Estudo transversal e descritivo sobre o ensino da sexualidade nas escolas médicas brasileiras

Estudo transversal e descritivo sobre o ensino da sexualidade nas escolas médicas brasileiras

Título alternativo Sexual education of students in Brazilian medical schools
Autor Rufino, Andréa Cronemberger Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Girão, Manoel João Batista Castello Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Medicina (Ginecologia) – São Paulo
Resumo Objetivo: Conhecer como as escolas medicas brasileiras ofertam o ensino da sexualidade, na percepcao dos docentes. Casuistica e Metodos: 207 docentes de 110 escolas medicas brasileiras responderam a um questionario semiestruturado, com perguntas abertas e fechadas, sobre as caracteristicas da oferta de temas de sexualidade nas disciplinas que eles ministram. O perfil dos docentes e os seus objetivos para ensinar sexualidade foram descritos. Resultados: A taxa de resposta das escolas medicas ao questionario foi de 76,4%, sendo a sexualidade ofertada por 97,3% das escolas medicas participantes do estudo. Os professores envolvidos com o ensino da sexualidade tem vinculo efetivo com suas escolas medicas (93,5%) e a metade deles e ginecologista. A oferta da sexualidade ocorreu principalmente durante o terceiro e o quarto ano dos cursos (100%) com carga de ate seis horas por disciplina. A Ginecologia foi a disciplina que mais ofertou temas de sexualidade em aulas (52%), seguida pela Urologia (18%) e pela Psiquiatria (15%). Uma disciplina especifica em sexualidade foi citada por 3% dos docentes. A tematica sexual foi inserida principalmente em aulas sobre DSTs e AIDS (62,4%), anatomia e fisiologia dos aparelhos reprodutores (55,4%) e anticoncepcao (53,2%). Aquelas com titulos sexuais foram identificadas por 25,3% dos docentes. Nas aulas, eles enfatizaram o impacto de doencas e habitos sobre a sexualidade (87,9%) e problemas sexuais (82,3%). Houve menor destaque para os aspectos sociais (76,4%) relacionados a sexualidade e a diversidade sexual (63,9%). Os objetivos dos docentes ao ofertar educacao sexual expressaram majoritariamente os aspectos organicos e biologicos relativos a sexualidade (96,7%) e o estimulo a mudanca de atitudes dos alunos quanto a questoes sexuais (96,2%). Conclusoes: Os dados indicam que a quase totalidade dos docentes das escolas medicas brasileiras representadas neste estudo oferta educacao sexual. Esse ensino ocorre de forma nao padronizada e fragmentada em varias disciplinas, sendo ofertado principalmente por ginecologistas. A sexualidade foi abordada em diversas aulas com enfase nos seus aspectos organicos e patologicos. Houve menor destaque para a construcao social da sexualidade e a orientacao sexual. A mudanca de atitudes dos alunos diante de questoes sexuais foi o objetivo mais pretendido pelos docentes ao ensinar sobre sexualidade
Assunto Educação Médica
Sexualidade
Educação Sexual
Currículo
Estudantes de Medicina
Idioma Português
Data 2012
Publicado em RUFINO, Andréa Cronemberger. Estudo transversal e descritivo sobre o ensino da sexualidade nas escolas médicas brasileiras. 2012. 99 f. Tese (Doutorado) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, 2012.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 86 p.
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Tese de doutorado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22458

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