Cost of schizophrenia: direct costs and use of resources in the State of São Paulo

Cost of schizophrenia: direct costs and use of resources in the State of São Paulo

Título alternativo Custos da esquizofrenia: custos diretos e utilização de recursos no Estado de São Paulo
Autor Leitão, Raquel Jales Autor UNIFESP Google Scholar
Ferraz, Marcos Bosi Autor UNIFESP Google Scholar
Chaves, Ana Cristina Autor UNIFESP Google Scholar
Mari, Jair de Jesus Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo OBJECTIVE: To estimate the direct costs of schizophrenia for the public sector. METHODS: A study was carried out in the state of São Paulo, Brazil, during 1998. Data from the medical literature and governmental research bodies were gathered for estimating the total number of schizophrenia patients covered by the Brazilian Unified Health System. A decision tree was built based on an estimated distribution of patients under different types of psychiatric care. Medical charts from public hospitals and outpatient services were used to estimate the resources used over a one-year period. Direct costs were calculated by attributing monetary values for each resource used. RESULTS: Of all patients, 81.5% were covered by the public sector and distributed as follows: 6.0% in psychiatric hospital admissions, 23.0% in outpatient care, and 71.0% without regular treatment. The total direct cost of schizophrenia was US$191,781,327 (2.2% of the total health care expenditure in the state). Of this total, 11.0% was spent on outpatient care and 79.2% went for inpatient care. CONCLUSIONS: Most schizophrenia patients in the state of São Paulo receive no regular treatment. The study findings point out to the importance of investing in research aimed at improving the resource allocation for the treatment of mental disorders in Brazil.

OBJETIVO: Estimar o custo direto da esquizofrenia para o setor público. MÉTODOS: O estudo foi realizado no Estado de São Paulo, no ano de 1998. Utilizaram-se dados da literatura e de institutos governamentais de pesquisa para estimar o número total de pacientes com esquizofrenia no Estado sob cobertura do Sistema Único de Saúde. Foi construída uma árvore de decisão mostrando a distribuição desses pacientes quanto ao nível de tratamento. Por meio de pesquisa em prontuários de alguns hospitais públicos e serviços ambulatoriais, documentou-se a utilização de recursos por esses pacientes no período de um ano. Foram atribuídos valores em Reais para esses recursos a fim de se calcular o custo direto total médico-hospitalar. RESULTADOS: Do total de pacientes, 81,5% estão sob cobertura do SUS e encontram-se assim distribuídos: 6,0% internados, 23,0% em tratamento ambulatorial e 71,0% sem tratamento regular. O custo direto total da esquizofrenia foi de R$222 milhões (US$191,781,327) (2,2% do total de gastos em saúde do Estado), sendo 11% destinados ao tratamento ambulatorial e 79,2% às internações psiquiátricas. CONCLUSÕES: A maior parte dos pacientes com esquizofrenia no Estado está sem tratamento regular. Os achados apontam para a necessidade de se investir em pesquisas que possam orientar uma melhor alocação de recursos no tratamento dos transtornos mentais no País.
Palavra-chave Health expenditures
Direct services costs
Schizophrenia
Gastos em saúde
Custos diretos de serviços
Esquizofrenia
Idioma Inglês
Data de publicação 2006-04-01
Publicado em Revista de Saúde Pública. Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, v. 40, n. 2, p. 304-309, 2006.
ISSN 0034-8910 (Sherpa/Romeo)
Publicador Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Extensão 304-309
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102006000200017
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S0034-89102006000200017 (estatísticas na SciELO)
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/3009

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Nome: S0034-89102006000200017.pdf
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