Comparacao da acalasia idiopatica e chagasica por meio da manometria de alta resolucao

Comparacao da acalasia idiopatica e chagasica por meio da manometria de alta resolucao

Título alternativo Comparison of idiopathic and chagasic achalasia by high-resolution manometry
Autor Vicentine, Fernando Pompeu Piza Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Introdução: Acalasia e a doenca da motilidade do esofago mais frequente e mais estudada, sendo caracterizada a manometria pela ausencia do peristaltismo no corpo esofagico e nao relaxamento ou relaxamento parcial do esfincter esofagiano inferior (EEI). Acalasia idiopatica (AI) e acalasia chagasica (AC) apresentam os mesmos achados manometricos, radiologicos e sintomaticos, porem ainda persiste a duvida na fisiopatologia destas doencas. A manometria de alta resolucao (MAR) e uma tecnologia recente com aquisicao simultanea de dados referentes a faringe, esfincter esofagiano superior (EES), corpo esofagico e EEI, e sua analise e realizada atraves da interpretacao dos contornos isobaricos. Nao ha relatos da comparacao da AC e AI atraves da MAR ou da aplicacao das novas classificacoes idealizadas para AI, de Chicago e Rochester, em pacientes portadores de AC. Objetivo: Comparar os achados da manometria de alta resolucao em pacientes portadores de acalasia chagasica e acalasia idiopatica. Metodo: Foram estudados 86 pacientes portadores de acalasia, sendo 45 pacientes portadores de AC e 41 pacientes portadores de AI. O grupo AC foi composto de 24 (54%) pacientes do sexo feminino com idade media de 55,8 ± 14,7 anos e o grupo AI composto de 24 (58%) pacientes do sexo feminino com idade media de 49,0 ± 19,5 anos. Foram comparados os achados manometricos em ambos os grupos assim como a aplicacao da classificacao de Chicago e Rochester. Resultados: Esfincter esofagiano superior: As pressoes basais e pressoes de relaxamento no grupo AC foram de 72,3 e 9,96 mmHg e no AI foram de 82,8 e 9,83 mmHg, com p=0,34 e p=0,94 respectivamente; Corpo do esofago: as pressoes a 3 e a 7 cm acima do EEI foram de 15,2 e 16,5 mmHg no grupo AC e 42,6 e 36,7 mmHg no grupo AI, com p=0,003 e 0,048 respectivamente, porem ambos hipocontrateis; Esfincter esofagiano inferior: As pressoes basais e pressoes de relaxamento no grupo AC foram de 17,99 e 12,9 mmHg e no AI foram de 40,6 e 27 mmHg, com p<0,001 para as duas medidas, porem ambos os grupos com deficit de relaxamento; Classificacao de Chicago e Rochester: AC: Chicago Tipo I: 22 (49%), Chicago Tipo II: 23 (51%) e Chicago Tipo III: 0. AI: Chicago Tipo I: 13 (32%), Chicago Tipo II: 27 (66%) e Chicago Tipo III: 1 (2%), p=0,178 (o mesmo p encontrado para Rochester). Conclusoes: Nao ha diferenca com respeito ao esfincter esofagiano superior. Pacientes com acalasia idiopatica apresentam maiores pressoes de corpo esofagico, pressao basal e de relaxamento do esfincter esofagiano inferior. As classificacoes de Chicago e Rochester podem se aplicadas nos pacientes portadores de acalasia chagasica
Palavra-chave Humanos
Feminino
Acalasia Esofágica
Manometria
Doença de Chagas
Esfíncter Esofágico Inferior
Esfíncter Esofágico Superior
Humanos
Feminino
Idioma Português
Data de publicação 2012
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2012. 73 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 73 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22375

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