A prevenção de doenças crônicas não transmissíveis na consulta médica da atenção básica à Saúde na cidade de São Paulo em 2004

A prevenção de doenças crônicas não transmissíveis na consulta médica da atenção básica à Saúde na cidade de São Paulo em 2004

Título alternativo Prevention of non-communicable chronic diseases during medical consultations at primary health care in the city of São Paulo (Brazil) in 2004
Autor Santos, Francisco Roberto Goncalves Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Marcopito, Luiz Francisco Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Objetivo: dimensionar a abordagem preventiva a doencas cronicas nao transmissiveis ocorrida em consultas medicas da Atencao Basica a Saúde na cidade de São Paulo, Brasil. Metodos: em novembro de 2004 foi realizado um estudo transversal aplicando-se um questionario semiaberto a 314 usuarios (15 e mais anos de idade) de 16 unidades basicas de Saúde selecionadas pela maior quantidade de consultas em oito areas socialmente homogeneas da cidade segundo o Mapa da Exclusao/Inclusao Social. Foram feitos dois tipos de analise: 1) a unidade de informacao sendo uma especifica abordagem preventiva a uma doenca, agravo, comportamento ou fator de risco, obtida por informe de usuarios sobre perguntas, acoes, orientacoes, encaminhamentos ou exames solicitados pelo medico; calcularam-se as porcentagens de ocorrencia dessas abordagens considerando-se o sexo e a idade dos usuarios e 2) a unidade de informacao sendo cada consulta; cada uma recebeu um escore de abordagem preventiva variando de 0,000 a 1,000: uma proporcao que relaciona o observado (informe do usuario sobre o ocorrido na consulta) ao esperado (um padrao de investigacao adequado ao sexo e idade do usuario e baseado em evidencias sobre prevencao primaria e secundaria). Resultados: quanto a analise 1, as abordagens preventivas que mais ocorreram foram as relativas ao cancer do colo do utero (52,8%) e da prostata (50,0%), a afericao da pressao arterial (50,0%), a realizacao de algum componente do exame fisico (47,5%), o questionamento sobre o tabagismo (46,5%), as abordagens ao diabetes melito (46,4%) e ao cancer da mama feminina (44,7%) e o questionamento sobre antecedentes pessoais de doencas (37,3%) e sobre atividade fisica (34,1%); as que menos ocorreram foram o questionamento sobre quedas em idosos (12,5%), a afericao da estatura (16,3%), o questionamento sobre trabalho/ocupacao (24,2%), o questionamento sobre problemas visuais em idosos (26,6%), a afericao do peso (26,7%), a abordagem a osteoporose em idosas (27,7%), o questionamento sobre antecedentes familiares de doencas e sobre consumo de bebidas alcoolicas (ambos 30,6%), a abordagem ao cancer do colon em idosos e o questionamento sobre sintomas depressivos em idosos (ambos 31,3%). Com relacao ao sexo, o tabagismo foi mais questionado em homens (65,5%) do que em mulheres (42,5%); o mesmo ocorreu com o consumo de bebidas alcoolicas (49,1% vs. 26,6%). Com relacao a idade, a atividade fisica foi mais questionada em idosos (57,8%) do que nas pessoas nao idosas (28,0%); o mesmo ocorreu com a realizacao de algum componente do exame fisico (59,4% vs. 44,4%), com a afericao da estatura (33,3% vs. 13,2%), com a afericao da pressao arterial (78,1% vs. 42,8%) e com a abordagem ao diabetes melito (65,6% vs. 35,9%). Quanto a analise 2, em 45,5% das consultas o escore foi menor ou igual a 0,250 e em 71,0% delas foi menor ou igual a 0,500; em 13,7% delas foi maior do que 0,750; o escore mediano foi 0,273. Nao houve diferencas estatisticamente significantes nos escores segundo o sexo, a faixa etaria e os anos de estudo dos usuarios. Houve diferencas estatisticamente significantes nos escores segundo as areas homogeneas de realizacao das consultas, mas sem correlacao com a ordenacao das areas por seu indice de exclusao social. Conclusoes: embora a consulta medica da Atencao Basica a Saúde possa ser uma importante possibilidade de prevencao primaria e secundaria de doencas cronicas nao transmissiveis, ela foi pouco aproveitada para essa finalidade no momento investigado. Discussoes com gestores da Atencao Basica e com responsaveis pela formacao e educacao medica mereceriam ser consideradas
Palavra-chave Humanos
Prevenção de doenças
Atenção primária à saúde
Doença crônica
Visita a consultório médico
Intervenção médica precoce
Idioma Português
Data de publicação 2013
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2013. 149 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 149 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22811

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