; os travestis informaram rendimento médio mensal maior provavelmente por cobrarem mais pelo atendimento. A idade média da primeira relação sexual enquanto PS foi 16,8 anos (±3,8). A prática sexual anal era a mais utilizada pelos homens e travestis; relataram uso de preservativo masculino em todas as relações e a maioria das mulheres não faziam uso de anticoncepcional. A maioria não era contribuinte do INSS. Quase metade dos entrevistados já havia sofrido algum tipo de violência e os travestis eram as maiores vítimas. Quanto à percepção de qualidade de vida, o escore mais alto foi para o domínio psicológico para as três categorias. Os travestis apresentaram pontuação mais alta para QV geral e os homens para a satisfação com a saúde. Verificou-se associação estatisticamente significante (p<0,05) em todos os domínios e em QV geral com horas de trabalho. E a melhor pontuação de QV geral dos PS foram as variáveis ensino médio completo, ausência de filhos e 5 a 10 horas diárias de trabalho (p<0,05). A média de clientes apresentou associação significativa em todos os domínios exceto na QV geral. Tiveram melhores escores os PS que atendiam menos de cinco clientes por dia. Diante desses resultados, identificou-se a necessidade de políticas públicas de saúde voltadas ao desenvolvimento de medidas preventivas visando à promoção da saúde do profissional do sexo; e trabalhistas, como qualquer ocupação com direitos e deveres.

Epidemiological study with cross design and purpose of analyzing the socio-demographic situation and associations working conditions of sex workers (SW) and their perception of the quality of life in the central region of São Paulo. The sampling of 96 individuals who identified themselves as women, men or transvestites. Instruments: sociodemographic questionnaire and working conditions and the WHOQOL-Bref. Results: the SW had on average 31 years (± 7.3); most from the State and city of São Paulo; most male, heterosexual, white, unmarried, with no children and incomplete high school education. Proportionally, men practiced more physical activity regularly and smoked more; while women consumed more alcohol and the transvestites more drugs. The majority searched public health services and health problems in the last 5 years. Among those who sought the public health service, the majority did not present health problems over the past five years. The transvestites were the most searched health services and in the public sector. Most of the reasons that led the SW to seek these services were routine examinations and those for STD/HIV. The average number of hours worked per day was 7.8h (± 3.8) and the service was of 6 (± 4.1) clients per day. Women attended more customers; however, the average monthly income informed by transvestites was greater probably by charging more for servicing. The medium age of first sexual intercourse while being SW was 16.8 years (± 3.8). The anal intercourse was the most used, and they reported the use of male condom in all relationships, and women did not made use of any birth control. The majority was not taxpayer by social security. Nearly half of those surveyed had already suffered some type of violence and the transvestites were the main victim. As for the perception of quality of life, the highest score was for the psychological domain for the three categories. The transvestites had better quality of life and men better health satisfaction. It was found a statistically significant association (p<0.05) in all areas and in general working hours with QOL. And the best overall quality of life index belonged to the SW who worked between 5 and 10 (p<0.05) hours per day compared to the others. Average customers presented significant associations in all areas except General QOL. SW who attended fewer than five clients a day had better scores. Based on those results, it was identified the need for public health policies aimed at the development of preventive measures focusing health promotion for sex workers; and labor policies as well as for any other occupation with rights and duties.
Palavra-chave Profissionais do sexo
Prostituição
Travestis
Condições de trabalho
Qualidade de vida
Sex workers
Prostitution
Transvestites
Working conditions
Quality of life
Idioma Português
Data de publicação 2015
Publicado em LUVIZUTTO, Lisie Tocci Justo. Qualidade de vida e condições de trabalho dos profissionais do sexo da região central de São Paulo. 2015. 99 f. Tese (Doutorado) – Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, 2015.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/11600/41778

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Nome: Tese-15278.pdf
Tamanho: 1.972MB
Formato: PDF
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