Efeito antinociceptivo de Ocimum gratissimum L. e seus princípios ativos isolados em um modelo de dor neuropática em camundongos.

Efeito antinociceptivo de Ocimum gratissimum L. e seus princípios ativos isolados em um modelo de dor neuropática em camundongos.

Autor Paula-Freire, Lyvia Izaura Gomes de Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Carlini, Elisaldo Araujo Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Psicobiologia – São Paulo
Resumo A planta Ocimum gratissimum L. e muito utilizada na medicina popular para tratar condicoes dolorosas. Assim, o presente estudo avaliou a atividade antihipernociceptiva do oleo essencial de Ocimum gratissimum (OEOg) e seus principios ativos isolados (eugenol, trans-cariofileno e mirceno) no modelo de dor neuropatica induzida pela injuria por constricao cronica do nervo ciatico. Para todos os experimentos realizados foram utilizados camundongos machos adultos da linhagem C57BL/6J. Testes preliminares, como triagem farmacologica e rota-rod foram feitos para direcionar a pesquisa e determinar os efeitos adversos das substancias testadas. Poucas alteracoes foram observadas nesses testes. Os animais tratados com trans-cariofileno apresentaram poucos indicios de toxicidade,como alteracoes comportamentais, bioquimicas e histopatologicas. Ja o mirceno, quando administrado na dose de 250 e 500 mg/kg, promoveu aumento das enzimas hepaticas aspartato aminotransferase e alanina aminotransferase, alem de aumento no peso relativo do figado e alteracoes morfologicas hepaticas. Nos testes para averiguar a antinocicepcao aguda e cronica, os camundongos foram tratados por via oral com oleo de milho (grupo controle), 5 mg/kg de morfina (controle positivo dor aguda- ip), 20 mg/kg de pregabalina (controle positivo dor neuropatica u ip), OEOg nas doses de 10, 20 ou 40 mg/kg, eugenol, trans-cariofileno ou mirceno nas doses de 1, 5 ou 10 mg/kg. No teste da placa quente, para avaliar limiar nociceptivo, todos os xenobioticos testados foram eficazes em aumentar significativamente a latencia para os animais lamberem a(s) pata(s), mesmo 4 horas apos a administracao, quando comparados com o grupo controle. No teste da formalina na pata, as substancias utilizadas como tratamento foram efetivas em minimizar a dor dos animais na primeira e segunda fase do teste, mostrando efeito benefico contra a dor neurogenica e inflamatoria. Com relacao aos testes de dor neuropatica, o tratamento com 20 e 40 mg/kg do oleo essencial da planta e as doses 5 e 10 mg/kg dos principios ativos foram capazes de promover antihipernocicepcao, tanto no teste mecanico (von Frey) quanto termico (placa quente). Os experimentos para investigar o possivel mecanismo de acao das drogas testadas indicaram o envolvimento do sistema opioide. Os dados do teste para elucidar o mecanismo de acao do transcariofileno tambem comprovaram a participacao do sistema canabinoide via receptor CB2, uma vez que o efeito foi revertido pelo antagonista CB2 JWH-015. O eugenol apresentou efeito antihipernociceptivo equivalente ao antagonista TRPV1,(SB366791), sugerindo que o efeito antinociceptivo seja tambem devido ao bloqueio de receptores vaniloides. Em sintese, nossos achados corroboram com os relatos da literatura de que o OEOg e seus principios ativos isolados possuem atividade antinociceptiva em modelos de dor aguda e comprovam o efeito antihipernociceptivo nos testes de dor neuropatica. A presenca de atividade biologica da planta justifica ouso popular, o que incentiva a realizacao de outros estudos, principalmente no que diz respeito aos seus constituintes e seus respectivos mecanismos de acao
Assunto Animais
Eugenol
Camundongos Endogâmicos C57BL
Plantas Medicinais
Dor
Animais
Idioma Português
Financiador Associação Fundo de Incentivo à Psicofarmacologia (AFIP)
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
Data 2013
Publicado em PAULA-FREIRE, Lyvia Izaura Gomes. Efeito antinociceptivo de Ocimum gratissimum L. e seus princípios ativos isolados em um modelo de dor neuropática em camundongos. 2013. 157 f. Tese (Doutorado) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, 2013.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 157 p.
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Tese de doutorado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22721

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