Efeitos do exercicio intenso e exaustivo no utero isolado de camundongos femeas C57BL/6

Efeitos do exercicio intenso e exaustivo no utero isolado de camundongos femeas C57BL/6

Título alternativo The effects of intense and exhaustive exercise on the isolated uterus of C57BL/6 female mice
Autor Costa, Alessandra Ermetice de Almeida Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Introdução: O exercicio fisico regular e moderado e uma maneira nao invasiva de melhorar a Saúde humana, provocando efeitos beneficos no organismo prevenindo e auxiliando no tratamento de doencas cronico-degenerativas. Em contraste, o exercicio intenso e exaustivo (EIE) pode causar danos, e e geralmente associado a alteracoes metabolicas indesejadas em orgaos e tecidos. Embora seja bem conhecido que o exercicio fisico em excesso realizado por mulheres cause disfuncoes no sistema reprodutor feminino, levando a importantes alteracoes endocrinas, pouco se sabe sobre os mecanismos celulares e ate moleculares, particularmente no utero nao gravidico. Objetivos: O objetivo desse estudo foi avaliar as possiveis alteracoes morfologicas, funcionais e do estado redox da musculatura lisa uterina isolada oin vitroo em resposta ao EIE. Metodologia: Camundongos femeas C57BL/6 nao gravidas, 3-4 meses, foram randomizadas em quatro grupos: animais submetidos ao exercicio intenso e exaustivo por quatro dias sucessivos e tratados (EIE4) ou nao (controle) com estrogeno; e animais submetidos ao exercicio intenso e exaustivo por 2 dias (EIE2) e seus respectivos controles, ambos na ausencia de tratamento hormonal. O ciclo estral dos animais foi acompanhado atraves de esfregacos vaginais. O protocolo de EIE consistiu de uma sessao diaria de corrida em esteira a 85% da velocidade individual maxima de cada animal ate a sua exaustao por um periodo 4 ou 2 dias. A velocidade maxima foi previamente determinada pelo teste incremental maximo (TIM) realizado antes do protocolo de exercicio. Marcadores de intensidade de treino foram avaliados pelo tempo individual de corrida ate a exaustao do animal e pela correspondente velocidade maxima (TIM). A morfologia uterina foi analisada atraves de cortes histologicos transversais corados com hematoxilina/eosina. A reatividade uterina foi estudada atraves da construcao de curvas nao cumulativas concentracoes-respostas contrateis isometricas induzidas por KCl e carbacol (CCh). Foi avaliado o nivel de hipertrofia cardiaca, do musculo gastrocnemio e das adrenais. O estado redox do tecido foi analisado pela determinacao da peroxidacao lipidica e oxidacao proteica. Resultados: A queda observada no tempo de corrida ate a exaustao e a queda de desempenho no TIM2 em relacao ao TIM1 demonstrou que o EIE prejudicou o desempenho fisico dos animais nos dois grupos exercitados EIE2 e EIE4. Nao foram encontradas alteracoes morfologicas no grupo EIE4, enquanto que no grupo EIE2 o exercicio provocou 10% de reducao na espessura da camada muscular longitudinal. Houve alteracao da reatividade uterina no grupo EIE4 em resposta para estimulacao muscarinica, ja que ocorreu uma diminuicao significativa do CE50 somente para a estimulacao com CCh (6 ± 3 μM no EIE4 e 19 ± 5,7 μM no controle), mas houve forte tendencia de desvio para a esquerda das curva concentracao-resposta ao KCl. Ja no grupo EIE2, o exercicio prejudicou a contratilidade em resposta a estimulacao muscarinica (aumentou significativamente o CE50 de 2,8 ± 1,2 μM para 18 ± 3 μM e reduziu a contracao maxima em 40%) e apresentou uma tendencia para a reducao da contracao induzida por despolarizacao com KCl. A ausencia de ativacao do eixo HPA induzida pelo EIE foi avaliada indiretamente pela manutencao do peso das glandulas adrenais nos dois grupos exercitados (EIE4 e EIE2). Nao houve alteracao nos niveis de hipertrofia cardiaca e do musculo gastrocnemio, tampouco no peso corporal dos animais em ambos os grupos. O EIE aumentou os niveis de peroxidacao lipidica no grupo EIE4, mas provocou significativa queda no grupo EIE2. Ja a oxidacao de proteinas nao foi modificada nos dois grupos de animais exercitados. Conclusao: Tais resultados sugerem que a resposta do utero isolado de camundongos femeas C57BL/6 nao gravidico ao EIE e diferente no estado de estro induzido daquelas obtidas com os animais em estro natural. Assim, no grupo EIE4, a administracao exogena de estrogeno, 24 h antes do sacrificio dos animais (estro induzido) e pos-exercicio, manteve a integridade da musculatura uterina, associada ao aumento da reatividade uterina em resposta a estimulacao muscarinica, apesar de nao ter evitado uma possivel alteracao da homeostase redox do utero, no que diz respeito a maior oxidacao de lipidios. Ja nos animais submetidos ao EIE2 (estro natural), o EIE foi suficiente para provocar relevantes modificacoes tanto da morfologia quanto da reatividade uterinas associadas com significativa queda da oxidacao de lipidios. Com isso, fornecemos evidencias de que o utero nao gravido de camundongos e um orgao alvo do exercicio intenso e excessivo, acarretando alteracoes morfofuncionais importantes que podem estar relacionadas com a disfuncao uterina (niveis hormonais de estrogeno), sem, no entanto, estarem relacionadas com alteracoes do estado redox induzidas pelo exercicio
Assunto Animais
Exercício
Útero
Contração Isométrica
Estresse Oxidativo
Carbacol
Camundongos Endogâmicos C57BL
Animais
Idioma Português
Data 2013
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2013. 89 p.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 89 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/23239

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