Depressão entre mulheres da periferia de São Paulo

Depressão entre mulheres da periferia de São Paulo

Título alternativo Depression among women living in the outskirts of São Paulo, Southeastern Brasil
Autor Martin, Denise Autor UNIFESP Google Scholar
Quirino, José Autor UNIFESP Google Scholar
Mari, Jair de Jesus Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Católica de Santos Programa de Mestrado em Saúde Coletiva
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo OBJECTIVE: To assess the meaning of depression in women diagnosed with the disorder, and the context of care given by the psychiatrists who follow them up. METHODS: Qualitative study performed in Embu, outskirt of São Paulo, between August 2002 and January 2003. Etnographic observation and in-depth interview were carried out with 16 women diagnosed with depression in primary care, and four psychiatrists. After exhaustive reading, data were grouped into categories and assessed. The assessment of outcomes was based on the concept of culture. RESULTS: Women interviewed are well aware of the disorder, and accept treatment based on medication. For psychiatrists, depression is a term understood by the common sense. All women interviewed identified the onset of the disease from a past event such as: death of a son, violent episodes connected with drug traffic, unemployment, and partners' aggressiveness. Violence was common in the every day life of the interviewed women both inside and outside their homes. CONCLUSIONS: For these women, depression is a way to express their feelings, such as unhappiness in a context of poverty and violence. Psychiatrists go beyond their clinical functions and play an important role on reorganizing the daily life of these women.

OBJETIVO: Analisar o significado da depressão para mulheres diagnosticadas com o transtorno e o contexto do atendimento realizado pelos psiquiatras que as acompanham. MÉTODOS: Estudo qualitativo realizado no município de Embu, na Grande São Paulo, entre agosto de 2002 e janeiro de 2003. Foram realizadas observação etnográfica e entrevistas em profundidade com 16 mulheres diagnosticadas com depressão, pacientes de uma Unidade Básica de Saúde, e quatro psiquiatras. Após a leitura exaustiva, os dados foram agrupados em categorias e analisados. A interpretação dos resultados baseou-se no conceito de cultura. RESULTADOS: As entrevistadas tinham ampla noção do transtorno, aceitando o tratamento com medicação. Para os psiquiatras, a depressão é um termo assimilado pelo senso-comum. Todas as entrevistadas identificaram a origem da doença em eventos passados, como: morte de filho, episódios violentos ligados ao tráfico de drogas, desemprego e agressividade do companheiro. A violência era comum no cotidiano das entrevistadas, tanto fora como dentro de casa. CONCLUSÕES: Para essas mulheres, a depressão era uma forma de expressar sentimentos, como a infelicidade num contexto de pobreza e violência. Os psiquiatras extrapolam as suas funções clínicas e têm um papel na reorganização do cotidiano dessas mulheres.
Palavra-chave Depression
Health knowledge, attitudes, practice
Qualitative research
Mental health
Social anthropology
Women
Depressão
Conhecimentos, atitudes e prática em saúde
Pesquisa qualitativa
Saúde mental
Antropologia social
Mulheres
Idioma Português
Data de publicação 2007-08-01
Publicado em Revista de Saúde Pública. Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, v. 41, n. 4, p. 591-597, 2007.
ISSN 0034-8910 (Sherpa/Romeo)
Publicador Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Extensão 591-597
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102007000400013
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S0034-89102007000400013 (estatísticas na SciELO)
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/3844

Exibir registro completo




Arquivo

Nome: S0034-89102007000400013.pdf
Tamanho: 155.9KB
Formato: PDF
Descrição:
Abrir arquivo

Este item está nas seguintes coleções

Buscar


Navegar

Minha conta