Anemia no pós-transplante renal com doador falecido: impacto da função renal inicial

Anemia no pós-transplante renal com doador falecido: impacto da função renal inicial

Título alternativo Anemia after decreased donor renal transplantation: Impact f initial renal function
Autor Souza, Nadia Karina Guimaraes de Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Cendoroglo Neto, Miguel Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Objetivo: O transplante renal é a melhor opção terapêutica para insuficiência renal crônica, sendo que o transplante com doador falecido se destaca neste cenário. Hoje consideramos três tipos de função renal inicial, são elas: função imediata (FI), recuperação lenta da função (RL) e atraso de função (AF). O objetivo deste estudo é avaliar o impacto destas diferentes evoluções iniciais sobre o RFG e a ocorrência de anemia. Métodos: Estudo retrospectivo com 549 receptores de transplante com doador falecido. Todos os pacientes eram maiores de dezoito anos e não estavam em tratamento para anemia durante o acompanhamento. O período de inclusão do estudo foi de 1984 até 2004. Os pacientes foram inicialmente classificados de acordo com a função renal inicial e avaliados aos 6, 12, 18 e 24 meses. Avaliamos comparativamente os grupos quanto ao ritmo de filtração glomerular (RFG) através da fórmula de Cockroft-Gault e os fatores associados aos níveis de RFG. Construímos curvas de sobrevida. Analisamos as proporções de incidência e prevalência de anemia e construímos curvas de medidas repetidas para comparar níveis de hemoglobina entre os grupos no decorrer do tempo. Avaliamos posteriormente os fatores de associados a anemia. Resultados: O grupo FI constava de 111 pacientes, RL 134 e AF 304. Após 12 meses do transplante, pacientes do grupo AF apresentavam menores níveis de RFG. Foram fatores associados a menores níveis de RFG a ocorrência de infecções virais em todos os períodos e a idade do doador aos 6,12 e 18 meses. O grupo AF apresentou maior prevalência de anemia que os demais aos seis meses. Os grupos não foram diferentes quanto a prevalência de anemia no seguimento de dois anos. Os fatores de risco para anemia apresentavam comportamento tempo-dependentes. O menor nível de RFG se associou à presença de anemia em todos os períodos do seguimento. Aos seis meses após o transplante os fatores associados a anemia foram: não uso de thimoglobulina, a incidência de infecção viral. O uso de ciclosporina foi fator de risco para a presença de anemia no período de um ano até 2 anos de seguimento. Conclusões: A evolução com AF, a ocorrência de infecção viral e a idade do doador associaram-se a menores níveis de RFG. A prevalência de anemia foi maior nos pacientes do grupo AF em seis meses. Os fatores de risco para presença de anemia foram tempo-dependentes. O RFG foi fator de risco para anemia aos 6, 12, 18 e 24 meses e o uso de ciclosporina foi fator de risco a partir de um ano..
Palavra-chave Anemia
Transplante de Rim
Taxa de Filtração Glomerular
Anemia
Kidney Transplantation
Glomerular Filtration Rate
Idioma Português
Data de publicação 2007
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2007. 78 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 78 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/23666

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