Relação anatômica do nervo óptico com o seio esfenoidal: estudo por tomografia computadorizada

Relação anatômica do nervo óptico com o seio esfenoidal: estudo por tomografia computadorizada

Título alternativo Anatomic relationship of the optic nerve channel with sphenoidal sinus: a computed tomography study
Autor Dias, Paulo Cesar J. Google Scholar
Mangabeira-Albernaz, Pedro Luiz Autor UNIFESP Google Scholar
Yamashida, Hélio K. Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo The sphenoid sinus, out of the facial sinuses, is certainly the most neglected as far as diagnosis is concerned. The surgical approach requires a detailed anatomical knowledge, considering the serious complications resulting from injuries of vital structures adjacent to this region. AIM: The objective of our research is to evaluate the anatomic relationship of the optic nerve with the sphenoid sinus making use of the computed tomography. STUDY DESIGN: Serie report. MATERIAL AND METHOD: The authors present a retrospective analysis of 203 computed tomographies of facial sinus belonging to individuals of both sexes aged 14 and over. The examinations were evaluated observing the course of the optic nerve, obtained through the degree of its projection on the wall of the sphenoid sinus. The method used was the modified classification of Delano, evaluating the absence of bone reduction (dehiscence) of the optic nerve in the sphenoid sinus. We analysed the degree of pneumatization of the sphenoid sinus, using Hammer's classification adapted by Guerrero, apart from the pneumatization of the anterior clinoidal process and pterigoid and the presence of the Onodi cell. RESULTS: Most of the patients (78.96%) presented their optic nerve with a Type 1 course. Type 2 was observed in 16.83% of the patients, Type 3 in 3.47% and Type 4 in 0.74%. The presence of dehiscence of the optic nerve in the wall of the sphenoid sinus was evidenced in 21.29% of the cases. Related to pneumatization, we noticed that the pre-selar type was observed in 6.44%, the post-selar type appeared in 39.11%, the selar type appeared in 54.45%, and the apneumatized type was not observed in any of the cases. The pneumatization of the anterior clinoidal process was verified in 10.64% of the cases, while the pterigoid process was apparent in 21.29% of the cases. The Onodi cell (sphenoetmoidal) was found in 7.92% of the cases. CONCLUSION: The presence of dehiscence of the optic nerve is related with the degree of pneumatization of the anterior clinoid and the pterigoid processes, the presence of the Onodi cell (sphenoetmoidal) and Course Types 2, 3 and 4 considered the relationship between the optic nerve and the sphenoid sinus.

O seio esfenoidal entre os seios da face é certamente o mais negligenciado quanto ao diagnóstico. A abordagem cirúrgica requer conhecimento anatômico detalhado, levando-se em conta as graves complicações decorrentes de lesões de estruturas vitais adjacentes a esta região. OBJETIVO: O objetivo do nosso estudo é avaliar a relação anatômica do canal do nervo óptico com o seio esfenoidal utilizando a tomografia computadorizada. FORMA DE ESTUDO: Análise de série. MATERIAL E MÉTODO: Os autores apresentam a análise retrospectiva de 202 tomografias computadorizadas de seios da face de indivíduos de ambos os sexos com idade igual ou superior a 14 anos. Os exames foram avaliados observando o trajeto do canal do nervo óptico obtido pelo grau de projeção na parede do seio esfenoidal. Foi utilizada a classificação modificada de Delano. Foi avaliada a ausência de atenuação óssea (deiscência) do canal do nervo óptico no seio esfenoidal. O grau de pneumatização do seio esfenoidal foi analisado, sendo empregado a classificação de Hammer's adaptada por Guerrero, além da pneumatização do processo clinóide anterior e pterigóide e a presença da célula de Onodi. RESULTADOS: A maioria dos pacientes (78.96%) apresentou o canal do nervo óptico com trajeto do tipo 1, o tipo 2 foi observado em 16.83%, o tipo 3 em 3.47% e o tipo 4 em 0.74%. A presença de deiscência do nervo óptico na parede do seio esfenoidal foi evidenciada em 21.29% dos casos. Em relação à pneumatização, notamos que o tipo pré-selar foi observado em 6.44%, o tipo selar em 39.11%, o tipo selar em 54.45%, e o tipo apneumatizado não foi observado em nossos casos. A pneumatização do processo clinóide anterior foi constatado em 10.64% enquanto do processo pterigóide em 21.29% dos casos, a célula de Onodi foi verificada em 7.92% dos casos. CONCLUSÃO: A presença de deiscência do canal do nervo óptico está relacionado com o grau de pneumatização dos processos clinóide anterior e processo pterigóide, a presença de célula de Onodi e os tipos de trajeto 2, 3 e 4 da relação do nervo óptico com o seio esfenoidal.
Palavra-chave optic nerve
sphenoidal sinus
computed tomography
nervo óptico
seio esfenoidal
tomografia computadorizada
Idioma Português
Data de publicação 2004-10-01
Publicado em Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. ABORL-CCF Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, v. 70, n. 5, p. 651-657, 2004.
ISSN 0034-7299 (Sherpa/Romeo)
Publicador ABORL-CCF Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial
Extensão 651-657
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S0034-72992004000500012
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S0034-72992004000500012 (estatísticas na SciELO)
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/2230

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Nome: S0034-72992004000500012.pdf
Tamanho: 344.9KB
Formato: PDF
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