Hemangiomas infantis orbitais: padrão imuno-histoquímico e influência no desenvolvimento da órbita

Hemangiomas infantis orbitais: padrão imuno-histoquímico e influência no desenvolvimento da órbita

Título alternativo Orbital infantile hemangiomas: immunohistochemical pattern and influence in the orbital development
Autor Osaki, Tammy Hentona Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Belfort, Rubens Junior Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Oftalmologia e ciências visuais - São Paulo
Resumo Objetivos: 1) comparar o perfil imuno-histoquimico de hemangiomas infantis e de lesoes cavernosas venosas encapsuladas da orbita; 2) determinar a idade de maturacao orbital numa populacao etnica homogenea; 3) comparar tres metodos de determinacao de volume orbital. Metodos: No primeiro estudo, vinte lesoes vasculares orbitais excisadas cirurgicamente e diagnosticadas clinica e histopatologicamente como hemangiomas infantis (10 casos) e lesoes cavernosas venosas encapsuladas (10 casos) foram submetidas a analise imuno-histoquimica pelo uso de: hematoxilinaeosina, azul de Alciano, tricromio de Masson, GLUT-1, CD31, CD34, D2-40, SMA,desmina e Ki-67. No segundo estudo, realizaram-se medidas orbitometricas em 42 cranios de esqueletos que pertencem a colecao permanente do Museu Peabody de Arqueologia e Etnologia da Universidade de Harvard. A idade dos esqueletos foi determinada pela denticao. A determinacao do volume foi realizada utilizando-se esferas de vidro de um milimetro de diametro e uma proveta graduada. Medidas lineares foram realizadas com o auxilio de pincas e reguas de papel. As medidas obtidas foram compiladas em funcao da faixa etaria e foram analisadas estatisticamente. No terceiro estudo, o volume de uma das orbitas de oito cadaveres de seres humanos foi independentemente determinado por tres metodos: 1) tomografia de orbita associada ao uso de software para analise volumetrica tridimensional por dois radiologistas; 2) estas orbitas foram exenteradas e foi realizada a medida do volume pelo preenchimento da cavidade orbital com um molde, cujo volume foi posteriormente determinado pelo metodo de deslocamento de agua, por um unico observador; 3) as orbitas foram preenchidas com esferas de vidro de um milimetro, transferidas para uma proveta graduada para determinacao do volume. Tres examinadores repetiram estas medidas tres vezes. Resultados: Estudo 1) Todos os casos reagiram com os tradicionais marcadores de endotelio vascular CD31 e CD34 e mostraram-se negativos para D2-40, marcador especifico para endotelio linfatico. Todos os hemangiomas infantis foram positivos para GLUT-1, enquanto as lesoes cavernosas foram negativas para este marcador. Nos hemangiomas, o SMA corou a monocamada de pericitos e nas lesoes cavernosas este marcador corou as multiplas camadas de musculo liso da parede e celulas estromais intravasculares. A reatividade ao Ki-67 foi positiva nos hemangiomas e proxima de zero nas lesoes cavernosas. Estudo 2) O volume orbital adulto medio encontrado foi de 26,22 cm3. A analise estatistica baseada em regressao linear mostrou que 60% do volume orbital maximo foram atingidos aproximadamente aos quatro anos de idade, 75% aproximadamente aos aos nove anos, 90% aproximadamente aos 17 anos e 95% aproximadamente aos 22 anos. As dimensoes lineares da orbita aumentaram progressivamente com a idade. Estudo 3) A concordancia intraobservador foi boa para as medidas usando esferas e molde (p> 0,05%); a concordancia interobservadores foi boa para medidas realizadas com esferas e tomografia (p> 0,05%). Os valores obtidos com esferas e molde foram estatisticamente semelhantes (p> 0,05%); porem a concordancia entre medidas diretas (molde e esferas) e indiretas (tomografia computadorizada) nao foi satisfatoria (p< 0,05%). Conclusoes: 1) A avaliacao imuno-histoquimica de hemangiomas infantis e de lesoes cavernosas venosas da orbita demonstrou perfis distintos. Somente os hemangiomas mostraram-se GLUT-1 positivos em qualquer estagio de evolucao. Alem disso, a positividade das celulas endoteliais ao Ki-67 somente nos hemangiomas mostrou padrao proliferativo apenas nestas lesoes; 2) A orbita desenvolve-se rapidamente ate os quatro anos de idade, tem um crescimento mais lento ate os 17 anos e alcanca a maturidade por volta dos 22 anos; 3) Independentemente do metodo escolhido, a determinacao do volume orbital e complexa devido a dificuldade em se definir o limite anterior da orbita. Metodos diretos mostraram-se mais reprodutiveis, no entanto seu uso limita-se a estudos com cadaveres. Ja medidas indiretas mostraram-se menos precisas, mas permitem estudos em grandes populacoes e, se forem adotados padroes universais para definicao da entrada da orbita, parecem ser o melhor metodo para estudo do volume orbital do ser humano
Palavra-chave Humanos
Hemangioma
Hemangioma/patologia
Órbita
Órbita/crescimento & desenvolvimento
Desenvolvimento Ósseo
Neoplasias Oculares
Imuno-Histoquímica
Humanos
Idioma Português
Financiador Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Data de publicação 2013
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2013. 90 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 90 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/23007

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