Determinação da porcentagem de plaquetas reticuladas através de citometria de fluxo multiparamétrica para a avaliação da trombopoese e diagnóstico diferencial das trombocitopenias.

Determinação da porcentagem de plaquetas reticuladas através de citometria de fluxo multiparamétrica para a avaliação da trombopoese e diagnóstico diferencial das trombocitopenias.

Autor Leon, Carlos Márcio Moura Ponce de Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Lourenco, Dayse Maria Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Introdução: A trombocitopenia é uma anormalidade hematológica comum que deve ser avaliada antes que possa ser escolhida uma intervenção terapêutica própria. A medida de plaquetas reticuladas (plaquetas jovens) por citometria de fluxo avalia o “turnover” plaquetário podendo ser útil previamente no diagnóstico diferencial de trombocitopenias. Objetivos: Comparar os valores obtidos da contagem de plaquetas reticuladas em sangue total (ST) e plasma rico em plaquetas (PRP), para eleger a forma mais aplicável a esta metodologia, e avaliar as medidas de plaquetas reticuladas em pacientes com diversas velocidades de “turnover” plaquetário e sua capacidade de fazer o diagnóstico diferencial de trombocitopenias de diferentes causas. Pacientes e métodos: Foram realizadas contagens de plaquetas reticuladas em 32 indivíduos normais, e em pacientes com contagem plaquetária menor que 50 x109/l: 17 com púrpura trombocitopênica imunológica (PTI), 5 com anemia aplástica (AA), 13 pacientes graves (UTI), 7 mulheres grávidas normais (MGN) e 13 em depressão medular (DM). A quantificação de RNA plaquetário, presente em plaquetas reticuladas foi realizada pela marcação com “thiazole orange” (TO) e com o anti-CD41 por citometria de fluxo. Resultados: A contagem de plaquetas reticuladas em PRP e em ST foi semelhante em todos os grupos. Os valores de referência de plaquetas reticuladas do controle foram 9,1% PRP e 7,5% ST (p75). Foi constatado que o aumento das plaquetas reticuladas ocorre previamente ao das plaquetas totais em pacientes com DM, e quando não há elevação plaquetária o número de plaquetas reticuladas mantém-se baixo, semelhante aos indivíduos normais. A contagem de PR mostrou-se útil na identificação da recuperação medular, tendo a capacidade de mapear o momento pós-nadir de produção plaquetária, antes mesmo da contagem plaquetária total se normalizar, como foi mostrado em coletas seriadas em uma parte dos pacientes com DM. Em pacientes com PTI com contagem total plaquetária ≥50≤110 x109/l foi observado um reduzido valor de plaquetas reticuladas. A depleção plaquetária de pacientes com PTI promove um aumento de PR caracterizando aumento do “turnover” plaquetário, diferentemente, os pacientes de DM. Discussão e Conclusão: As plaquetas reticuladas podem ser quantificadas diretamente do ST uma vez que não foi observada diferença significante entre as amostras de PRP em nenhum dos grupos. O aumento de PR também é um marcador da reposição plaquetária, esta técnica possibilita discriminar pacientes com trombocitopenia com falta de produção de plaquetas daqueles com aumento do “turnover” plaquetário, para predizer eventuais necessidades de transfusão. Falta ainda um consenso na padronização da contagem de PR, como também a estipulação de valores de referência internacionais para que esta metodologia possa ser usada como um ensaio clínico padrão..
Palavra-chave Plaquetas
Trombocitopenia
Púrpura trombocitopênica
Anemia aplástica
Idioma Português
Data de publicação 2006
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2006. 59 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 59 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/23650

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