Prevalência de doenças crônicas não transmissíveis, fatores de risco e a prática de atividade física, em uma população de idosos residentes em Recife

Prevalência de doenças crônicas não transmissíveis, fatores de risco e a prática de atividade física, em uma população de idosos residentes em Recife

Título alternativo Prevalence of noncommunicable diseases (NCD), risk factors and physical activity in an elderly population from Recife
Autor Munk, Marcia Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Ramos, Luiz Roberto Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Saúde Coletiva – São Paulo
Resumo Introdução. O aumento da populacao de 60 anos ou mais foi acompanhado do aumento das doencas cronicas nao transmissiveis (DCNT). As associacoes entre fatores de risco, DCNT e a percepcao do estado de Saúde (PES), serao analisadas neste estudo de base populacional realizado em Recife. Objetivos: Os objetivos deste estudo realizado com a populacao de Recife, estratificada em jovens (16 a 59 anos) e idosos (&#8805; 60 anos), foram estimar as prevalencias de quatro doencas cronicas nao transmissiveis (DCNT) - Diabetes Mellitus (DM), Hipertensao Arterial (HA), Doenca Cardiovascular (DCV), Osteoporose (OP); o estado de Saúde percebido (PES), fatores socio-demograficos e fatores de risco primarios para DCNT - tabagismo, consumo de alcool, inatividade fisica e obesidade. Analisar o risco associado entre as caracteristicas socio-demograficas, DCNT e PES; risco associado entre fatores de risco primario, DCNT e PES desta populacao. Metodologia: A amostra foi aleatoria e estratificada composta pela populacao de residentes em Recife nao institucionalizada, &#8805; 16 anos. Foram selecionados 2400 domicilios distribuidos em 12 conglomerados com 200 numeros de telefones fixos cada. Dentre os 3632 potencialmente elegiveis para responderem a pesquisa, foram entrevistados 2.045 adultos, sendo uma amostra representativa da populacao de Recife. Resultados: Do total de 2045 entrevistados 78,97% eram do grupo jovem - de 16 anos a 59 anos e 21.02% do grupo de idosos - de 60 anos e mais; onde 62.83% sao mulheres e 38,17% de homens,a proporcao de mulheres aumenta com a idade, sendo 70.93% no grupo de idosos. Existem diferencas entre os grupos referentes a educacao e estado civil, no grupo jovem a maior parte tem o &#8805; 2o grau (75.48%), enquanto no grupo de idosos 55.90% tem < 2o grau. No referente ao estado civil, ha uma diferenca significativa, enquanto quase a metade do grupo jovem (43.72%) e de solteiros, no grupo de idosos 86.51% sao casados, viuvos ou separados. As DCNT referidas apresentaram uma distribuicao de prevalencia de DM (7.1%), sendo jovens (3.35%) e idosos (21.16%); HA (30.41%) - jovens (23.45%) e nos idosos (56.74%); DCV (3.5%) - jovens (1.49%) e idosos (11.19%); OP (7.28%) - jovens (3.05%) e idosos (23.42%); o diagnostico referido de pelo menos uma DCNT (43.42%) - jovens (35.44%) e idosos (75.81%); mais prevalentes entre as mulheres e aumentando com a idade. A PES como ruim/ regular (37.84%) - jovens (34.61%) e idosos (50%), mais prevalente entre as mulheres. As prevalencias aos fatores de risco primarios sao: sobrepeso/obesidade (37.01%), maior entre os jovens (40.50%) e idosos (32.39%); tabagismo e maior entre idosos (40.70%) e jovens (34.30%); ja o consumo de alcool e maior entre jovens (39.81%) e idosos (20%). A maioria da populacao desta amostra e insuficientemente ativa tanto no lazer (78,29%) quanto no transporte (74,82%). As associacoes entre fatores socio-demograficos e DCNT, foram: ser homem aumenta o risco para DCV (3.52) e e fator de protecao para OP (0.59) entre idosos; ser branco entre os idosos e fator de protecao para HA (0.54) e diagnostico de DCNT (0.44), ja entre os jovens aumenta o risco de OP (4.0); ter &#8805; 2o grau entre os jovens aumenta o risco de HA (2.46), DCV (15.18) e OP (11.56), ja entre os idosos aumenta o risco para DM (2.43), HA (1.79) e nao ser solteiro entre os jovens aumenta o risco de DM (5.14), DCV (4.02), OP (5.06) e diagnostico de DCNT (1.82). As associacoes entre fatores socio- demograficos e PES, foram: ser homem e fator de protecao em relacao a PES (ruim 0.43) entre jovens; ter &#8805;2o grau aumenta o risco de PES ruim em ambos os grupos- jovens (1.47) e idosos (1.81). As associacoes entre fatores de risco e DCNT, foram: IMC normal nos jovens e fator de protecao HA (0.28), DM (0.29), diagnostico de DCNT (0.23); fumar nao mostrou associacoes em ambos os grupos, mas beber tem influencia, pois nao beber entre idosos aumenta o risco de DM (2.55) e entre os jovens de DCV (2.53); ser suficientemente ativo no lazer entre idosos e fator de protecao de DCV (0.21); ser suficientemente ativo no transporte entre os jovens e fator de protecao de HA (0.56) e diagnostico de DCNT (0.65). As associacoes entre fatores de risco e PES, foram: IMC normal nos jovens e fator de protecao em relacao a PES ruim (0.43); fumar nao mostrou associacoes em ambos os grupos e beber tem influencia, pois nao beber aumenta o risco de PES ruim em ambos os grupos, jovem (1.75) e idosos (2.61); ser suficientemente ativo no lazer e no transporte e fator de protecao em relacao a PES ruim entre idosos, 0.24 e 0.40, respectivamente. Conclusao: Este estudo de base populacional com dados referidos, mostrou similaridades com outros estudos populacionais no relativo as caracteristicas de genero no envelhecimento e na menor escolaridade entre os idosos do que entre os jovens. Entretanto, diferentemente da maioria dos estudos populacionais que avaliam as relacoes de associacao entre DCNT, fatores de risco e mortalidade, neste sao mostradas as associacoes entre DCNT, PES, fatores de risco e morbidade. O IMC normal se mostrou como um importante fator de protecao para os jovens diminuindo em 80% o risco de HA , DM e ao diagnostico de DCNT. A atividade fisica (AF) tanto no lazer ou no transporte, se mostrou associada de forma positiva a Saúde em ambos os grupos. Entre os jovens, como fator de protecao para HA e ao diagnostico de pelo menos uma DCNT e, entre os idosos, como fator de protecao para DCV. O fato da AF estar fortemente associada com uma melhor PES para o grupo de idosos; sugere a existencia de um o impacto da AF em ambos os grupos, maior para a faixa etaria de 60 anos e mais.
Palavra-chave Idoso
Doenças crônicas não transmissíveis (DCNT)
Estado de Saúde percebido
Fatores de Risco
Atividade Motora
Estudo
Comparativo entre grupo de jovens e idosos
Idioma Português
Data de publicação 2013
Publicado em MUNK, Márcia. Prevalência de doenças crônicas não transmissíveis, fatores de risco e a prática de atividade física, em uma população de idosos residentes em Recife. 2012. 139 f. Tese (Doutorado em Ciências) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, 2013.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 139 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22905

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Nome: Tese-14100.pdf
Tamanho: 1.929MB
Formato: PDF
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