Valor prognóstico de dados clínicos em paralisia de Bell

Valor prognóstico de dados clínicos em paralisia de Bell

Título alternativo The value of prognostic clinical data in Bell's palsy
Autor Kasse, Cristiane Akemi Autor UNIFESP Google Scholar
Cruz, Oswaldo Laércio Mendonça Autor UNIFESP Google Scholar
Leonhardt, Fernando D. Autor UNIFESP Google Scholar
Testa, Jose Ricardo Gurgel Autor UNIFESP Google Scholar
Ferri, Ricardo Gimenes Autor UNIFESP Google Scholar
Viertler, Érika Y. Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo Electroneurography (ENoG) and clinical staging are currently the methods of choice to indicate prognosis in Bell's palsy, although ENoG is an electrophysiological test not universally available. AIM: Identify other options of prognostic evaluation based upon clinical aspects and minimal electrical stimulation test allowing prognostic measurement in almost any circumstances. STUDY DESIGN: historic cohort. MATERIAL AND METHOD: Chart review of 1,521 cases of IPFP, analyzing the following clinical aspects: gender, age, paralyzed side, installation mode, previous symptoms, associated symptoms and minimal electrical stimulation test (Hilger test) and its statistical correlation to facial palsy evolution after 6 months. RESULTS: Data indicated that patients above 60 years old had worse prognosis in comparison with patients under 30 years old. A progressive mode of paralysis installation, absence of previous symptoms, concomitant vertigo and response superior to 3.5 mA at minimum electrical stimulation test were also related to worse prognosis. On the other hand, the absence of concomitant symptoms, diminished tearing and sudden onset were related to better prognosis. CONCLUSION: Clinical factors and Hilger's test can accurately indicate the prognosis in cases of Bell's palsy when ENoG is not available.

Com o advento dos testes eletrofisiológicos, a avaliação clínica parece ter perdido interesse na paralisia de Bell. A eletroneuronografia (ENoG) associada ao estadiamento clínico da doença é o método mais freqüentemente utilizado para mensurar o prognóstico da paralisia de Bell. Entretanto, a ENoG constitui-se em um teste eletrofisiológico ainda não universalmente disponível, especialmente nos serviços de emergência. OBJETIVO: Estudar a medida do prognóstico da paralisia de Bell com base nos dados clínicos e no teste de estimulação elétrica mínima, teste de Hilger, permitindo assim uma previsão de prognóstico segura e factível na maioria dos serviços. FORMA DE ESTUDO: coorte historica. MATERIAL E MÉTODO: Estudo coorte retrospectivo, analisando 1521 casos de paralisia de Bell, correlacionando-se os dados clínicos sexo, idade, lado da paralisia, modo de instalação, sintomas prévios, sintomas associados e os resultados do teste de estimulação elétrica mínima (Hilger), com a evolução da paralisia após 6 meses. RESULTADO: O estudo desses dados indicou que pacientes acima de 60 anos apresentaram prognóstico pior em comparação com pacientes com idade abaixo de 30 anos; o modo de instalação progressiva, a ausência de sintomas prévios, a presença de vertigem concomitante à paralisia e resposta acima de 3,5 mm no teste de Hilger estiveram relacionados com mau prognóstico. Por outro lado, a ausência de sintomas concomitantes, a diminuição do lacrimejamento e o início súbito foram relacionados com bom prognóstico. CONCLUSÃO: A análise de fatores clínicos, associada ao teste de Hilger, pode indicar o prognóstico da paralisia facial com reduzida margem de erro, sendo uma alternativa bastante interessante especialmente quando não há disponibilidade da ENoG.
Palavra-chave Bell's palsy
prognosis
clinical data
Hilger test
paralisia de Bell
prognóstico
dados clínicos
teste de Hilger
Idioma Português
Data de publicação 2005-08-01
Publicado em Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. ABORL-CCF Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, v. 71, n. 4, p. 454-458, 2005.
ISSN 0034-7299 (Sherpa/Romeo)
Publicador ABORL-CCF Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial
Extensão 454-458
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S0034-72992005000400009
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S0034-72992005000400009 (estatísticas na SciELO)
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/2622

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Nome: S0034-72992005000400009.pdf
Tamanho: 118.7KB
Formato: PDF
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