Concepções de epileptologistas brasileiros perante o ato de informar ou não aos indivíduos com epilepsia sobre morte súbita e inesperada nas epilepsias

Concepções de epileptologistas brasileiros perante o ato de informar ou não aos indivíduos com epilepsia sobre morte súbita e inesperada nas epilepsias

Título alternativo Concept of Brazilian epileptologists concerning the act of tell or not to tell to individuals with epilepsy about sudden unexpected death in epilepsy
Autor Abdalla, Ively Guimarães Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Scorza, Fulvio Alexandre Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Objetivo: avaliar a concepcao de profissionais vinculados a Liga Brasileira de Epilepsia (LBE) sobre informar ou nao aos pacientes sobre os fatores de risco elacionados a morte subita nas epilepsias (Sudden unexpected death in epilepsy u SUDEP). Metodos: Realizou-se estudo descritivo de inquerito, com levantamento direto da opiniao de neurologistas brasileiros, ligados a LBE sobre informar ou nao sobre os riscos de SUDEP. A coleta de dados foi desenvolvida por questionario estruturado online. A analise dos resultados foi feita por estatistica descritiva. Resultados: A pesquisa contou com uma amostra de 44 profissionais vinculados a LBE que responderam ao questionario enviado, sendo 25 (56,8%) homens e 19 (43,2%) mulheres. Nos questionarios respondidos, 79,5% afirmaram ter conhecimento dos fatores de risco e 18,2% admitiram nao conhecer os possiveis fatores de risco de SUDEP. Cinquenta e nove por cento dos profissionais acham que deve haver discussao antecipada sobre SUDEP, o que vai ao encontro das recomendacoes do National Institute for Clinical Excellence (NICE) e do Scottish Intercollegiate Guidelines Network (SIGN) que afirmam que a discussao sobre SUDEP e considerada uma informacao essencial para o paciente e seus cuidadores. Quando questionados sobre a necessidade do paciente ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar, a maioria (97,7%) respondeu que sim e 70,38% afirmam que e o medico quem deve discutir os riscos com o paciente. Notou-se que 84,1% dos entrevistados nao discutem ou discutem com a minoria de seus pacientes sobre os fatores de risco de SUDEP. Conclusoes: Em linhas gerais, podemos concluir que 14% dos epileptologistas discutem sobre o risco de SUDEP com a maioria dos seus pacientes; 76% com a minoria de seus pacientes, e 10% com nenhum dos seus pacientes. De todos os profissionais que discutem sobre SUDEP com a minoria de seus pacientes, 44% abordam o assunto apenas quando questionado pelos pacientes. Os resultados do estudo apontam para a necessidade de haver incentivo a discussao antecipada da SUDEP com os pacientes com epilepsia nas seguintes situacoes: quando o paciente pergunta sobre os riscos relacionados a epilepsia e seu tratamento; quando a aderencia x ao tratamento e baixa; em casos de epilepsia de dificil controle com forte indicacao para o tratamento cirurgico; quando ha necessidade de tratamento com politerapia. Finalmente, embora haja um consenso global de por que, quando, como e o que discutir sobre SUDEP com pessoas com epilepsia, os neurocientistas devem desenvolver uma forca tarefa mundial, concentrando todos os esforcos no desenvolvimento de estudos experimentais, clinicos e epidemiologicos para identificar fatores causais e de risco especificos, com o intuito de estabelecer estrategias e medidas preventivas eficazes para diminuir a ocorrencia da SUDEP.
Palavra-chave Epilepsia
Morte súbita
Assistência médica
Aconselhamento diretivo
Fatores de risco
Prevenção de doenças
Idioma Português
Data de publicação 2013
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2013. 60 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 60 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22909

Exibir registro completo




Arquivo

Arquivo Tamanho Formato Visualização

Não existem arquivos associados a este item.

Este item está nas seguintes coleções

Buscar


Navegar

Minha conta