O uso de adoçantes na gravidez: uma análise dos produtos disponíveis no Brasil

O uso de adoçantes na gravidez: uma análise dos produtos disponíveis no Brasil

Título alternativo The use of sweeteners in pregnancy: an analysis of products available in Brazil
Autor Torloni, Maria Regina Autor UNIFESP Google Scholar
Nakamura, Mary Uchiyama Autor UNIFESP Google Scholar
Megale, Alexandre Autor UNIFESP Google Scholar
Sanchez, Victor Hugo Saucedo Autor UNIFESP Google Scholar
Mano, Claudia Autor UNIFESP Google Scholar
Fusaro, Annunziata Sônia Autor UNIFESP Google Scholar
Mattar, Rosiane Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo Sweeteners are frequently used by women of reproductive age. This is a narrative review about the sweeteners currently sold in the Brazilian commerce. There is a few information on the use of saccharin and cyclamates in pregnancy and their effects on the fetus. Due to the limited information available and their carcinogenic potential in animal species, saccharin and cyclamates should be avoided during pregnancy (risk C). Aspartame has been extensively studied in animals and it is considered safe for use during pregnancy (risk B), except by women homozygous for phenylketonuria (risk C). Sucralose and acessulfame-K are not toxic, carcinogenic or mutagenic in animals, but there are no controlled studies in humans. However, since these two sweeteners are not metabolized, it is unlikely that their use during pregnancy could be harmful (risk B). Stevia, a substance extracted from a native Brazilian plant, is innocuous in animal pregnancies, but there are no controlled studies in humans (risk B). Body agents found in the composition of artificial sweeteners (mannitol, sorbitol, xylitol, erithrol, lactilol, isomalt, maltilol, lactose, fructose, maltodextrin, dextrin, and inverted sugar) are substances generally regarded as safe for human consumption. In conclusion, according to the currently available evidence, aspartame, sucralose, acessulfame-K and stevia can be safely used during pregnancy.

Os adoçantes são freqüentemente utilizados por mulheres em idade reprodutiva. Esta é uma revisão narrativa da literatura a respeito dos adoçantes atualmente comercializados no mercado brasileiro. Existem poucas informações sobre o uso da sacarina e ciclamato na gestação, e seus efeitos sobre o feto. Devido às limitadas informações disponíveis e ao seu potencial carcinogênico em animais, a sacarina e o ciclamato devem ser evitados durante a gestação (risco C). O aspartame tem sido extensivamente estudado em animais, sendo considerado seguro para uso na gestação (risco B), exceto para mulheres homozigóticas para fenilcetonúria (risco C). A sucralose e o acessulfame-K não são tóxicos, carcinogênico ou mutagênicos em animais, mas não existem estudos controlados em humanos. Porém, como esses dois adoçantes não são metabolizados, parece improvável que seu uso durante a gestação possa ser prejudicial (risco B). A estévia, substância derivada de uma planta nativa brasileira, não produz efeitos adversos sobre a gestação em animais, porém não existem estudos em humanos (risco B). Os agentes de corpo usados na formulação dos adoçantes (manitol, sorbitol, xilitol, eritrol, lactilol, isomalte, maltilol, lactose, frutose, maltodextrina, dextrina e açúcar invertido) são substâncias consideradas seguras para o consumo humano. Concluindo, segundo as evidências atualmente disponíveis, o aspartame, a sucralose, o acessulfame e a estévia podem ser utilizados com segurança durante a gestação.
Palavra-chave Sweetening agents
Food additives
Pregnancy
Obesity
Pregnancy in diabetics
Prenatal care
Edulcorantes
Aditivos alimentares
Gravidez
Obesidade
Gravidez em diabéticas
Cuidado pré-natal
Idioma Português
Data de publicação 2007-05-01
Publicado em Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia, v. 29, n. 5, p. 267-275, 2007.
ISSN 0100-7203 (Sherpa/Romeo)
Publicador Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia
Extensão 267-275
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032007000500008
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S0100-72032007000500008 (estatísticas na SciELO)
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/3689

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Nome: S0100-72032007000500008.pdf
Tamanho: 188.7KB
Formato: PDF
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