Estudo da colonizacao materna e adesao ao protocolo de prevencao de infeccao neonatal precoce pelo Streptococcus agalactiae

Estudo da colonizacao materna e adesao ao protocolo de prevencao de infeccao neonatal precoce pelo Streptococcus agalactiae

Título alternativo Study of maternal colonization and adherence to the protocol for the prevention of early neonatal infection by the Streptococcus agalactiae
Autor Rodrigues, Tatiane Teixeira Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Introdução: Streptococcus agalactiae e a principal causa de infeccao neonatal precoce. Estima-se que 10 a 30% das gestantes sejam colonizadas por este microrganismo. A transmissao neonatal pode ser prevenida pela pesquisa da colonizacao materna e realizacao de antibiotico profilaxia intraparto. Objetivo: avaliar a adesao das recomendacoes do protocolo de prevencao de infeccao neonatal precoce pelo Streptococcus agalactiae. Metodo: foi realizado um estudo tipo coorte no Hospital e Maternidade Santa Joana, no periodo de 01 de novembro de 2010 a 31 de outubro de 2011. O protocolo utilizado na pesquisa foi baseado nas recomendacoes do Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Atraves dos RN internados na UTI Neonatal, foi realizada uma avaliacao nas maes quanto a adesao a este protocolo. Foram incluidas todas gestantes internadas entre a 22ª e 37ª semana de IG e gestantes em qualquer IG que apresentaram alguma das seguintes caracteristicas: trabalho de parto prematuro, bolsa rota igual ou maior que18 horas, cerclagem e temperatura materna igual ou maior 38ºC. Os RN tambem foram acompanhados durante a internacao e avaliados de acordo com a evolucao clinica e exames laboratoriais. Os dados foram obtidos atraves da revisao dos prontuarios medico-hospitalares durante a internacao das pacientes e de seus respectivos RN. Uma ficha padronizada foi utilizada como instrumento para a realizacao da coleta dos dados. Resultados: A populacao estudada foi constituida por 685 gestantes e 780 RN. A pesquisa de colonizacao foi realizada em 631 (92,1%) gestantes e destas 398 (63%) obtidas no momento da internacao e 233 (36,9%) tinham realizado no pre-natal. A colonizacao materna foi detectada em 143 (23,8%) pacientes. O resultado da colonizacao era conhecido no momento do parto em 370 (58,6%) gestantes. Quanto a adesao ao antibiotico profilaxia, 182 (26,5%) gestantes apresentavam indicacao de receber, destas, 129 (70,8%) receberam, sendo 67 (90,5%) esquema adequado e em sete (9,4%) a dose/intervalo do antibiotico estavam incorretos. Em 55 pacientes foi admistrado somente uma dose do antibiotico devido ao parto ter ocorrido no intervalo menor que 4 horas. Nos 53 (29,1%) casos que nao receberam o antibiotico profilaxia, 19 (35,8%) nao tinham prescricao medica do antibiotico e 34 (64,1%) a gestante apresentava alguma urgencia obstetrica, nao havendo tempo habil para administracao. O antibiotico mais prescrito foi penicilina cristalina em 124 (54,3%) casos, seguido de ampicilina em 84 (36,8%) pacientes, clindamicina 12 (5,2%) casos e cefalosporinas de primeira geracao em oito (3,5%) casos. Dos 780 RN avaliados, 23 (2,9%) tiveram diagnostico de infeccao precoce, sendo 21 sepse precoce, uma pneumonia e uma meningite, porem nao houve qualquer caso de infeccao neonatal precoce pelo Streptococcus agalactiae. Conclusao: A atuacao de uma equipe multidisciplinar no gerenciamento e acompanhamento do protocolo nos permitiu alcancar uma adesao satisfatoria tanto na pesquisa da colonizacao materna quanto no uso do antibiotico profilaxia. Esta adesao foi de extrema importancia para que nenhum caso de infeccao precoce pelo Streptococcus agalactiae fosse documentado no periodo do estudo. Podemos observar uma maior preocupacao dos obstetras quanto a triagem universal durante o acompanhamento pre-natal. A taxa de colonizacao materna encontrada foi de 23,8%, e esses resultados justificam a inclusao destas recomendacoes como medida de Saúde publica para todos os hospitais brasileiros
Palavra-chave Humanos
Feminino
Streptococcus agalactiae
Antibioticoprofilaxia
Gestantes
Humanos
Feminino
Idioma Português
Data de publicação 2012
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2012. 82 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 82 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22676

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