Proteases como novas alternativas terapêuticas antitumorais

Proteases como novas alternativas terapêuticas antitumorais

Título alternativo Arazyme treatment inhibits metastatic murine melanoma development by a direct effect and induction of protective cellular and humoral immune responses
Autor Pereira, Felipe Valença Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Rodrigues, Elaine Guadelupe Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Microbiologia e Imunologia – São Paulo
Resumo O desafio no controle do melanoma em estagios avancados estimula a busca de novos agentes antitumorais e alvos terapeuticos. O uso de enzimas proteoliticas de origem animal, vegetal ou bacteriana tem sido analisado em diversas doencas. Varias enzimas proteoliticas, como a fastuosaina, bromelaina, tripsina, papaina, quimotripsina entre outras, foram testadas experimentalmente e tambem em alguns ensaios clinicos no tratamento do cancer, contudo o mecanismo de acao molecular destas proteases ainda nao foi totalmente elucidado. Estas proteases foram ativas na inibicao do crescimento tumoral, invasao e metastase em animais tratados pelas mesmas. No presente trabalho, foi investigado o efeito antitumoral da arazima, uma metaloprotease bacteriana de grande interesse economico, secretada pela bacteria Serratia proteomaculans. Arazima reduziu significativamente o numero de nodulos pulmonares metastaticos no modelo de melanoma murino B16F10-Nex2. In vitro, a enzima mostrou um efeito citostatico dose-dependente sobre celulas tumorais, e tambem reduziu a expressao de CD44 na superficie de celulas tumorais resultando possivelmente na menor invasao observada destas celulas in vitro e in vivo. Ambos os efeitos foram associados com a atividade proteolitica da arazima. O tratamento ou imunizacao com arazima induziu a producao de IgG protease-especifica que reagiu cruzadamente com MMP-8 tumoral. In vitro, este anticorpo foi citotoxico para as celulas tumorais, um efeito potencializado pela adicao de complemento. In vivo, estes anticorpos anti-arazima reduziram o numero de nodulos de melanoma metastatico no pulmao quando utilizados em protocolo de transferencia passiva. Foram tambem avaliadas as propriedades imunomoduladoras da arazima no efeito protetor contra o melanoma murino B16F10 observado in vivo. A atividade antitumoral da arazima in vivo e independente da atividade proteolitica, e foi dependente de um sistema imune intacto, uma vez que foi perdida em camundongos imunodeficientes. Esta resposta protetora foi IFN--dependente, e os linfocitos T CD8+ foram identificados como a principal populacao efetora antitumoral, embora linfocitos T CD4+ tambem tenham sido induzidos. Os macrofagos e as celulas dendriticas foram os responsaveis pela inducao da resposta antitumoral especifica, pois a ativacao destas celulas pela arazima induziu um aumento da expressao dos marcadores ativacao destas e o aumento da secrecao de citocinas pro-inflamatorias. As vias de sinalizacao MAPK e MyD88/TRIF estao envolvidas nesta ativacao. Os nossos resultados sugerem que o efeito antitumoral da arazima pode ser explicado pelo efeito direto sobre o tumor atraves da clivagem de moleculas de adesao presentes na superficie das celulas tumorais, mas tambem pela inducao de anticorpos protease-especificos que reagem cruzadamente com MMP8 do tumor, e, principalmente, devido a um potente efeito imunomodulador da arazima, que nao requer a atividade proteolitica da mesma, capaz de ativar celulas apresentadoras de antigenos, que por sua vez induzem uma resposta protetora celular e humoral IFN-gama-dependente e tumor-especifica
Palavra-chave Melanoma
Peptídeo Hidrolases
Imunidade Inata
Metaloproteinase 8 da Matriz
Idioma Português
Financiador Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Data de publicação 2013
Publicado em PEREIRA, Felipe Valença. Proteases como novas alternativas terapeuticas anti-tumorais. Utilizaçao da arazima no tratamento do melanoma murino B16F10-Nex2. 2013. 141 f. Tese (Doutorado em Ciências) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, 2013.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 141 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22977

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Nome: Tese-14194.pdf
Tamanho: 3.465MB
Formato: PDF
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