Perfil populacional do teor de catepsina B, em soro de indivíduos doadores de sangue da Grande São Paulo

Perfil populacional do teor de catepsina B, em soro de indivíduos doadores de sangue da Grande São Paulo

Título alternativo Population profile of the levels of cysteine cathepsin B in serum of blood donors of Grande São Paulo
Autor Accardo, Camila de Melo Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Tersariol, Ivame Luis dos Santos Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Catepsina B e uma cisteino-protease lisossomal com atividades endopeptidasica e carboxipeptidil-peptidasica amplamente distribuida nos tecidos. Apresenta uma alca de oclusao que contem residuos de arginina e histidina sensiveis ao pH do meio e que participam da modulacao das atividades da enzima. As cisteino-peptidases lisossomais sofrem desnaturacao em pH 7,4, o que provoca a inativacao irreversivel de suas atividades. Desta forma, inibidores proteicos, juntamente com pH fisiologico, sao responsaveis por manter o balanco proteolitico desta classe de enzimas no tecido. Catepsinas sao proteases que apresentam importantes papeis biologicos como na degradacao da matriz extracelular, no catabolismo de proteinas intracelulares e na conversao de prohormonios, apresentacao de antigeno, remodelacao ossea, reproducao e apoptose. Alem dos processos fisiologicos, a catepsina B tambem esta envolvida em processos inflamatorios, progressao tumoral e metastase. Mais recentemente, tem-se proposto o envolvimento desta enzima em infeccoes virais. Nosso trabalho teve como objetivo principal determinar o perfil populacional de catepsina B em amostras de soro, de individuos saudaveis, doadores de sangue, avaliando variaveis epidemiologicas, a fim de estabelecer valores normais para esta enzima. Tambem foram estudados os niveis de catepsina B em mulheres saudaveis, em relacao ao ciclo menstrual e a influencia dos metodos hormonais de contracepcao em sua expressao, nossos resultados mostram que os niveis de catepsina seguem a expressao do estrogeno no endometrio, podendo, portanto, ser considerada estrogeno-dependente. Avaliamos os niveis de catepsina B em amostras de soro de individuos portadores assintomaticos de infeccoes virais, excluidos pos-doacao de sangue por apresentarem exames sorologicos positivos. De acordo com as informacoes sobre as interacoes da enzima com infeccoes virais, nossos resultados sugerem que a catepsina B possa ser um marcador diagnostico para infeccoes virais, e nossas analises sobre suas propriedades diagnosticas (curva ROC), reforcam essa sugestao. Avaliamos os niveis de proteinas sericas em relacao ao teor de catepsina e nossos resultados mostram que os niveis de proteinas estao diretamente ligados aos niveis da enzima. Estudamos os niveis de catepsina B em amostras de soro de pacientes com cancer e tambem os niveis da enzima em amostras de pacientes em tratamento quimioterapico, que utilizaram o medicamento GRANULOKINE®, nossos resultados mostram que a enzima aparece bastante elevada no soro destes pacientes, e que o medicamento interfere na atividade da enzima, as amostras nestes casos apresentaram leves reducoes nos niveis de catepsina B. Nossos resultados sugerem a catepsina B como um novo marcador diagnostico, principalmente para infeccoes virais, sendo possivel estabelecer diferentes valores para que este atue como biomarcador para diferentes tipos de virus, a catepsina B se mostrou um marcador estavel
Palavra-chave Humanos
Catepsina B
Endopeptidases
Doadores de sangue
Idioma Português
Data de publicação 2008
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2008. 135 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 135 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22314

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