Nefrologia por IgA em pacientes submetidos a transplante renal

Nefrologia por IgA em pacientes submetidos a transplante renal

Título alternativo IgA Nephropathy in patients undergoing a kidney transplant
Autor Canuto, Ana Paula Pereira Santana Lemes Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Introdução: A recorrencia da NIgA apos o transplante renal pode resultar em declinio da funcao renal e perda do enxerto; e e considerada a terceira causa mais frequente de perda do enxerto em 10 anos, em pacientes com glomerulonefrite subjacente. Objetivos: Avaliar o perfil dos pacientes com NIgA submetidos a transplante renal e com NIgA pos-transplante, com o fim de identificar possiveis fatores de risco para a recorrencia da doenca de base. Metodologia: Foram coletados retrospectivamente dados de 146 pacientes submetidos a transplante renal dividido em: grupo 1 (n=128): pacientes com NIgA como doenca de base que nao apresentaram recorrencia; grupo 2 (n=18): pacientes cuja biopsia do enxerto renal confirmou NIgA apos o transplante. Resultados: A idade media foi de 35 anos, com predominio do sexo masculino (62%) e da raca branca (69%), nao havendo diferencas entre os grupos. A maioria dos pacientes recebeu rins de doadores vivos. Os doadores do grupo 2 eram mais jovens (35 versus 43,6 anos, p 0,004), e mais frequentemente HLA identicos (66,7 versus 20,3%, p <0,001) e, no caso dos doadores falecidos, tinham maior compatibilidade HLA (1,0 versus 2,5 mismatches, p 0,001). O principal quadro de apresentacao da NIgA apos o transplante foi hematuria associada a proteinuria nao nefrotica (44,4%). O tempo medio para recorrencia foi de 33 meses. O padrao histologico de glomeruloesclerose segmentar e focal (GESF) foi observado em 52,9% das biopsias; 72,3% receberam tratamento com imunossupressor destes 46,2% com orticoesteroides (prednisona 1mg/kg/dia), 23% com prednisona associada a ciclofosfamida seguida de azatioprina, 15,4% com micofenolato; 7,7% apenas ciclofosfamida e 7,7% pulsoterapia com metilprednisolona; 83,3% fizeram uso de inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA), bloqueador do receptor da angiotensina (BRA) ou ambos. Ao final do estudo, constatou-se elevacao media da creatinina serica de 0,53 mg/dl. Nao houve diferenca nas sobrevidas do paciente e do enxerto no periodo avaliado. Por analise multivariada, foram identificados como fatores associados a recorrencia o transplante com doador vivo (RR 0,13, 0,02-0,75 IC 75%, p 0,001) e HLA identico, ou com doador falecido sem incompatibilidades HLA (MM 0) (RR 6,3, 2,02-19,59 IC 95%, p 0,023). Conclusao: A NIgA ocorreu tardiamente apos o transplante e se manifestou inicialmente sem disfuncao do enxerto renal, na maioria dos casos como hematuria e proteinuria nao nefrotica, o que poderia justificar a realizacao tardia da biopsia tardia. Padrao de GESF foi a principal alteracao histologica a microscopia optica. A maioria recebeu tratamento com imunossupressor associado a IECA e/ou BRA evidenciando-se elevacao discreta da creatinina serica ao longo do seguimento. Dentre os fatores de risco HLA identico e MM associaram-se a maior risco de recorrencia
Palavra-chave Humanos
Nefrologia
Imunoglobulina A
Transplante de Rim
Imunossupressão
Humanos
Idioma Português
Data de publicação 2012
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2012. 103 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 103 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22596

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