Avaliação da resposta imune humoral direcionada a fatores de virulência de Escherichia coli produtora de toxina Shiga (STEC) em crianças saudáveis e com Síndrome Hemolítico Urêmica em São Paulo

Avaliação da resposta imune humoral direcionada a fatores de virulência de Escherichia coli produtora de toxina Shiga (STEC) em crianças saudáveis e com Síndrome Hemolítico Urêmica em São Paulo

Título alternativo Evaluation of humoral immune response directed to virulence determinants of Shiga toxin-producing Escherichia coli in children with Hemolytic Uremic Syndrome and healthy controls in São Paulo
Autor Guirro, Mirian Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Guth, Beatriz Ernestina Cabilio Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo O processo infeccioso por Escherichia coli produtora de toxina Shiga (STEC) pode desencadear a sindrome hemolitico uremica (SHU), considerada a principal causa de falencia renal aguda na infancia. Toxina Shiga (Stx) desempenha papel fundamental na patogenese de SHU, sendo que casos graves da doeca associamse principalmente a infeccao por cepas produtoras de Stx2. Outras proteinas desempenham papel importante na patogenicidade, incluindo a adesina intimina e as proteinas secretadas EspA e EspB, as quais contribuem para a ocorrencia de lesoes caracterizadas como oattaching and effacingo (A/E). As informacoes sobre a resposta imune frente aos fatores de virulencia de STEC na populacao brasileira sao muito limitadas. Neste estudo, ensaios de Western blot foram realizados para analisar a presenca de anticorpos IgG direcionados a esses antigenos no soro de 13 criancas diagnosticadas com SHU e em 54 criancas saudaveis do municipio de São Paulo. Alem disso, ensaio de oenzyme-linked immunosorbent assayo (ELISA) foi empregado para avaliar a resposta imune direcionada a toxina Stx2. Anticorpos contra a subunidade A de Stx2 A foram detectados em todos os pacientes com SHU e em 34 criancas saudaveis (62.9%), sendo que esses resultados foram obtidos por WB. Nao foram detectados anticorpos direcionados unicamente a subunidade B. A frequencia de IgG contra ambas as subunidades ou somente contra a subunidade A de Stx2 foi significativamente maior nos pacientes SHU comparativamente as criancas saudaveis (p<0.05). Resultados obtidos atraves de ELISA mostraram que 10 (76.9%) dos pacientes com SHU e 12 (22%) criancas saudaveis apresentaram valores de densidade optica acima do valor de cut-off. Elevada frequencia de IgG direcionada as proteinas EspA, EspB e regiao conservada de intimina foi detectada em pacientes com SHU e criancas do grupo controle, sendo que nao houve diferenca significante entre os grupos. IgG contra a regiao variavel de intimina g foi mais frequentemente observada dentre os pacientes com SHU comparativamente as criancas saudaveis (p < 0.05), sugerindo uma restrita circulacao de cepas expressando intimina g dentre as criancas brasileiras. Dessa forma, o uso deste antigeno pode ser util para fins de diagnostico, podendo ser utilizado como um marcador. Este foi o primeiro estudo sobre a soroepidemiologia de anticorpos direcionados aos antigenos Stx2, EspA, EspB e intimina em criancas brasileiras com SHU. Alem disso, analisou a resposta imune em criancas saudaveis, contribuindo para o entendimento da epidemiologia da infeccao por STEC, alem de auxiliar na analise de ferramentas uteis ao diagnostico de SHU
Palavra-chave Criança
Humanos
Síndrome hemolítico-urêmica
Shiga toxigênica
Escherichia coli
Antígenos HLA-D
Imunidade
Idioma Português
Data de publicação 2012
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2012. 112} p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 112 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22406

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