Anticorpos monoclonais (mAbs) protetores contra o melanoma murino B16F10, atividades antitumoral de CDRs isolados, derivados desses anticorpos

Anticorpos monoclonais (mAbs) protetores contra o melanoma murino B16F10, atividades antitumoral de CDRs isolados, derivados desses anticorpos

Título alternativo Protective monoclonal antibodies (mAbs) against murine melanoma B16F10, antitumor activity of CDR peptides derived from those antibodies
Autor Dobroff, Andrey Sergee Senos Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo No presente trabalho anticorpos monoclonais anti-melanoma foram obtidos e suas especificidades e atividades protetoras determinadas. Igualmente testadas foram as sequencias dos CDRs desses e de outros mAbs visando identificar efeitos antibioticos e antitumorais. A imunizacao de animais com celulas de melanoma murino B16F10-Nex4 crescidas em soro de camundongo normal, e utilizando-se Alum como adjuvante, gerou anticorpos policlonais reativos com a celula tumoral em ELlSA-Q. A reatividade desses anticorpos foi inibida por uma mistura de carboidratos constituido de melibiose, manose, lactose e acido sialico. O mesmo protocolo de imunizacao foi utilizado para a obtencao de 2 anticorpos monoclonais (mAbs) reativos com as celulas tumorais B16F10-Nex2, uma IgG denominada A4 e uma IgM denominada A4M. O mAb A4 (lgG2a K) reagiu intensamente com a superficie celular de B16F1 O, e alem disso, apresentou uma reatividade difusa intracitoplasmatica em ensaios de imunofluorescencia indireta. Esse mAb reconheceu uma proteina de aproximadamente 80kDa presente no lisado de celulas B16F10-Nex2, e foi citotoxico in vitro para as celulas B16, bem como para linhagens tumorais humanas. Esse efeito era independente do complemento, embora fosse aumentado pelo mesmo. A neutralizacao in vitro e a transferencia passiva in vivo do mAb A4 reduziram o desenvolvimento tumoral subcutaneo e pulmonar, aumentando a sobrevida dos animais. O outro mAb, A4M (lgM) obtido por subclonagem do mAb A4, nao foi inibido por nenhum carboidrato utilizado e reagiu fortemente com o nucleo da celula tumoral murina, reconhecendo histona-1. Esse mAb apresentou citotoxicidade in vitro para a celula tumoral somente na presenca do peptideo antimicrobiano gomesina, que forma poros na membrana celular permitindo a entrada do anticorpo. No entanto, surpreendentemente, a transferencia passiva in vivo do mAb A4M reduziu em cerca de 75 por cento o numero de metastases pulmonares de camundongos injetados endovenosamente com celulas B16F10-Nex2. Uma possivel reatividade in vivo com celulas necroticas expondo histonas foi sugerida, aumentando a resposta inflamatoria com recrutam ente de celulas que podem combater o tumor. Em relacao a atividade biologica dos CDRs isolados, essa, uma hipotese nova, genes de imunoglobulinas (cadeias pesadas e leves) dos hibridomas secretores dos mAbs A4 e A4M foram sequenciados e os CORs identificados. Outros mAbs murinos e humanos foram selecionados para comparacao e comprovacao da hipotese (mAbs C7, HuA e AC1 001). Os peptideos correspondendo aos CORs foram sintetizados e sua atividade citotoxica foi analisada in vitra. Alguns peptideos mostraram-se bastante citotoxicos in vitra para o melanoma murino e linhagens celulares de canceres humanos. Os mais ativos foram A4 H3, A4M L 1 e A4M L2, C7 H2, HuA L 1, e 4 dos 6 CORs derivados do mAb AC1001. Os peptideos citotoxicos induziram apoptose nas celulas tumorais. Alguns peptideos interferiram na angiogenese in vitra, em ensaio com HUVECs em Matrigel. A administracao in vivo dos peptideos mais ativos (C7 H2 e HuA L 1) reduziu marcadamente o numero de nodulos pulmonares apos inoculacao endovenosa de celulas B 16F1 0-Nex2, aumentando a sobrevida dos animais tratados. Peptideos ciclicos derivados da regiao H3 dos mAbs A4, A4M e C7 foram capazes de inibir a ligacao dos respectivos mAbs a celula tumoral, de forma dose dependente. Os resultados obtidos corroboram a hipotese de que o COR H3 e, em grande parte, responsavel por determinar a especificidade do anticorpo. Ambos os resultados com mAbs e CORs anti-tumorais abrem novas perspectivas de tratamento do melanoma maligno
Palavra-chave Melanoma Experimental
Peptídeos
Anticorpos
Glicoconjugados
Idioma Português
Data de publicação 2007
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2007. 240 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 240 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/23482

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