Influência do sistema opioidérgico na variabilidade individual a sensibilização comportamental do etanol

Influência do sistema opioidérgico na variabilidade individual a sensibilização comportamental do etanol

Título alternativo Influence of opioidergic system on the individual variability of behavioral sensitization to ethanol
Autor Abrahao, Karina Possa Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Souza-Formigoni, Maria Lucia Oliveira de Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo A sensibilização comportamental ao efeito estimulante do etanol é caracterizada I pelo progressivo aumento da atividade locomotora observada com a repetida I administração de uma mesma dose da droga. Atualmente, está sendo bastante estudado o envolvimento do sistema opioidérgico endógeno no alcoolismo e na dependência de outras drogas. Alguns estudos sugerem que o sistema opioidérgico modula a sensibilização comportamental ao etanol. No entanto, a sensibilização não ocorre de maneira homogênea para todas as espécies e nem mesmo para todos os indivíduos de uma mesma espécie. Dessa maneira, o objetivo geral desse estudo foi avaliar se o sistema opioidérgico influencia a expressão da atividade locomotora de animais que diferem quanto o nível de sensibilização comportamental ao efeito estimulante do etanol. Em todos os experimentos, camundongos Suíços albinos foram tratados durante 10 dias, recebendo 2,2g/kg de etanol (ip) ou salina, em dias alternados, sendo nestas ocasiões submetidos a testes de atividade locomotora, para avaliação do desenvolvimento da sensibilização. De acordo com a atividade locomotora avaliada no teste do 5° dia de administração, os animais tratados com etanol foram classificados em "sensibilizados" ¬aqueles que se encontraram no tercil mais alto de atividade - e "não-sensibilizados" ¬: aqueles que se encontraram no tercil mais baixo de atividade. Em cada experimento foram utilizados diferentes grupos de animais. Nos experimentos 1 e 2.1, os camundongos receberam, respectivamente, antagonistas opioidérgicos (naloxona e naltrexona) e agonista opioidérgico (morfina) ip, seguido pela administração de 2,2g/kg de etanol (ip). No experimento 2.2, os animais receberam morfina intracerebral (ICV) seguida pela administração de 2,2g/kg de etanol (ip). Apesar dos antagonistas opioidérgicos não afetarem a expressão da sensibilização ao etanol, a administração de morfina impediu o aumento da locomoção dos animais sensibilizados, quando administrada antes do etanol. No experimento 3, após o tratamento, os camundongos foram sacrificados, sendo seus cérebros retirados e cortados em criostato. As fatias de cérebro passaram pelo procedimento de auto-radiografia para marcação de receptores µ com [3H]DAMGO. A auto-radiografia não detectou diferença entre os animais do grupo controle, sensibilizado e não-sensibilizado em relação às densidades de ligação aos receptores µ, em regiões cerebrais do sistema de recompensa..
Assunto Etanol
Atividade motora
Naltrexona
Naloxona
Morfina
Autorradiografia
Idioma Português
Data 2008
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2008. 82 p.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 82 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/23894

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