Diferenciação entre esquistossomose hepatoesplênica e cirrose utilizando ressonância magnética

Diferenciação entre esquistossomose hepatoesplênica e cirrose utilizando ressonância magnética

Título alternativo Differentiation between hepatosplenic schistosomiasis and cirrhosis using magnetic resonance imaging
Autor Bezerra, Alexandre Sérgio de Araújo Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador D'Ippolito, Giuseppe Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Medicina (radiologia clínica) - São Paulo
Resumo Objetivos: Identificar quais caracteristicas podem ser usadas para diferenciar doentes com esquistossomose hepatoesplenica e cirrose usando ressonancia magnetica e medir a reprodutibilidade deste metodo de imagem na avaliacao destes doentes. Metodos: Estudo transversal e observacional em 24 pacientes com esquistossomose hepatoesplenica cronica e 27 pacientes com cirrose alcoolica ou induzida por virus, submetidos a exame de ressonancia magnetica do abdome. Todas as imagens foram interpretadas independentemente por dois radiologistas, avaliando-se os seguintes aspectos em exames de ressonancia magnetica do figado e baco: alargamento de fissuras hepaticas, irregularidade de contornos hepaticos, fibrose periportal, heterogeneidade do parenquima hepatico e nodulos sideroticos esplenicos. Medidas dos lobos esquerdo, direito e caudado do figado e dos maiores diametros esplenicos tambem foram realizadas. A reprodutibilidade da ressonancia magnetica foi medida por meio do calculo da concordancia interobservador e intra-observador pelo testes kappa e correlacao intraclasses. Foram realizados os testes x2, exato de Fischer, teste t e analise de regressao com o objetivo de comparar os dois grupos de pacientes. Resultados: A concordancia interobservador e intra-observador foi substancial ou quase perfeita em quase todas as variaveis analisadas (k ou r = 0,81-1,00). Fibrose periportal, heterogeneidade do parenquima hepatico e nodulos sideroticos esplenicos foram mais frequentes no grupo de pacientes esquistossomoticos (p < 0,05). A fibrose periportal mostrou maior diferenca entre os dois grupos, sendo mais frequente nos esquistossomoticos. Houve tambem diferenca quanto a distribuicao, sendo a fibrose periportal periferica mais comum que a central em pacientes com esquistossomose. O diametro transverso do lobo hepatico direito foi maior nos pacientes cirroticos, e a relacao caudado/lobo direito, todos os diametros esplenicos e o indice esplenico foram maiores nos pacientes esquistossomoticos (p < 0,001). Na analise por regressao multipla, os nodulos sideroticos esplenicos e o indice esplenico foram altamente indicativos de esquistossomose e podem ser usados para diferenciacao entre os dois grupos. Em doentes previamente esplenectomizados, a relacao lobo caudado I lobo direito foi a variavel que diferenciou melhor os dois grupos (p = 0,009). Conclusao: A presenca de fibrose periportal periferica, heterogeneidade do parenquima hepatico e nodulos sideroticos esplenicos sao mais frequentes em pacientes esquistossomoticos. O indice esplenico e significativamente maior na esquistossomose. O exame de ressonancia magnetica apresentou elevada reprodutibilidade para a avaliacao das alteracoes morfologicas hepaticas e esplenicas em pacientes esquistossomoticos e em pacientes cirroticos

Purpose:. Identify imaging features that may be used to differentiate between hepatosplenic schistosomiasis and cirrhosis using magnetic resonance and to assess the reproducibility of this imaging method in the evaluation of these patients. Methods: A transversal observational study of 24 patients with chronic hepatosplenic schistosomiasis and 27 patients with alcohol or virus-induced cirrhosis submitted to MRI (1.5T) of the abdomen was made. Images were interpreted independently by two radiologists, evaluating the following MR features: hepatic fissure widening, irregularity of hepatic contours, periportal fibrosis, heterogeneity of the hepatic parenchyma and splenic siderotic nodules. Left, right, and caudate liver lobe and the largest spleen diameters were also measured. Reproducibility of magnetic resonance was assessed by measuring observer agreement using the kappa and intraclass correlation tests. Fisher exact test, x2 test and t test were used, and regression analysis was performed to compare the two patient groups. Results: Observer agreement was substantial or almost perfect for almost all variables analyzed (k or r = 0.81 – 1.00). Periportal fibrosis, heterogeneity of hepatic parenchyma and splenic siderotic nodules were more frequent in the schistosomotic group (p < 0.05). Periportal fibrosis showed the largest difference between both groups, being more frequent in the schistosomotic patients and also presented differences in its distribution (peripheric greater than central in schistosomiasis). The transverse diameter of the right hepatic lobe was larger in cirrhosis while caudate lobe/right lobe ratio, splenic diameters and the splenic index were larger in schistosomiasis (p < 0.001). At multiple regression analysis, splenic siderotic nodules and splenic index were predictive of schistosomiasis and could be used to differentiate between both groups. In patients previously splenectomized the caudate / right lobe ratio was the variable that best separated both groups (p = 0.009). Conclusion: The presence of peripheral periportal fibrosis, heterogeneity of hepatic parenchyma and splenic siderotic nodules were more frequent in the schistosomotic group. The splenic index was significantly larger in patients with schistosomiasis. Magnetic resonance imaging presented high reproducibility in the evaluation of the hepatic and splenic morphological changes in patients with schistosomiasis mansoni and in cirrhotic patients.
Palavra-chave Hepatopatias parasitárias
Fibrose
Esquistosomose mansoni
Imagem por ressonância magnética
Idioma Português
Financiador Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Número do financiamento CAPES: 33009015037M5
Data de publicação 2007
Publicado em BEZERRA, Alexandre Sérgio de Araújo. Diferenciação entre esquistossomose hepatoesplênica e cirrose utilizando ressonância magnética. 2007. 84 f. Tese (Doutorado em Ciências) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2007.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 84 f.
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/23394

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Arquivo

Nome: Publico-23394.pdf
Tamanho: 3.380MB
Formato: PDF
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