Prevalência de sibilância recorrente em lactentes e fatores de risco associados no município de Cuiabá/MT, Brasil.

Prevalência de sibilância recorrente em lactentes e fatores de risco associados no município de Cuiabá/MT, Brasil.

Título alternativo Prevalence of recurrent wheezing and risk factors associated to wheezing in infants in Cuiaba, MT, Brazil
Autor Moraes, Lillian Sanchez Lacerda Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Solé, Dirceu Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Pediatria e ciências aplicadas à pediatria – São Paulo
Resumo Objetivos: a) Descrever a prevalencia e gravidade da sibilancia durante o primeiro ano de vida em lactentes da cidade de Cuiaba, utilizando o protocolo do Estudio Internacional de Sibilancias en Lactantes (EISL) u fase 3; b) Identificar fatores associados a sibilancia no primeiro ano de vida nesta populacao; c) Verificar a ocorrencia e fatores associados a sibilancia na idade pre-escolar das criancas que participaram do EISL u fase 3. Metodos: Pais e/ou responsaveis de lactentes entre 12 e 15 meses de vida foram entrevistados em Unidades Basicas de Saúde quando as procuravam para imunizacao de rotina ou durante visitas nos domicilios de criancas matriculadas nos programas de Saúde da familia no periodo de agosto de 2009 a novembro de 2010. Apos 18 meses, em media, por contato telefonico, foi realizada nova entrevista com os pais que responderam o questionario EISL u fase 2 modificado. Resultados: Na primeira fase, 1060 pais e/ou responsaveis responderam o questionario escrito, sendo 514 (48,5%) lactentes do genero masculino. Duzentos e noventa e quatro (27,7%) lactentes tiveram pelo menos um episodio de sibilancia no primeiro ano de vida, com inicio aos 5,8 ± 3,0 meses (media ± desvio padrao) e predominio em meninos. A prevalencia de sibilancia ocasional (menos de tres episodios de sibilancia) foi 15% e a recorrente (tres ou mais episodios) foi 12,7%. Entre estes, o uso de broncodilatador inalado, corticosteroide oral, antileucotrieno, presenca de sintomas noturnos, dificuldade para respirar e internacao por sibilancia foram significantemente mais frequentes. Diagnostico medico de asma foi observado em 28 (9,5%) lactentes sibilantes. Os fatores de risco associados de modo independente ao risco de ter pelo menos um episodio de sibilancia no primeiro ano de vida foram: historia previa de pneumonia, antecedentes familiares de asma na mae, pai e irmaos, ter mais de seis infeccoes de vias aereas superiores (IVAS) e a primeira IVAS antes dos tres meses de vida, residir em local com moderada poluicao, uso de antibiotico por infeccao na pele e paracetamol por IVAS. Fatores identificados como protetores para sibilancia no primeiro ano de vida foram: parto cesariano, ter banheiro completo dentro da casa, mae ter trabalho remunerado e uso de antibiotico por pneumonia. Na segunda fase do estudo 496 pais e/ou responsaveis responderam o questionario. A media de idade foi de 29,8 ± 3,2 meses, sendo 262 (52,9%) do genero feminino. Das 130 criancas que sibilaram no primeiro ano de vida, 70 (53,8%) persistiram com sibilancia (sibilancia persistente) e 60 (46,2%) deixaram de sibilar (sibilancia transitoria). Das 366 criancas que nao sibilaram no primeiro ano de vida, 48 (13,1%) iniciaram a sibilancia (sibilancia intermediaria) e 318 (86,9%) continuaram sem apresentar sibilancia (nao sibilantes). Entre as 118 criancas com sibilancia na fase pre-escolar (provaveis asmaticos), 58,6% destas apresentou tres ou mais episodios de sibilancia nos ultimos 12 meses e apenas quinze (12,7%) tiveram diagnostico de asma. Os provaveis asmaticos apresentaram maior frequencia de infeccoes de vias aereas superiores (IVAS), uso de antibioticos, exposicao ao tabagismo materno e diagnostico de rinite alergica na idade pre-escolar, quando comparados as criancas com sibilancia transitoria. Conclusoes: A prevalencia de sibilancia recorrente no primeiro ano de vida foi menor que a observada em outros centros brasileiros, com inicio precoce e alta morbidade. A persistencia da sibilancia na fase pre-escolar ocorreu em 53,8% das criancas que apresentaram sibilancia no primeiro ano de vida, porem o diagnostico de asma e seu tratamento especifico foi pouco frequente nas duas fases do estudo. Mais estudos sobre fatores de risco para sibilancia sao necessarios para o melhor entendimento dos diferentes fenotipos, permitindo identificar entre os lactentes sibilantes aqueles de alto risco para desenvolver asma, auxiliando na promocao de estrategias de prevencao por politicas publica de Saúde visando minimizar a morbidade da sibilancia na infancia.
Palavra-chave Sons Respiratórios
Lactente
Pré-Escolar
Prevalência
Fatores de Risco
Asma
Idioma Português
Financiador Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (FAPEMAT)
Data de publicação 2013
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2013. 116 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 116 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22508

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