Caracterizacao etologica e imuno-histoquimica estereologica do fenomeno de locomocao condicionada a cocaina

Caracterizacao etologica e imuno-histoquimica estereologica do fenomeno de locomocao condicionada a cocaina

Autor Santos, Renan dos Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo A dependencia quimica tornou-se, principalmente na ultima decada, um dos principais problemas da sociedade moderna. Diante disso, tem sido o foco de estudo em diversos segmentos das Ciências humanas, medicas e biologicas. Estudos epidemiologicos demonstram que o consumo de algumas drogas tem tido um crescimento progressivo ao longo dos anos, fato este que serve como motivacao para pesquisas biologicas que buscam caracterizar esse fenomeno. Estudos recentes tem abordado a resposta condicionada pavloviana as drogas de abuso, o qual faz parte integrativa do fenomeno de dependencia quimica. Dessa forma, o presente trabalho teve como objetivo caracterizar os efeitos comportamentais da resposta locomotora condicionada. Alem disso, buscou-se caracterizar possiveis estruturas neuroanatomicas envolvidas nessa resposta condicionada, por meio da quantificacao estereologica da proteina c-fos, tecnica tridimensional reconhecida por sua excelencia em quantificacao imparcial. Para tanto, camundongos Swiss femeas foram distribuidos em tres grupos: Sal-Sal, Coc-Sal, Sal-Coc. Todos os animais foram habituados por tres dias consecutivos no aparelho de campo aberto. No dia seguinte, iniciou-se o processo de condicionamento. Assim, os animais do grupo Sal-Sal receberam uma primeira injecao i.p. de solucao salina e em seguida expostos ao campo aberto por 10 minutos e devolvidos a caixa moradia. Duas horas apos, esses animais receberam uma segunda injecao de salina, sendo imediatamente devolvidos a caixa moradia. Os animais dos grupos Coc-Sal e Sal-Coc foram manipulados da mesma forma, exceto que o grupo Coc-Sal recebeu a primeira injecao de 10 mg/kg de cocaina e a segunda de salina, enquanto o grupo Sal-Coc recebeu a primeira injecao de salina e a segunda de cocaina na dose de 10 mg/kg. Assim, no grupo Coc-Sal, a cocaina foi pareada ao contexto ambiental, nao o sendo ao grupo Sal-Coc. O tratamento farmacologico (cocaina ou salina) deu-se de forma intermitente por 15 dias. Os animais ficaram, entao, 12 dias sem serem manipulados experimentalmente, apos este intervalo, todos os animais foram desafiados com salina. Os resultados comportamentais indicaram que apenas os animais que foram tratados com cocaina de forma pareada ao contexto ambiental apresentam acentuada resposta condicionada no desafio salina. Quanto a expressao de c-fos, avaliou-se as regioes da amigdala basolateral, medial e total; nucleo accumbens core, shell e total e cortex orbito-frontal. Tanto no nucleo accumbens como na amigdala basolateral houve uma maior expressao dessa proteina nos animais tratados com cocaina de forma pareada ao contexto ambiental. Nao houve diferenca na contagem de c-fos na amigdala medial em relacao ao grupo controle. No cortex orbito-frontal, os animais que receberam cocaina de forma pareada ao contexto apresentou uma menor expressao de c-fos. Portanto, esses dados indicam que o contexto ambiental exerce papel preponderante no fenomeno de resposta condicionada, e que a amigdala basolateral, nucleo accumbens e cortex orbito-frontal podem contribuir para esse fenomeno
Palavra-chave Animais
Feminino
Cocaína
Camundongos
Comportamento Animal
Animais
Feminino
Idioma Português
Data de publicação 2012
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2012. 157 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 157 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22699

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