Critérios preditores para o sucesso do tratamento da gravidez tubária íntegra com dose única de metotrexato

Critérios preditores para o sucesso do tratamento da gravidez tubária íntegra com dose única de metotrexato

Título alternativo Predictors criterion for the unrupted ectopic pregnancy treatment with single-dose od methotrexate
Autor Soares, Roberto da Costa Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Elito Junior, Julio Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo OBJETIVO: Avaliar critérios preditores do sucesso terapêutico da gravidez ectópica com metotrexate. PACIENTES E MÉTODO: Estudo observacional longitudinal com 65 pacientes com gravidez tubária íntegra, submetidas ao tratamento medicamentoso com dose única de metotrexate (50mg/m²) IM. Foram avaliados critérios preditores clínicos: dor, sangramento vaginal e idade gestacional. Critérios laboratoriais: valor inicial da β–hCG, sua variação pré-tratamento em 48 horas e a progesterona. Critérios ultra-sonográficos: aspecto da massa anexial extra-ovariana, diâmetro da massa, espessura endometrial, líquido livre em cavidade pélvica e mapeamento colorido ao estudo Doppler. Os critérios de inclusão foram: diâmetro da massa < 3,5cm, β–hCG < 10.000mUI/ml, estabilidade hemodinâmica, elevação ou queda inferior a 15% da β–hCG em 48 horas, desejo de gravidez futura e consentimento para o estudo. Excluíram-se pacientes com supressão da medula óssea, doença renal ou hepática. Pacientes foram acompanhadas clinicamente e por titulações da β–hCG. Após uso do metotrexate, a β–hCG foi dosada no momento do seu uso e no 4º e 7º dia após. Quando houve queda da β–hCG acima de 15% entre o 4º e o 7º dia, paciente recebeu seguimento ambulatorial com dosagens semanais da β–hCG até sua negativação. Quando não houve queda acima de 15%, utilizou-se nova dose do metotrexate seguindo a mesma sistematização predita. Se após 2ª dose não ocorreu diminuição da β–hCG, realizou-se tratamento cirúrgico. Diminuição da β-hCG até negativação sem necessidade de cirurgia foi considerado critério de sucesso do estudo. RESULTADOS: Obteve-se sucesso terapêutico em 49 casos (75%). Inicialmente avaliou-se a diferença entre as médias dos critérios preditores contínuos de acordo com a resposta ao tratamento com metotrexate. Os parâmetros: β–hCG inicial (p<0,001), sua variação em 48 horas (p<0,001), progesterona (p=0,007), diâmetro da massa (p=0,002) e espessura endometrial (p=0,001), mostraram diferença significativa entre os grupos sucesso e insucesso. Já a idade gestacional (p=0,39) não mostrou diferença. Foi elaborado por curva ROC, valor de corte preditor do sucesso terapêutico para estas variáveis que apresentaram diferença significante: β–hCG inicial < 2.685mUI/ml (OR: 0,085), sua variação em 48 horas < 11,1% (OR: 0,143), progesterona < 3,8ng/ml (OR: 0,032), diâmetro da massa < 3,2cm (OR: 0,147) e espessura endometrial < 7mm (OR: 0,050). Para a análise dos critérios não contínuos, estes foram separados em 3 grupos: dor (ausente, provocada e espontânea), sangramento vaginal (ausente, pouco e moderado), aspecto da massa (hematossalpinge, anel tubário e embrião vivo), quantidade de líquido livre (discreta, moderada e acentuada) e Doppler (baixo, médio e alto), sendo avaliado a diferença entre esses grupos de acordo com a resposta ao tratamento com metotrexate. Os parâmetros dor, sangramento vaginal e quantidade de líquido livre não mostraram diferenças entre os grupos de acordo com o sucesso da terapia com metotrexate. O critério aspecto da imagem mostrou que hematossalpinge está mais associada ao sucesso terapêutico em comparação aos outros aspectos e o Doppler de baixo e médio risco também estão mais relacionados ao sucesso que o Doppler de alto risco. Para avaliar a interação entre os critérios preditores com diferença estatística entre os grupos sucesso e insucesso da terapia com metotrexate, realizou-se análise multi-variada por regressão logística com ajuste entre as variáveis. Pelo número reduzido de casos, a progesterona e o Doppler da massa não foram submetidos a esta análise. Valor inicial da β–hCG com OR ajustado 23,43 é o critério mais importante na predição do sucesso terapêutico com metotrexate, seguido do diâmetro da massa (OR: 23,0), variação β–hCG em 48 horas (OR: 21,42) e da espessura endometrial (OR: 19,75). O aspecto da massa mostrou-se colinear com o parâmetro valor inicial da β–hCG. CONCLUSÕES: O sucesso do tratamento da gravidez ectópica com metotrexate está mais associado a: β–hCG inicial < 2.685mUI/ml, sua variação em 48 horas < 11,1%, progesterona < 3,8ng/ml, aspecto da imagem de hematossalpinge, diâmetro < 3,2cm, espessura endometrial < 7mm e Doppler de baixo ou médio risco. Também conclui-se que o critério preditor mais importante é o valor inicial da β–hCG, sendo que os outros parâmetros são reflexos de sua concentração..
Palavra-chave Gravidez Ectópica
Metotrexato
Gravidez Tubária/terapia
Ultrassonografia
Pregnancy, Ectopic
Methotrexate
Pregnancy, Tubal/therapy
Ultrasonography
Idioma Português
Data de publicação 2006
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2006. 134 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 134 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/23811

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