Programa de triagem auditiva neonatal: associação entre perda auditiva e fatores de risco

Programa de triagem auditiva neonatal: associação entre perda auditiva e fatores de risco

Título alternativo Newborn hearing screening program: association between hearing loss and risk factors
Autor Pereira, Priscila Karla Santana Autor UNIFESP Google Scholar
Martins, Adriana de Souza Autor UNIFESP Google Scholar
Vieira, Márcia Ribeiro Autor UNIFESP Google Scholar
Azevedo, Marisa Frasson de Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Hospital das Clínicas de São Paulo
Resumo BACKGROUND: hearing loss in newborns. Aim: to verify the prevalence of auditory alterations in newborns of Hospital São Paulo (hospital), observing if there are any correlations with the following variables: birth weight, gestational age, relation weight/gestational age and risk factors for hearing loss. METHOD: A retrospective analysis of the hospital records of 1696 newborns; 648 records of preterm infants and 1048 records of infants born at term. All of the infants had been submitted to an auditory evaluation consisting of: Transient Otoacoustic Emissions, investigation of the cochleal-palpebral reflexes and acoustic imittance tests, identifying the type and level of hearing loss. RESULTS: sensorineural hearing loss was identified in .82% of the infants who were born at term and in 3.1% of the preterm infants - with a statistically significant difference. Conductive hearing loss was the most frequent type of hearing loss in both groups, occurring in 14.6% of the term infants and in 16.3% of the preterm infants. Alteration of the central auditory system was considered as a possible diagnosis for 5.8% of the preterm infants and for 3.3% of the term infants. For the group of infants who were born at term, a significant correlation was observed between failure in the hearing screening test and the presence of risk factors such as family history and presence of a syndrome - the child who presented a syndrome had 37 times more chances of failing in the hearing screening test and seven times more chances of failing in the right ear when there was a family history for hearing loss. The lower the gestational age (< 30 weeks) and birth weight (< 1500g), the higher the chances of failing in the hearing screening test (3 times more). CONCLUSION: hearing loss had a higher occurrence in preterm infants who remained in the ICU. Gestational age and birth weight were important variables related to the possibility of failure in the hearing screening test. A correlation was observed between the presence of a syndrome and sensorineural hearing loss in infants who were born at term.

TEMA: perda auditiva em neonatos. OBJETIVOS: verificar a prevalência de alterações auditivas em neonatos do Hospital São Paulo, observando se há correlação com as variáveis: peso de nascimento, idade gestacional, relação peso e idade gestacional e fatores de risco para deficiência auditiva. MÉTODO: realizou-se uma análise retrospectiva dos prontuários de 1696 recém nascidos, sendo 648 nascidos pré-termo e 1048 a termo. Todas as crianças foram submetidas à avaliação audiológica constituída por pesquisa das emissões otoacústicas transientes e do reflexo cocleopalpebral e medidas de imitância acústica, estabelecendo-se o diagnóstico do tipo e grau de perda. RESULTADOS: a perda auditiva neurossensorial foi identificada em 0,82% das crianças nascidas a termo, e 3,1% das crianças pré-termo (com diferença estatisticamente significante). A perda auditiva condutiva foi a mais freqüente nas duas populações sendo observada em 14,6% das crianças nascidas a termo e 16,3% das crianças pré-termo. Houve suspeita de alterações do sistema auditivo central em 5,8% das crianças pré-termo e 3,3% das crianças a termo. Na população de crianças nascidas a termo, houve correlação significante entre falha na triagem auditiva e os riscos antecedente familiar e síndrome, sendo 37 vezes maior a chance de uma criança com síndrome falhar na triagem e sete vezes maior a chance de falhar na orelha direita quando esta tiver antecedente familiar de perda auditiva. Quanto menor a idade gestacional (< 30 semanas) e o peso ao nascimento (< 1500g), três vezes mais chance de falhar na triagem auditiva. CONCLUSÕES: houve maior ocorrência de perda auditiva nas crianças pré-termo de UTI neonatal. A idade gestacional e o peso de nascimento foram variáveis importantes relacionadas na probabilidade de falha na triagem auditiva. Houve correlação entre o fator de risco síndrome e a perda auditiva neurossensorial em crianças nascidas a termo.
Palavra-chave Hearing Loss
Screning
Risk Factors
Prevalence
Perda Auditiva
Triagem
Fatores de Risco
Prevalência
Idioma Português
Data de publicação 2007-09-01
Publicado em Pró-Fono Revista de Atualização Científica. Pró-Fono Produtos Especializados para Fonoaudiologia Ltda., v. 19, n. 3, p. 267-278, 2007.
ISSN 0104-5687 (Sherpa/Romeo)
Publicador Pró-Fono Produtos Especializados para Fonoaudiologia Ltda.
Extensão 267-278
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S0104-56872007000300005
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S0104-56872007000300005 (estatísticas na SciELO)
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/3908

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Nome: S0104-56872007000300005.pdf
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