Avaliação clínica e funcional do assoalho pélvico em mulheres índias que residem no parque indígena Xingu, Mato Grosso, Brasil

Avaliação clínica e funcional do assoalho pélvico em mulheres índias que residem no parque indígena Xingu, Mato Grosso, Brasil

Título alternativo Clinical and functional evaluation among indigenous women living in Xingu National Park, Mato Grosso, Brazil
Autor Araujo, Maíta Poli de Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Sartori, Marair Gracio Ferreira Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Medicina (ginecologia) – São Paulo
Resumo Objetivo: Avaliar a presença de prolapso genital (avaliação clínica), a capacidade de contração dos músculos do assoalho pélvico (avaliação funcional) e a freqüência de incontinência urinária (IU), em mulheres índias, não virgens, que residem no Parque Indfgena do Xingu (PIX), Mato Grosso, Brasil. Casuística e métodos: Estudo observacional com 377 mulheres índias, com média de idade de 31 ±15 anos, média de gestações de 5±4, paridade 4±3 filhos e índice de massa corpórea de 23,3±4 Kg/m2. A avaliação clínica foi feita pela classificação de Baden e Walker e pelo "Pelvic Organ Prolapse Quantification" (POP-Q). A avaliação funcional consistiu de medida da contração dos músculos do assoalho pélvico (MAP) pela manobra digital, graduada de 0 a 4, e com perineômetro digital. A freqüência de IU foi determinada pelo questionário "International Consultation Incontinence Questionnaire Short Form" (ICIQ-SF). Avaliaram-se os fatores de risco para prolapso em duas situações: 1) quando 0 estádio do POP-Q fosse II ou III e 2) quando 0 ponto Ba fosse maior ou igual a zero (Ba≥0). Resultados: Apenas 22 mulheres (5,8%) queixavam-se de IU e a média do escore final do ICIQ-SF foi de 0,4±2,1 (0-17). De acordo com a classificação POP-Q, 15,6% das mulheres apresentaram estádio 0, 19,4% estádio I, 63,9% estádio II e 0,8 estádio III. Quando classificados por Baden e Walker, houve maior prevalência de cistocele grau I e retocele leve. 0 parto normal foi 0 maior fator de risco para a presença de prolapso quando este foi definido pela presença de estádio II e III (OR=11.26, 95% IC 5.69-22,29). Entretanto, quando 0 prolapso foi definido pelo ponto Ba≥0, paridade (OR=9.40, 95% IC 2.81-31,42), idade (OR=1 ,03, 95% IC 1,01-1,05) e a presença de AFA 0 (OR=3,45, 95% IC 1,32-­9,08) e AFA 1 (OR=2,22, 95% IC 1,03-4,76) foram os maiores fatores de risco. A pressão de repouso elevada mostrou-se fator protetor (OR=0.96, 95% IC 0.94-0.98). Conclusão: A IU foi incomum nas índias do PIX. Semelhante a população não índia, idade e paridade foram os principais fatores de risco para prolapso, independentemente da definição utilizada. Embora tenha ocorrido prolapso genital, a capacidade de contração dos músculos do assoalho pélvico permaneceu conservada, talvez resultante do estilo de vida desta comunidade..

Objective: to evaluate the pelvic floor muscles and the incidence of urinary incontinence among indigenous women who lives in Xingu Indigenous Park, Mato Grosso, Brazil. Methods: observational study with 377 indigenous women, mean age 31±15 years, mean gravity 5±4, mean parity 4±3 and mean body mass index 23,3±4 Kg/m2 . The International Consultation Incontinence Questionnaire (ICIQSF) was performed to evaluate the symptoms of urinary incontinence. Baden and Walker classification and the Pelvic Organ Prolapse Quantification (POP-Q) were the systems used to quantification the staging of pelvic support. The pelvic floor muscle strength was assessed by a digital vaginal examination (range 0 to 4) and using a perineometer. The risk factors for prolapse were evaluated according to: 1) POP-Q stage II or III and 2) Ba point ≥ 0. Results: the final median score of ICIQSF was 0,4 ± 2,1 (range: 0 to 17). The overall distribution of POP-Q stage system was the following: 15,6% stage 0, 19,4% stage I, 63,9% stage II and 0,8% stage III. According to the Baden and Walker classification, there was more incidence of grade I cystocele and small rectocele. Vaginal delivery was the main risk factor for prolapse when the stage II/III was used (OR=11.26, 95% CI 5.69-22). However, when the prolapse was defined according to the Ba point ≥ 0, parity (OR=9.40, 95% CI 2.81-31,42), age (OR=1,03, 95% IC 1,01-1,05) and digital palpation grade 0 (OR=3,45, 95% IC 1,32-9,08) and grade 1 (OR=2,22, 95% IC 1,03-4,76) were the most important risk factors. The high resting pressure was considered as a protector factor (OR=0,96, 95% IC 0,94-0,98). Conclusions: Urinary incontinence was uncommon in indigenous women. Like non indigenous community, age and the parity were the most important risk factors to the genital prolapse. The pelvic floor muscles strength were intact, maybe due to the indigenous lifestyle.
Palavra-chave Diafragma da pelve
População indígena
Incontinência urinária
Idioma Português
Data de publicação 2008
Publicado em ARAUJO, Maíta Poli de. Avaliação clínica e funcional do assoalho pélvico em mulheres índias que residem no Parque Indígena do Xingu, Mato Grosso, Brasil. 2008. 159 f. Tese (Doutorado em Ciências) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2008.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 159 f.
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/24214

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Nome: Publico-24214.pdf
Tamanho: 4.208MB
Formato: PDF
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