Resistência insulínica na hepatite crônica pelo vírus C, genótipo não-3, esta associada com marcadores séricos de estresse oxidativo, independente da presença de esteatose

Resistência insulínica na hepatite crônica pelo vírus C, genótipo não-3, esta associada com marcadores séricos de estresse oxidativo, independente da presença de esteatose

Título alternativo Insulin resistance in chronic hepatitis C virus, non-3 genotype, is associated with oxidative stress serum markers, regardless of the presence of steatosis
Autor Oliveira, Ana Claudia de Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Parise, Edison Roberto Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Introdução: A resistência insulínica (RI) e a esteatose na hepatite C crônica (HC) têm sido associados à progressão da doença e menor resposta ao tratamento antiviral, especialmente no genótipo não-3. Alterações nos marcadores séricos de estresse oxidativo são freqüentes nesses pacientes com HC e esse achado tem sido relacionado à presença de esteatose hepática. Nesse estudo avaliamos a relação entre marcadores séricos de estresse oxidativo com resistência insulínica e a presença de esteatose na biópsia hepática em portadores de hepatite C crônica genótipo não-3. Pacientes e Métodos: Foram estudados 187 pacientes adultos, consecutivos, de ambos os gêneros (média de idade=48,9±12,1anos; 110 do gênero masculino), portadores de hepatite pelo vírus C, diagnosticada pela positividade do HCV-RNA. Foram dosados AST, ALT e GGT, ferritina, colesterol total, HDL e triglicérides, glicose, insulina e peptídeo-C. A RI foi determinada através do modelo homeostático HOMA-IR. As alterações estruturais e de atividade necroinflamatória na biópsia hepática foram classificadas de acordo com os critérios propostos por Ludwig. Em um subgrupo de 52 pacientes com genótipos não-3 (média de idade= 49,4±12,6 anos, 25 do gênero feminino), foi feita avaliação dos marcadores séricos de estresse oxidativo, através das determinações de TBARS, além da determinação plasmática da glutationa total (GStotal), vitaminas C e E , licopeno e beta caroteno por HPLC, atividade das enzimas glutationa peroxidase (GPX), catalase e superóxido desmutase (SOD) por método enzimático. Para estudo dos marcadores séricos de estresse oxidativo e RI os pacientes foram comparados com 35 indivíduos saudáveis com idade e gênero comparáveis aos pacientes, sem evidência de doença hepática, com IMC < 25 e glicemia de jejum e pós-prandial normais. Resultados: Os pacientes com genótipo não-3 com esteatose à biópsia hepática apresentaram valores significativamente maiores de IMC (p<0,001), HOMA-IR (p<0,001) e triglicérides (p<0,001), do que os pacientes sem esteatose. Já aqueles com genótipo 3 e esteatose hepática apresentaram valores significantemente mais elevados de ALT (p=0,001) e carga viral (p=0,007) e menores de colesterol total (p=0,049). Pacientes com HC genótipo não-3, tiveram maiores valores de TBARS (p=0,02), GPx (p=0,05) e menor nível de GSH total (p=0,058) que o grupo controle. Quando esses pacientes foram divididos de acordo com a presença ou ausência de esteatose hepática, não diferiram significantemente na concentração dos marcadores séricos do estresse oxidativo. Quando esses mesmo pacientes foram separados de acordo com a presença ou ausência de RI, apresentaram diferenças significantes quanto aos valores de GSH total (p=0.019), betacaroteno (p=0.006) e licopeno (p=0.005), ácido úrico (p=0.013) e atividade da GPx (p=0.009) e catalase (0.006). Também foram observadas diferenças significantes nos níveis das enzimas hepáticas, ferritinemia (p=0,006) e estadiamento da doença (p=0,046). Conclusão: A resistência insulínica na HC, em portadores de genótipo não-3, está associada à importantes alterações dos marcadores séricos do estresse oxidativo e maior grau de fibrose hepática, independentemente da presença de esteatose. Esse achado pode nos auxiliar a compreender as relações observadas entre RI, esteatose e progressão da hepatite C crônica e a interferência desses fatores na resposta ao tratamento antiviral..
Palavra-chave Hepatite C crônica
Resistência à insulina
Fígado gorduroso
Fibrose
Idioma Português
Data de publicação 2007
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2007. 72 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 72 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/23728

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