Avaliação do impacto da correção cirúrgica de distopias genitais sobre a função sexual feminina

Avaliação do impacto da correção cirúrgica de distopias genitais sobre a função sexual feminina

Título alternativo Impact of surgery for pelvic organ prolapse on female sexual function
Autor Prado, Daniela Siqueira Autor UNIFESP Google Scholar
Arruda, Raquel Martins Autor UNIFESP Google Scholar
Figueiredo, Raquel Cristina De Moraes Google Scholar
Lippi, Umberto Gazi Google Scholar
Girão, Manoel João Batista Castello Autor UNIFESP Google Scholar
Sartori, Marair Gracio Ferreira Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo Francisco Morato de Oliveira Serviço de Ginecologia e Obstetrícia
Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo Francisco Morato de Oliveira
Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo Francisco Morato de Oliveira Setor de Uroginecologia e Cirurgia Vaginal
Resumo PURPOSE: to identify the impact of pelvic reconstructive surgery on female sexual function, as well as the changes in vaginal anatomy, and to detect possible correlations between them. METHODS: a prospective, descriptive study, including 43 sexually active women with genital dystopy, undergoing surgery for pelvic organ prolapse, conducted between October 2004 and September 2006. The women completed the same multiple-choice questionnaire regarding sexual function, and analogic scales to quantify the degree of desire, arousal and satisfaction, and were clinically assessed using the pelvic organ prolapse quantification (POP-Q) staging system, before the surgery and three and six months after it. Statistical analysis was performed through the Bowker test for symmetry, Wilcoxon test, Student t test, chi2 and analysis of variance (ANOVA) as appropriate, with statistical significance set at 5% (p<0.05). RESULTS: all 43 women completed the follow-up at three and six months after the surgery, but two of them lost their partners after the surgery. Quality of sexual life improved significantly (p=0.03). Symptoms such as dyspareunia (25.6% before versus 17.1% after surgery), discomfort (27.9 versus 0%), embarrassment (20.9% versus 0%) and fear (2.3% versus 0%) significantly improved (p<0.001). Analogical scales scores regarding desire (5 versus 7, p=0.001), arousal (6 versus 8, p<0.001) and satisfaction with sexual life (5 versus 7, p<0.001) also improved. There was a statistically significant improvement (p<0.001) of the POP-Q stages after the surgery. However, there was no statistically significant correlation between changes in vaginal dimensions and changes in sexual function. CONCLUSIONS: after pelvic reconstructive surgery, there was a significant improvement in the quality of sexual life and of the POP-Q stages. However, there was no correlation between them.

OBJETIVO: avaliar as repercussões das cirurgias de correção de distopia genital sobre a função sexual feminina, bem como os resultados anatômicos pós-operatórios, e detectar possíveis correlações entre eles. MÉTODOS: estudo prospectivo realizado entre outubro de 2004 e setembro de 2006. Foram incluídas 43 mulheres sexualmente ativas com distopia genital com indicação de cirurgia de reconstrução do assoalho pélvico. No pré-operatório e três e seis meses após a cirurgia, as pacientes responderam ao questionário de avaliação do comportamento sexual e escalas analógicas para quantificação do grau de desejo, excitação e satisfação, além de se submeterem a exame físico para graduação da distopia genital. Para análise dos resultados, utilizaram-se os testes de simetria de Bowker, Wilcoxon, t de Student, chi2 e análise de variância (ANOVA), quando indicados, com limite de significância estatística de 5% (p<0,05). RESULTADOS: as 43 mulheres completaram o seguimento de três e seis meses após a cirurgia, mas duas perderam os parceiros. Houve melhora significativa na qualificação da vida sexual (p=0,03). Dispareunia (25,6% no pré-operatório versus 17,1% no pós-operatório), incômodo (27,9 versus 0%), embaraço (20,9 versus 0%) e medo (2,3 versus 0%) melhoraram de forma significativa (p<0,001). As escalas analógicas de desejo (5 versus 7, p=0,001), excitação (6 versus 8, p<0,001) e satisfação com a vida sexual (5 versus 7, p<0,001) também apresentaram melhora significativa. Houve melhora significativa entre os estádios clínicos do pré-operatório e seis meses após a cirurgia (p<0,001). Não houve correlação significativa entre as alterações nas dimensões vaginais e a mudança na função sexual. CONCLUSÕES: após cirurgias de reconstrução do assoalho pélvico, houve melhora significativa na qualificação da vida sexual e no estadiamento clínico das distopias. No entanto, não houve correlação entre estes indicadores.
Palavra-chave Uterine prolapse
Vagina
Pelvic floor
Sexual behavior
Prolapso uterino
Vagina
Soalho pélvico
Comportamento sexual
Idioma Português
Data de publicação 2007-10-01
Publicado em Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia, v. 29, n. 10, p. 519-524, 2007.
ISSN 0100-7203 (Sherpa/Romeo)
Publicador Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia
Extensão 519-524
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032007001000005
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S0100-72032007001000005 (estatísticas na SciELO)
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/3970

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Nome: S0100-72032007001000005.pdf
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