Estudo morfologico dos pre-molares e molares inferiores de coelhos em diferentes idades

Estudo morfologico dos pre-molares e molares inferiores de coelhos em diferentes idades

Título alternativo Morphological study of rabbits mandibular premolars and molars in different ages
Autor Cauduro, Regina Salles Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Os coelhos sao modelos experimentais frequentemente utilizados para o estudo do sistema estomatognatico, devido a similaridade entre os seus movimentos mandibulares, as caracteristicas da articulacao temporomandibular e o plano de desgaste oclusal ao dos molares humanos. Os dentes desses animais, diferente dos dentes humanos, crescem continuadamente durante toda a vida do animal. Os dentes sao fixados ao osso alveolar e ao cemento atraves do ligamento periodontal e sofrem o efeito constante das forcas mastigatorias. Nos pre-molares e molares de crescimento continuo tambem ha o efeito da forca de erupcao dental sobre a coroa e estes tecidos. Objetivos: Analisar morfologica e morfometricamente os dentes de coelhos em diferentes fases de crescimento com o intuito de estabelecer o efeito da idade na morfologia dos dentes (molares e pre-molares) e no periodonto de insercao. Metodos: Tres grupos (n=4) de coelhos machos com 5, 8 e 24 meses. Os animais foram sacrificados e os blocos mandibulares dos dentes posteriores removidos, fixados em formalina 10%, 24h e as coroas dentarias fotografadas e analisadas pelo programa Image J. Medidas verticais das faces vestibular e lingual foram obtidas de cada coroa (segundo pre-molar inferior). Em seguida, duas seccoes transversais foram realizadas nos blocos mandibulares resultando em tres fragmentos: oclusal, intermediario e apical. As analises foram realizadas nos fragmentos apical e oclusal. Cortes transversais (5 mm) obtidos de cada fragmento foram corados com Picrossirius, Weigert modificado e submetidos a identificacao de osteoclastos ativos (reacao acido tartarato resistente-TRAP). Resultados: A altura da face vestibular foi estatisticamente maior do que a daface lingual, em todos os grupos. A crista transversal foi bem evidenciada na superficie oclusal em todos os dentes posteriores. Comparadas as alturas da face vestibular entre os grupos, obteve-se diferenca estatisticamente significativa entre os animais do grupo 5 meses e os demais grupos. As diferencas entre as alturas da coroa, na face lingual, nao foram estatisticamente significativas entre os grupos. O periodonto de insercao nos dois fragmentos apical e oclusal apresentou um ligamento periodontal com grande quantidade de vasos sanguineos apenas na regiao adjacente ao osso alveolar. O cemento e acelular e avascular e recobriu a dentina apenas na projecao mesial da regiao lingual, enquanto que na vestibular ele recobriu o esmalte. No fragmento apical, da regiao lingual, observaram-se vasos de grande calibre e em maior numero quando comparados ao fragmento oclusal. Esses vasos estao separados entre si por feixes de fibras colagenas compactamente organizadas e que seguem em direcao ao osso alveolar, constituindo as fibras de Sharpey. Os animais de 8 meses apresentaram o numero e calibre dos vasos aumentados, bem como espessura do ligamento periodontal e da extensao do cemento quando comparados aos de 5 e 24 meses. Porem, no fragmento oclusal, na regiao lingual, o numero de vasos foi inversamente proporcional ao calibre. A espessura e extensao do cemento e a espessura do ligamento periodontal aumentaram significativamente com a idade dos animais, independente dos grupos analisados. Uma intensa atividade TRAP-positiva foi restrita a regiao vestibular do osso alveolar, no fragmento oclusal, e mais acentuada nos coelhos jovens (5 meses). O fragmento apical apresentou, somente na regiao vestibular, independente da idade do coelho, um tecido proliferativo, identificado morfologicamente como foliculo dentario. Com excecao do fragmento apical, na regiao vestibular, as fibras oxitalanicas apresentaram-se inseridas perpendicularmente na superficie do osso alveolar, paralelas as fibras colagenas e acompanhando o seu trajeto, penetrando obliquamente em relacao a superficie do cemento. Conclusoes: A face vestibular apresentou um desgaste decrescente da sua superficie com a idade. A crista transversal da face oclusal deve funcionar como uma guia posterior de deslizamento para os movimentos de lateralidade mandibular, compensando a ausencia dos caninos. A permanencia do foliculo dentario na regiao vestibular do fragmento apical esta intimamente relacionada a erupcao continua e, no oclusal, a modelagem ossea alveolar. A face lingual deve apresentar maior estabilidade de ancoragem do dente justificada pelo menor desgaste observado. Portanto, existe na face lingual dos dentes inferiores um periodonto estruturado e capaz de se adaptar aos movimentos nao so mastigatorios, mas de erupcao e crescimento continuos. Os animais a partir de 8 meses (adultos jovens) atingiram a maturidade tanto do ponto de vista sexual, quanto esqueletico e dentario. A estabilizacao do crescimento esqueletico, aos oito meses, refletiu nao somente no padrao de crescimento osseo, mas tambem na velocidade de erupcao do dente e no grau de desenvolvimento do periodonto de insercao
Palavra-chave Animais
Periodonto
Dente Molar
Coelhos
Erupção Dentária
Remodelação Óssea
Animais
Idioma Português
Data de publicação 2010
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2010. 92 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 92 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22407

Exibir registro completo




Arquivo

Arquivo Tamanho Formato Visualização

Não existem arquivos associados a este item.

Este item está nas seguintes coleções

Buscar


Navegar

Minha conta