Prevalência e procura de ajuda na violência conjugal física ao longo da vida

Prevalência e procura de ajuda na violência conjugal física ao longo da vida

Título alternativo Lifetime prevalence and help seeking behavior in physical marital violence
Autor Bruschi, Alessandra Autor UNIFESP Google Scholar
Paula, Cristiane Silvestre de Autor UNIFESP Google Scholar
Bordin, Isabel Altenfelder Santos Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Universidade Presbiteriana Mackenzie Faculdade de Psicologia
Resumo OBJECTIVE: To estimate the lifetime prevalence of physical marital violence among women from a low-income urban community and to investigate help-seeking behavior among victims. METHODS: This is the Brazilian pilot cross-sectional study for an international multicenter study conducted in 1999, and is based on a probabilistic cluster sample from the municipality of Embu, São Paulo State. We considered as eligible women aged 15 to 49 years, living with children under age 18 years, who had lived with a husband or partner in lifetime. Information was collected using standardized questionnaires (n=86), administered by trained interviewers. We investigated three types of physical violence: severe (kicking, hitting with fist, beating, and/or use/threat to use weapon), non-severe (slapping in the absence of severe violence), and any type (severe and/or non-severe and/or other physical aggressions spontaneously referred), as well as the type of help sought by the victim (from people or institutions). We calculated frequency and 95% confidence intervals for each type of violence. RESULTS: Subjects reported slapping (32.6%), hitting with fist (17.5%), beating (15,2%), use/threat to use weapon (13.9%), and kicking (10.6%). Prevalence of marital violence was high: 22.1% (13.3-30.9) for severe violence, 10.5% (4.0-17.0) for non-severe violence, and 33.7% (32.7-34.7) for any type of violence. Victims of severe violence were more likely to seek help from the police (36.8%) or from traditional healers (21.1%) than from health care facilities (5.3%), despite the availability of these services in the area. CONCLUSIONS: Physical marital violence is frequent and severe among the population studied, and help was sought preferentially from the police or traditional healers rather than from health care services.

OBJETIVO: Estimar a prevalência de violência conjugal física ao longo da vida em mulheres de comunidade urbana de baixa renda e identificar os tipos de ajuda procurados pelas vítimas. MÉTODOS: Trata-se de estudo-piloto brasileiro de corte transversal, vinculado a projeto multicêntrico internacional conduzido em 1999, com amostra probabilística de conglomerados no município de Embu, Estado de São Paulo. Foram considerados elegíveis os domicílios com mulheres de 15 a 49 anos, que residissem com filho/filha <18 anos e tivessem vivido com algum marido/companheiro ao longo da vida. Entrevistadoras treinadas aplicaram questionários padronizados (n=86). Três tipos de violência conjugal física sofrida ao longo da vida foram investigados: grave (chute, soco, espancamento e/ou uso/ameaça de uso de arma), não grave (tapa na ausência de violência grave) e algum tipo (grave e/ou não grave, além de outras formas de agressão física espontaneamente referidas) e os tipos de ajuda procurada (pessoas e instituições). Foram calculadas as freqüências dos tipos de violência e respectivos intervalos de confiança de 95%. RESULTADOS: As entrevistadas referiram tapa (32,6%), soco (17,5%), espancamento (15,2%), uso/ameaça de arma (13,9%) e chute (10,6%). Foram altas as taxas de prevalência de violência conjugal: grave 22,1% (13,3-30,9), não grave 10,5% (4,0-17,0) e algum tipo 33,7% (32,7-34,7). Vítimas de violência grave procuraram ajuda mais freqüentemente da polícia/delegacia (36,8%) ou de curandeiros/benzedeiras/pais de santo (21,1%) que de centros de saúde (5,3%), apesar da disponibilidade desses serviços na região. CONCLUSÕES: A violência conjugal física ao longo da vida é freqüente e grave na comunidade estudada, sendo que a procura de ajuda foi direcionada mais freqüentemente à polícia/delegacia ou a curandeiros/benzedeiras/pais de santo do que a centros de saúde.
Palavra-chave Domestic violence
Spouse abuse
Battered women
Prevalence
Cross-sectional studies
Women's health services
Social support
Violência doméstica
Maus-tratos conjugais
Mulheres maltratadas
Prevalência
Estudos transversais
Serviços de saúde para mulheres
Apoio social
Idioma Português
Data de publicação 2006-04-01
Publicado em Revista de Saúde Pública. Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, v. 40, n. 2, p. 256-264, 2006.
ISSN 0034-8910 (Sherpa/Romeo)
Publicador Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Extensão 256-264
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102006000200011
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S0034-89102006000200011 (estatísticas na SciELO)
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/2986

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Nome: S0034-89102006000200011.pdf
Tamanho: 355.6KB
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