Avaliação do desempenho de mulheres com incontinência urinária de esforço e assintomáticas durante um intenso treino dos músculos do assoalho pélvico.

Avaliação do desempenho de mulheres com incontinência urinária de esforço e assintomáticas durante um intenso treino dos músculos do assoalho pélvico.

Título alternativo Assessment of pelvic floor muscles performance of women with stress urinary incontinence and asymptomatic women during an intense training
Autor Burti, Juliana Schulze Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Almeida, Fernando Gonçalves Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo Introdução: A continencia urinaria e a manutencao dos orgaos em posicao adequada dependem de um sistema complexo e integrado, que compreende os musculos do assoalho pelvico, inervacao autonomica e somatica adequadas da musculatura lisa da uretra e do esfincter, alem do suporte da uretra e dos tecidos conjuntivos. O treinamento da musculatura do assoalho pelvico e indicado como primeira linha de tratamento para a incontinencia urinaria de esforco, mas ainda nao ha consenso sobre a melhor forma de aplicar esse treinamento, ja que os estudos apresentam metodologia variada. Avaliacoes sobre o desempenho e a condicao fisiologica dessa musculatura sao necessarios para que treinos individualizados e mais eficazes sejam elaborados. Objetivo: Avaliar o desempenho de mulheres com incontinencia urinaria de esforco (IUE) e mulheres assintomaticas durante um intenso treino dos musculos do assoalho pelvico. Materiais e Metodos: Foram incluidas mulheres entre 35 e 70 anos assintomaticas e com perdas urinarias aos esforcos. As mulheres com incontinencia urinaria de esforco eram encaminhadas pelo setor de Urologia da Unifesp, com estudo urodinamico comprovando o diagnostico e as assintomaticas foram recrutadas da comunidade, participando voluntariamente do estudo. Foram excluidas mulheres gravidas, com disturbios neurologicos e/ou cognitivos, cirurgia genito-urinaria previa, sintomas de bexiga hiperativa, uso de medicacao para bexiga hiperativa, prolapso genital, mulheres que nao conseguissem entender como executar perfeitamente as contracoes dos musculos do assoalho pelvico e as que nao quisessem participar do estudo. Todas as pacientes incluidas no estudo realizaram contracoes submaximas continuas dos MAP ate que se auto-avaliassem em estado de fadiga, de acordo com a escala de percepcao de esforco de Borg. A duracao do treino, as variaveis de eletromiografia (EMG) e a frequencia cardiaca antes e apos a fadiga foram medidas, a fim de analisar o comportamento fisiologico dos MAP e verificar se existem diferencas entre as mulheres com IUE e as assintomaticas. Indice de Massa Corporal (IMC), paridade, tipo de parto e Questionario de Impacto da Incontinencia (ICIQ-SF) tambem foram utilizados, para comparar as caracteristicas dos grupos. Resultados: Foram avaliadas 26 mulheres assintomaticas (media de idade 50,73 anos) e 30 mulheres com IUE (media de idade 53,66 anos) A duracao do teste, isto e, o tempo para atingir fadiga de acordo com a escala de Borg, foi 36.72% menor no grupo incontinente, quando comparado com as assintomaticas (media de 9.10 e 14.38 minutos, respectivamente, p = 0.006). Quando as variaveis eletromiograficas foram comparadas, ambos os grupos apresentaram um comportamento semelhante antes e depois do esforco, com uma unica diferenca nos dois momentos: as mulheres incontinentes apresentavam amplitude de contracao sustentada de 60 segundos (μV) menor que as assintomaticas. Apos a fadiga, ambos apresentaram uma diminuicao na amplitude eletromiografica de repouso, sugerindo cansaco, mas nao fadiga. Em ambos os grupos, a frequencia cardiaca aumentou significativamente durante o teste. Conclusoes: Mulheres com IUE submetidas a uma intensa serie de exercicios dos musculos do assoalho pelvico apresentam fadiga/cansaco dos MAP em tempo significantemente menor que mulheres assintomaticas. Uma avaliacao inicial com base no desempenho dos MAP e fundamental para definir a melhor forma de treinamento, evitando que essas mulheres executem treinos incompativeis com suas habilidades, proporcionando uma reabilitacao mais eficaz e com menor taxa de abandono
Palavra-chave Humanos
Feminino
Adulto
Meia-Idade
Idoso
Incontinência Urinária por Estresse
Diafragma da Pelve
Fadiga Muscular
Eletromiografia
Teste de Esforço
Humanos
Feminino
Adulto
Meia-Idade
Idoso
Idioma Português
Data de publicação 2013
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2013. 65 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 65 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/23111

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