Estudo da tolerância lipopolissacarídeo (LPS) em monócitos do sangue periférico de voluntários sadios

Estudo da tolerância lipopolissacarídeo (LPS) em monócitos do sangue periférico de voluntários sadios

Título alternativo Study of tolerance to lipopolysaccharide (LPS) in human peripheral blood monocytes
Autor Fernandes, Maria da Luz Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Salomão, Reinaldo Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Infectologia - São Paulo
Resumo A tolerância ao lipopolissacarídeo (LPS) ocorre quando animais e células expostas ao LPS tornam-se hiporesponsivas a uma subseqüente dose de LPS. Acredita-se que esse mecanismo esteja envolvido na diminuição da resposta celular observada em pacientes com sepse grave e choque séptico. O objetivo do estudo foi avaliar a indução da tolerância em monócitos de voluntários sadios, em sangue total, após a exposição in vitro ao LPS, medido pela detecção de citocina intracelular e espécies reativas de oxigênio (EROs). Material e métodos: As células do sangue periférico foram condicionadas com pequenas dses de LPS por 18h e desafiadas com diferentes agonistas dos Toll-like receptors (lipopeptídeo ativador de macrófagos (MALP-2), flagelina e LPS) e bactérias gram-negativa (Pseudomonas aeruginosa) e gram-positiva (Staphylococcus aureus) mortas por calor ou condicionadas com pequenas doses de MALP-2 por 18h e desafiadas com MALP-2 ou LPS. Para detecção da interleucina-6 (IL-6) intracelular, amostras de sangue total foram estimuladas por 6h. Os monócitos foram identificados pelos parâmetros de dispersão frontal e dispersão lateral e positividade para CD14. As amostras foram marcadas para a verificação da produção de IL-6 intracelular nos monócitos por citometria de fluxo. Para indução de EROs, o sangue total foi estimulado por 30 minutos com LPS, P. aeruginosa, S. aureus. A produção de espécies reativas de oxigênio foi medida por citometria de fluxo pela detecção do 2’,7’ diclorofluoresceína-diacetato. Resultados: O condicionamento com doses crescentes de LPS resultou em menor detecção de IL-6 intracelular nos monócitos após desafio com LPS. Efeito similar foi observado com MALP-2, P. aerugionosa, S. aureus, mas não com a flagelina. O condicionamento com MALP-2 e desafio com MALP-2 ou LPS não resultou em menor detecção de IL- 6 intracelular nos monócitos. O condicionamento com 15ng/mL de LPS, por outro lado, resultou numa produção de EROs preservada ou aumentada nos monócitos após o desafio com LPS, P. aeruginosa, S. aureus. Conclusão: O fenômeno da tolerância envolve uma regulação complexa, na qual a produção de citocinas pró-inflamatórias, como a IL-6, está diminuída, enquanto a produção de EROS está preservada ou até aumentada.

Tolerance to lipopolyssacharide (LPS) occurs when animals or cells exposed to LPS become hyporesponsive to a subsequent challenge of LPS. This mechanism is believed to be involved in the down-regulation of cellular responses observed in patients with severe sepsis and septic shock. The aim of this investigation was to evaluate the induction of tolerance in monocytes of healthy volunteers, in whole blood, after LPS-exposition in vitro, assessed by intracellular cytokine detection and reactive oxygen species (ROS) generation. Material and Methods: Peripheral blood cells were conditioned with small doses of LPS for 18h and challenged with different agonists of Toll like receptors (Macrophage-activating lipopeptide-2 (MALP-2), Flagellin and LPS) and whole gram-negative (Pseudomonas aeruginosa) and gram-positive (Staphylococcus aureus) killed bacteria or conditioned with small doses of MALP-2 for 18h and challenged with MALP-2 or LPS. For detection of intracellular interleukin-6 (IL-6) samples of whole blood were stimulated for 6h. Monocytes were identified by forward scatter and side scatter parameters and CD14 positive staining. The samples were stained to verify the intracellular production of IL-6 on monocytes by flow cytometry. For induction of ROS, whole blood was stimulated for 30 minutes with LPS, P. aeruginosa and S. aureus. ROS production was measured by flow cytometry, using 2’,7’- dichlorfluorescein-diacetate detection. Results: The conditioning with increasing doses of LPS resulted in lower intracellular detection of IL-6 in monocytes after the challenge with LPS. Similar effect was observed with MALP-2, P. aeruginosa, and S. aureus, but not with Flagellin. The conditioning with MALP-2 and challenge with MALP-2 or LPS did not result in lower intracellular detection of IL-6 in monocytes. LPS conditioning with 15ng/mL of LPS, on the other hand, resulted in preserved or increased production of ROS in monocytes after challenge with LPS, P. aeruginosa and S. aureus. Conclusion: The phenomenon of tolerance involves a complex regulation, in which the production of pro-inflammatory cytokines such as IL-6 is diminished, whereas the production of ROS is preserved or even increased.
Assunto Lipopolissacarídeos
Monócitos
Espécies de Oxigênio Reativas
Citometria de Fluxo
Idioma Português
Data 2008
Publicado em FERNANDES, Maria da Luz. Estudo da tolerância lipopolissacarídeo (LPS) em monócitos do sangue periférico de voluntários sadios. 2008. 82 p. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2008.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 82 p.
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Dissertação de mestrado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/24194

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