Determinantes do ganho ponderal excessivo durante a gestação em serviço público de pré-natal de baixo risco

Determinantes do ganho ponderal excessivo durante a gestação em serviço público de pré-natal de baixo risco

Título alternativo Determinants of excessive weight gain during pregnancy in a public low risk antenatal care service
Autor Stulbach, Tamara E. Google Scholar
Benício, Maria Helena D'aquino Google Scholar
Andreazza, Rosemarie Autor UNIFESP Google Scholar
Kono, Silvia Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade de São Paulo (USP)
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo INTRODUCTION: Excessive weight gain during pregnancy tends to result in postpartum weight retention and contributes to obesity in women. METHODS: This study evaluated the influence of socio-economic factors, obstetric history, smoking, having a job, and initial nutritional status on excessive weight gain (EWG). EWG was estimated according to IOM recommendations (weekly gain > 0.58g, >0.53g and >0.39g which correspond to an initial nutritional status of underweight, eutrophic, overweight/obesity, respectively). We studied a cohort of 141 healthy pregnant women enrolled in public health services, between March 1997 and March 1998. The influence of each study variable on EWG was checked separately for the 2nd and 3rd trimesters using the Poisson model for hierarchy multiple regression analysis. RESULTS: Amongst the 237 eligible pregnant women, there were 37.8% of patient losses, but no statistical significance was detected for the main study variables. The incidence of EWG during the 2nd trimester was 38.6% (CI95% 30.5 - 47.2) and during 3rd trimester it was 36.4% (CI95% 28.5 - 45.0). During the 2nd trimester only schooling was associated with EWG. When comparing women who studied less than 5 years, with the ones who studied 5 to 8 years and those with more than 8 years of schooling, relative risks were 2.09 (CI95% 1.03 - 4.25) and 2.62 (CI95% 1.32 - 5.22), respectively. In the 3rd trimester the variables that resulted in statistical significance were: less than 8 years of schooling (RR= 1.91 [CI95% 1.22 - 2.97], living without a partner (RR=1.66 [(CI95% 1.06 - 2.59], primiparas (RR= 2.13 [CI95% 1.20 - 3.85]; adequate initial nutritional status and overweight/obesity (RR= 1.53 [CI95% 0.82 - 2.84] and RR=2.02 [IC95% 1.04 - 3.92], respectively) in comparison to those who were underweight. CONCLUSION: Based on the high incidence of EWG, more attention should be given during antenatal care, particularly in women with more schooling, those living without partner, primiparas and those who have an initial adequate nutritional status or overweight/obesity during pregnancy, in order to prevent and control the problem.

INTRODUÇÃO: O excesso de ganho de peso durante a gestação pode ocasionar retenção de peso pós-parto e contribuir para a obesidade no sexo feminino. METODOLOGIA: Neste estudo, avaliou-se a influência de fatores sociodemográficos, história gestacional, tabagismo, trabalho fora de casa e estado nutricional inicial sobre o ganho ponderal excessivo (GPE). O GPE foi estimado a partir das. recomendações do IOM (ganho semanal >0,58g, >0,53g e >0,39g, correspondentes a estado de nutricional no início da gestação: desnutrida, adequada e sobrepeso/obesidade, respectivamente). Estudou-se uma coorte de 141 gestantes saudáveis, inscritas em serviço público de pré-natal, entre março de 1997 e março de 1998. A influência dos fatores de estudo sobre o GPE foi testada separadamente no 2º e 3º trimestres mediante análise de regressão de Poisson múltipla hierarquizada. RESULTADOS: Dentre as 237 elegíveis houve 37,8% de perdas, não se detectando diferenças estatisticamente significativas para as variáveis centrais do estudo. A incidência de GPE no 2º trimestre foi de 38,6% (IC95% 30,5 - 47,2) e no 3º trimestre foi de 36,4% (IC95% 28,5 - 45,0). No 2º trimestre, apenas a escolaridade mostrou-se associada ao GPE. Em relação às mulheres com menos de 5 anos de escolaridade, as gestantes com 5 a 8 anos e acima de 8 anos de escolaridade apresentaram riscos relativos correspondentes a 2,09 (IC95% 1,03 - 4,25) e 2,62 (IC95% 1,32 - 5,22), respectivamente. No 3º trimestre mostraram significância estatística as variáveis: escolaridade >8 anos (RR=1,91 [IC95% 1,22 - 2,97], ausência de companheiro (RR=1,66 [(IC95% 1,06 - 2,59], primiparidade (RR=2,13 [IC95% 1,20 - 3,85] e estado nutricional inicial adequado e sobrepeso/obesidade (RR=1,53 [IC95% 0,82 _ 2,84] e RR=2,02 [IC95% 1,04 - 3,92], respectivamente) em relação às desnutridas. CONCLUSÃO: Em função da elevada freqüência de GPE, particularmente em mulheres de escolaridade mais alta, as sem companheiro, as primíparas e aquelas com estado nutricional inicial adequado ou sobrepeso/obesidade durante a gestação, mais atenção deveria ser dada à prevenção e ao controle do problema durante o pré-natal.
Palavra-chave Pregnancy
Excessive weight gain
BMI
Gestação
Ganho ponderal excessivo
IMC
Idioma Português
Data de publicação 2007-03-01
Publicado em Revista Brasileira de Epidemiologia. Associação Brasileira de Saúde Coletiva, v. 10, n. 1, p. 99-108, 2007.
ISSN 1415-790X (Sherpa/Romeo)
Publicador Associação Brasileira de Saúde Coletiva
Extensão 99-108
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S1415-790X2007000100011
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S1415-790X2007000100011 (estatísticas na SciELO)
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/3621

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Nome: S1415-790X2007000100011.pdf
Tamanho: 80.31KB
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