Linguagem como expressão do corpo

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dc.contributor.advisor Carvalho, Marcelo Silva de [UNIFESP]
dc.contributor.author Severo, Daniel Cardozo [UNIFESP]
dc.date.accessioned 2016-06-29T13:03:10Z
dc.date.available 2016-06-29T13:03:10Z
dc.date.issued 2012-07
dc.identifier.citation SEVERO, Daniel Cardozo. Linguagem como expressão do corpo. 2012. 94 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Guarulhos, 2012.
dc.identifier.uri http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/39346
dc.description.abstract Este trabalho teve como objetivo central compreender o lugar da linguagem como uma das formas de expressão do corpo. Merleau-Ponty trata desse tema, pela primeira vez e de forma explícita, no último capítulo da primeira parte da obra, Fenomenologia da Percepção, intitulado de O corpo como expressão e a fala. Para esclarecer a relação entre esses três elementos - fala, expressão e corpo - fez-se necessário combater alguns problemas filosóficos que o autor encontra ao colocar a linguagem nesse outro lugar, diferente da concepção defendida pela tradição anterior a ele. O principal deles estaria na base do pensamento ocidental, pois ele pautou-se em premissas equivocadas para compreender a realidade, as quais o autor denominou de pensamento de sobrevoo. A escolha do adjetivo sobrevoo se deu pelo tipo de resposta, científica e filosófica, ao problema da sensação e da percepção encontrado no “realismo ingênuo”, ou seja, a solução dada por eles separaria e reduziria à realidade a dicotomia sujeito/objeto. Desse modo, houve uma deturpação da percepção tanto do corpo quanto da linguagem, porque, com a cisão da realidade, estabeleceu-se a separação corpo e alma, a qual submeteu o primeiro ao último, consagrando a supremacia do pensamento. Nessa soberania, a sujeição da linguagem se deu com o nascimento do conceito de representação, matéria-prima do pensamento. Portanto, para Merleau-Ponty, o primeiro passo a ser dado para a real compreensão do mundo seria retornarmos aos fenômenos originários, tentarmos religar essa relação perdida pelas representações da consciência, por fora dela. Desse modo, com o abandono do pensamento de sobrevoo e com a luta contra o império da representação, o autor revela que a fonte da linguagem seria a fala, modulação existencial do corpo próprio. A fala se apoiaria na intenção do sujeito falante, o qual infla a palavra de significação própria, pois seu sentido adviria do gesto e não do pensamento. Seria pelo interior do gesto que perceberíamos que a palavra é fonte de sentido e não uma representação de algo. A fala nasceria para ampliar a capacidade de movimento do corpo e não para representar os objetos ou suas relações. Ao retomar o sentido instaurado pela percepção, a fala o prolongaria à comunicação. Falar significaria, assim, uma forma de projeção ao mundo e uma forma de evocação das experiências. Retomar-se-ia o passado, seja para dar-lhe um novo sentido (gesto) ou para recordá-lo (hábito). Seria esse o meio que Merleau-Ponty, com a fala, conseguira revelar a última faceta do corpo próprio, reformulando o problema do mundo. pt
dc.description.abstract Thereby, there was a misrepresentation of perception of both body and language, because, to the schism of reality, it was established the separation of body and soul, which submitted the first to last, consecrating the supremacy of thought. In this sovereignty, subjection of language happened thought the birth of the representation concept, the raw material of thought. Thus, with the abandonment of the overflight thought and the fight against the representation empire, the author revealed that the source of language would be the speech, existential modulation of the body itself. The speech would be based in the intention of the speaking subject, which inflates the woed with self meaning, for its sense would come from gesture not thought. It would be throught the interior of the gesture that we would realize that the word is a source of meaning not the representation of something. It would be born to expand the ability of body movement and not to represent the objects or their relations. When recapturing the established meaning by the perception, it would extend it to the communication. Speaking would therefore mean a form of projection to the world and a recall of experiments. Past would be retaken, to give it a new meaning (gesture) or to recall it (habit). This woukld be the way Merleau-Ponty, with speech, would manage to reveal the last facet of the body itself by reformulating the problem in the world. en
dc.format.extent 94 f.
dc.language.iso por pt
dc.publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) pt
dc.rights Acesso aberto pt
dc.subject Merleau-Ponty pt
dc.subject Linguagem pt
dc.subject Corpo próprio pt
dc.subject Merleau-Ponty en
dc.subject Language en
dc.subject Body itself en
dc.title Linguagem como expressão do corpo pt
dc.type Dissertação de mestrado pt
dc.contributor.institution Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) pt
dc.identifier.file Publico-39346.pdf
dc.description.source TEDE
unifesp.campus Guarulhos, Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH) pt
unifesp.graduateProgram Filosofia - Guarulhos pt
unifesp.knowledgeArea Filosofia pt
unifesp.researchArea Metafísica e Linguagem pt



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Name: Publico-39346.pdf
Size: 556.4Kb
Format: PDF
Description:
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