O fenômeno de "esquenta" entre jovens: características e fatores associados ao beber pré-balada

O fenômeno de "esquenta" entre jovens: características e fatores associados ao beber pré-balada

Título alternativo The Phenomenon Of Pre-drinkingo Among youth: characteristics and associated factors with drinking before going out to nightclubs
Autor Santos, Mariana Guedes Ribeiro Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Sanchez, Zila van der Meer Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Saúde Coletiva – São Paulo
Resumo O alcool e a droga psicotropica mais consumida em praticamente todas as regioes do mundo, e tem sido reconhecido como um importante problema de Saúde publica, uma vez que nao afeta somente quem bebe, mas toda a sociedade. O obinge drinkingo ou oepisodio de beber pesadoo e a inGestão de uma grande quantidade de alcool, caracterizado pelo consumo de no minimo 4 doses de alcool em uma unica ocasiao para mulheres e 5 para os homens. Esse tipo de comportamento e encontrado mais entre os jovens e vem sendo praticado nas madrugadas de finais de semana, inclusive antes de irem para as baladas, fenomeno conhecido como oesquentao. Durante os oesquentaso ocorre o abuso do alcool e tambem de outras drogas, o que aumenta o risco de acidentes, violencia e comportamentos de risco. Na tentativa de compreender essa problematica relacionada ao consumo de alcool entre obaladeiroso brasileiros, esse estudo teve como principal objetivo identificar e avaliar os principais padroes de consumo de alcool e outras drogas durante os oesquentaso e os fatores associados a sua pratica. Foi feito um estudo epidemiologico transversal nas baladas de São Paulo atraves da tecnica de inquerito de portal com uso de bafometro e aplicacao de entrevistas guiadas por questionarios sobre consumo de alcool, outras drogas e outros comportamentos de risco. Os baladeiros responderam a entrevista na fila de entrada da balada e na saida do estabelecimento. Os questionarios foram respondidos pela mesma pessoa, que era identificada por um codigo individual e anonimo registrado em uma pulseira. Foram feitas 2.422 entrevistas em 31 baladas (dez/2012 u jul/2013), atraves de amostragem com probabilidade proporcional ao tamanho dos estabelecimentos e sistematica quanto aos entrevistados na fila destes locais. Do total, 41,3% (IC95%=33,7-49,3) praticaram oesquentao no dia da entrevista. Os principais motivos foram: ochegar desinibido na baladao (39,0%; IC95%=35,3-42,9) e oeconomia de dinheiroo (31,7%; IC95%=25,7-38,4). Os locais nos quais o esquenta foi praticado foram: em casa (33,0%; IC95%=27,1-39,4), na rua (30,7%; IC95%=23,3-39,3) e em bares (26,5%; IC95%=21,5-32,1). Observou-se que 22,8% (IC95%=17,9-28,6) de quem fez esquenta estavam com dosagem alcoolica no halito equivalente ao padrao obinge drinkingo de consumo de alcool na entrada da balada (vs 0,3% - IC95%=0,13-0,97 de quem nao fez); na saida, quem fez oesquentao tambem saiu com maior padrao obingeo (44,3% - IC95%=36,0-53,0) do que quem nao fez oesquentao (22,6% - IC95%=14,4-33,6). A media de dosagem alcoolica no halito de quem fez esquenta foi de 0,23 mg/L (IC95%=0,19-0,27) na entrada da balada e 0,34 mg/L (IC95%=0,29-0,40) na saida da balada. Quem fez oesquentao bebeu mais dentro da balada do que aqueles que nao fizeram (p<0,001). O resultado interessante e que a porcentagem de jovens alcoolizados que foram embora dirigindo foi maior no grupo que fez esquenta (56%; IC95%=46,4-64,8; p<0,001), do que nao fez (20%; IC95%=13,1-28,9). De um modo geral, a pratica de diversos comportamentos de risco foi mais frequente entre quem fez oesquentao. Ser homem (OR= 1,98 - IC95%=1,45-2,71), fumantes (OR 1,64 u IC95%=1,00-2,70 - p=0,051), e que o historico de pratica de obinge drinkingo (OR= 2,28 u IC95%=1,70-3,07 - p<0,001), efeitos severos da embriaguez (OR= 1,77 u IC95%=1,40-2,22 - p<0,001) e praticas de comportamento sexual de risco (OR= 1,67 u IC95%=1,20-2,33 - p=0,004) aumentam a chance de praticar oesquentao. Identifica-se que o comportamento de oesquentao influencia negativamente na intoxicacao alcoolica de saida da balada. Politicas publicas e fiscalizacao das mesmas precisam ser implantadas a fim de reduzir os riscos associados a este comportamento
Palavra-chave Adulto Jovem
Adolescente
Consumo de Bebidas Alcoólicas
Bebidas Alcoólicas
Assunção de Riscos
Estudos Transversais
Intoxicação Alcoólica
Adulto Jovem
Adolescente
Idioma Português
Financiador Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
Data de publicação 2014
Publicado em SANTOS, Mariana Guedes Ribeiro. O Fenômeno de “esquenta” entre jovens: características e fatores associados ao beber pré-balada. 2014. 152 f. Dissertação (Mestrado em Ciências) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, 2014.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 152 p.
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Dissertação de mestrado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/23058

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Nome: Tese-14300.pdf
Tamanho: 3.211MB
Formato: PDF
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